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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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BE exige caudais mínimos na Convenção de Albufeira

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje que a Convenção de Albufeira deve garantir caudais diários, recomendação aprovada desde maio pelo Parlamento, mas sem quaisquer passos dados para o concretizar.

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“O rio Pônsul esteve sem água por causa da gestão das barragens do lado espanhol, ficou um rio sem água o que significa prejuízos imensos, ecológicos a fauna e flora e também os prejuízos económicos, da pesca e turismo”, afirmou a coordenadora do BE.

Catarina Martins falava aos jornalistas na localidade de Lentiscais, em Castelo Branco, onde se deslocou para ouvir as preocupações da população local sobre a seca que afetou o rio Pônsul, um dos afluentes do Tejo.

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Adiantou ainda que se trata de uma região inserida em pleno Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI), onde as questões ecológicas são particularmente importantes.

“Primeiro é preciso garantir caudais diários de Espanha para Portugal. A Convenção de Albufeira deve ter caudais diários. É algo que já foi aprovado [recomendação ao Governo] pelo Parlamento, em maio de 2019, mas ainda não houve nenhum passo para concretizar estes caudais diários”, sustentou.

A coordenadora do BE recorda que a região foi particularmente afetada do ponto de vista económico e adianta que é necessário garantir que a atividade económica “não morra”.

“Nós não só vamos querer ouvir o ministro do Ambiente sobre a Convenção de Albufeira e sobre os passos que estão a ser dados que isto [seca do rio Pônsul] não volte a acontecer como queremos que o Governo em conjunto com as autarquias faça um levantamento dos prejuízos económicos e da necessidade de eventuais apoio e financiamento (?)”, concluiu.

BE acusa Iberdrola de fechar fronteira entre Portugal e Espanha em Cedillo

A coordenadora do BE acusou hoje a elétrica espanhola Iberdrola, responsável pela gestão da barragem de Cedillo, de cortar a fronteira entre Portugal e Espanha, e promete levar o assunto ao Parlamento Europeu e ao Parlamento português.

“Há um problema com a barragem da Iberdrola [Cedillo] que fecha a fronteira entre Portugal e Espanha, com prejuízos muito graves para a população fronteiriça, e essa é uma questão que vamos abordar, tanto na Assembleia da República como no Parlamento Europeu”, afirmou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) deslocou-se a Lentiscais, em Castelo Branco, para ouvir as preocupações da população local, após a calamidade que assolou o rio Pônsul, um dos afluentes do Tejo, que esteve praticamente seco.

Catarina Martins sublinhou que Portugal e Espanha são dois países da União Europeia e que pertencem ao Espaço Shengen, uma convenção entre países europeus sobre uma politica de fronteiras e livre circulação de pessoas entre os países signatários.

“Aqui [barragem de Cedillo] há uma fronteira, porque uma empresa a fechou. Com que direito a Iberdrola pode fechar a circulação [entre os dois países ibéricos]”, questionou.

Apelidou ainda a atitude da elétrica espanhola de “abusiva” ao cortar a ligação de um e do outro lado.

A barragem de Cedillo, marca a entrada do rio Tejo em território nacional, onde a margem norte é portuguesa e a margem sul é espanhola e define a fronteira entre os dois países ibéricos.

Agência de Notícias de Portugal

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