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Domingo, Setembro 19, 2021

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BE continua a exigir “redução dos níveis de produção da Celtejo”

O Bloco de Esquerda (BE) reafirma a sua exigência de que “os níveis de produção da Celtejo sejam reduzidos e adaptados à capacidade instalada de tratamento dos efluentes”, diz o partido num comunicado enviado à Comunicação Social, acrescentado que “não chega ficar pelos dez dias determinados pelo Governo”.

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Nesse comunicado, o BE sublinha o resultado das análises às amostras recolhidas no rio Tejo e frisa que “a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) confirmou ser a empresa Celtejo a principal responsável pelos elevados níveis de poluição no rio, revelados nos últimos dias pela cor escura das águas e pelo surgimento de um extenso manto de espuma à superfície”.

O BE salienta ainda que “a APA confirma que a Celtejo está na origem de 90% das descargas. Os níveis de matéria orgânica vegetal (celulose) atingiram níveis cinco mil vezes acima dos recomendáveis, originando um problema grave de carência de oxigénio naquela massa de água e colocando em causa toda a ecologia do rio”.

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Perante estas constatações, o BE diz “confirmarem-se, assim, as denúncias dos ambientalistas da Protejo, do ativista Arlindo Consolado Marques, a quem a Celtejo moveu um processo judicial intimidatório com pedido de indemnização de 250 mil euros. Confirma-se igualmente a justeza da propostas do Bloco (rejeitadas pelo PS, PSD, CDS e PCP) para que a produção daquela fábrica de pasta de papel, em Vila Velha de Ródão, fosse adaptada à capacidade de tratamento dos efluentes descarregados para o Tejo”, lê-se no comunicado.

O BE recorda que, “estranhamente, em 2016, a APA ainda veio emitir uma nova licença de descargas da Celtejo em que diminuía a exigência em parâmetros que medem a carga poluidora dos efluentes”, diz o comunicado.

“Foi preciso haver uma catástrofe ambiental, com o rio a ficar praticamente sem oxigénio, para que o Ministério do Ambiente e a APA tomassem decisões consequentes. Foram incapazes de, preventivamente e apesar das evidências, enfrentar poderosos interesses económicos e confrontar poderes instalados”, conclui o Bloco de Esquerda.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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