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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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BE alerta para “caos” nas Urgências de Abrantes e quebra de suporte informático

O Bloco de Esquerda chamou hoje a atenção para o que afirmou ser “um caos” no Serviço de Urgência do Hospital de Abrantes, com doentes amontoados pelos corredores, serviço que terá sido “agravado pelo colapso do sistema” informático.

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“Desde o meio da tarde desta segunda-feira que impera o caos no Serviço de Urgência do Hospital Distrital de Abrantes. Há dezenas de doentes, com as patologias mais diversas, amontoados pelos corredores. As condições degradantes em que aguardam cuidados, além de não assegurarem nem privacidade, nem descanso, facilitam a propagação de doenças em pessoas já muito debilitadas”, pode ler-se no comunicado da equipa Coordenadora de Santarém do Bloco de Esquerda (BE).

Segundo a nota do Bloco, “estas reiteradas insuficiências e falhas dificultam muito a vida dos utentes e dos próprios profissionais, desgastados e exaustos”, afirmando ainda o BE que “denuncia estes problemas e aponta-os como prova da necessidade de reforçar o investimento público no Serviço Nacional de Saúde” (SNS).

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“A agravar este problema”, acrescenta, “na manhã desta terça-feira, colapsou o suporte informático da rede de Cuidados de Saúde Primários, na área coberta pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo, provocando grandes atrasos no atendimento em vários Centros de Saúde”.

Contactado pela Lusa, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Sofia Theriaga, confirmou uma “avaria nacional” no sistema informático de prescrição de medicamentos PEM, o que “originou alguns constrangimentos”.

Segundo aquela responsável, a avaria “resultou de uma atualização do PEM” e “não afetou todos os computadores” da área de abrangência do ACES do Médio, mas a reparação “foi feita individualmente o que levou a que a alguns atrasos uma vez que diversos médicos tiveram de utilizar uma situação de recurso e passar o receituário manualmente”.

Sofia Theriaga disse ainda que a situação, ao final do dia de terça-feira, estava “resolvida”

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), por sua vez, questionado pela Lusa sobre a alegada situação de “caos” nas Urgências de Abrantes, disse que a mesma “não correspondeu a qualquer situação de caos”.

Fonte oficial do CHMT disse à Lusa que, “no dia 21 de novembro, segunda-feira, entraram no serviço de Urgências Médico-cirúrgicas em Abrantes 167 doentes, com um tempo médio de espera de uma hora e três segundos”.

Segundo a mesma fonte, foi “um número elevado, mas que não causou o caos, até porque a situação na urgência médico-cirúrgica, às 21:00, não havia espera para doentes triados como ‘laranja’, estavam cinco doentes em triagem ‘amarela’ com tempo médio de espera de 53 minutos e 20 segundos, e dez doentes com prioridade ‘verde’ com tempo médio de espera uma hora, 37 minutos e 15 segundos”, precisou.

Segundo a fonte oficial do CHMT, “às 24:00, não havia doentes em espera”.

O Conselho de Administração adianta ainda que tem em curso, juntamente com a Tutela, o processo de reabilitação e de ampliação do espaço físico do Serviço de Urgências Médico-cirúrgicas, da Unidade Hospitalar de Abrantes, com o objetivo de “colmatar lacunas que um edifício com mais de trinta anos possui”.

“A procura de melhoria de condições de atendimento, no âmbito do serviço de Urgências Médico-cirúrgicas do CHMT tem estado também na base de uma articulação mais profunda entre este Centro Hospitalar e o ACES Médio Tejo. Um dos aspetos que traduzem essa articulação é o facto de no site do CHMT constarem os horários de funcionamento das estruturas dos Cuidados de Saúde Primárias que integram este ACES”, refere.

Na mesma nota pode ler-se que a referida articulação é “mais um passo no reforço das garantias de que nenhum utente da Região do Médio Tejo, considerando que se trata de uma área geográfica com um dos mais elevados  índices de envelhecimento do País, deixará de ter a prestação de cuidados que necessite a cada momento, isto no respeito aos valores do Serviço Nacional de Saúde”.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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