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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Basquetebol: Naútico de Abrantes vende cara a derrota frente ao Marinhense

30 de janeiro de 2016, 18.30 horas, Abrantes

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Campeonato Nacional da 1ª Divisão Masculina de Basquetebol

Clube Náutico de Abrantes 77 – Sporting Clube Marinhense 87

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Saudação das equipas ao público.

Quem pensou que os números do jogo da primeira volta (107-64) iriam traduzir, agora em Abrantes, um jogo com o mesmo nível de desequilíbrio, enganou-se redondamente. O que se assistiu no Pavilhão da Escola Solano de Abreu foi um jogo cheio de emoção, entrega de ambos os conjuntos e com incerteza no marcador até bem perto do final. Só nos últimos 4 minutos alguém conseguia arriscar um prognóstico.

De uma lado, CNA, uma equipa repleta de jovens em que a média de idades deverá rondar os 21, 22 anos, enquanto que do outro, Marinhense, um lote de jogadores composto por um misto de juventude e alguma experiência. Foi um jogo jogado sempre a bom ritmo, que obrigou os seus intervenientes a concentração máxima e a jogar nos limites. A equipa de Abrantes sempre comandada por André Ruivo (Base) e Luís Prates (poste), bem auxiliados por Duarte Tracana, Daniel Santos e Leandro Nascimento, com a sua irreverência foram pondo em sentido uma equipa da Marinha Grande que ainda pensa na fase seguinte da competição.

Os de Abrantes, muito fruto do desempenho das suas duas referências, que em lançamentos exteriores e penetrações (André Ruivo) e em lances debaixo da tabela (Luís Prates) foram mantendo o resultado vivo, sentiram algumas dificuldades em parar a rápida circulação de bola dos visitantes, que em boas combinações ofensivas iam conseguindo espaço para alguns lançamentos fáceis em zonas perto do cesto ou para o tiro exterior quando a defesa abrantina fechava.

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Luís Prates foi sempre difícil de parar no jogo interior.

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O Marinhense trabalhou quase sempre bem para encontrar a melhor solução de tiro.

A equipa visitante, para parar o jogo interior abrantino que estava a dar muitos pontos, passou para uma defesa zona, tentando anular a influência do jogo de Luís Prates e as penetrações para o cesto, mas aí veio ao de cima os lançamentos de média-longa distância da equipa da casa. No entanto notou-se algum incomodo da equipa em jogar contra zona, pois a paciência para procurar a melhor opção de tiro não foi muita.

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Defesa zona dos forasteiros.

Na primeira parte registava-se um resultado de 39-40, fruto de dois parciais de 20-21 e 19-19, em que o treinador Nuno Ruivo utilizou 7 jogadores, enquanto Amadeu Cordeiro, chamou a jogo 8 dos seus atletas.

A rotação de jogadores e as opções de banco tem sido o que tem feito a diferença nos jogos do CNA e, este jogo não fugiu à regra. André Ruivo (40 minutos) e Luìs Prates (37 minutos) não puderam descansar muito porque a equipa ressente-se da sua ausência em campo, ao passo que na equipa da Marinha Grande todos os jogadores influentes passaram pelo banco para repôr energias.

A segunda parte começou com a mesma toada. Nos forasteiros já se evidenciavam Rafael Pereira, Amadeu Cordeiro e João Sousa. Aos três minutos do terceiro período a equipa de Abrantes ainda passou pela liderança do marcador, mas uma série de más opções atacantes e perdas de bola, levaram a que os leões da Marinha Grande recuperassem a liderança do marcador para não mais a perder, terminando esse quarto com um parcial de 18-20, mostrando o marcador um 57-60, deixando tudo para decidir no último período.

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Nuno Ruivo foi sempre tentando dar as melhores opções à sua equipa.

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Indicações de Amadeu Cordeiro aos seus colegas e pupilos.

Nesse último quarto da partida, a equipa de Abrantes ainda se manteve na disputa do resultado até meio do mesmo, pois foi mais ou menos nessa altura que os seus jogadores mais influentes atingiram os limites físicos, deixando os marinhenses disparar para uns confortáveis 7 pontos de vantagem. Nos últimos 2, 3 minutos foi ver os abrantinos parar o jogo para levar o adversário para a linha de lance livre e em ataques rápidos tentar concretizar, mas o melhor que conseguiram foi ver a desvantagem aumentar para os 10 pontos.

Excelente partida de propaganda para a modalidade, que foi fechada, leia-se último cesto, com um afundanço do “saltitão” Rafael Pereira, que o fez por 3 vezes em todo o jogo. Vitória certa da equipa do Sporting Marinhense, que teve de suar para vencer a jovem equipa de Abrantes.

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Partida fechada com chave de ouro com este afundanço de Rafael Pereira

Dupla de arbitragem com um trabalho sem influência no resultado. Não ficou isenta de erros mas não foi pelo seu trabalho que o resultado teve o desfecho registado.

Ficha do jogo

Pavilhão da Escola Secundária Solano de Abreu

Árbitros: Rui Farinha e António Mendes

Oficiais de mesa: Natália Mendes, Ana Afonso e Renato Valério

Náutico de Abrantes

Cinco inicial: André Ruivo, Luís Prates, Daniel Santos, Leandro Nascimento e Duarte Tracana

Outras opções: João Correia, João Silva, Pedro Silva, Luís Fraga, Paulo Carmo e Daniel País

Treinador: Nuno Ruivo

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Clube Náutico de Abrantes

SC Marinhense

Cinco inicial: Rafael Pereira, João Sousa, Marco Dias, Amadeu Cordeiro e Jorge Silvério

Outras opções: Sacha, André Flores, Vitor Varela, João Quintas, Eduardo Lucas e Geovani

Treinador: Amadeu Cordeiro

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Sporting Clube Marinhense

Melhores Marcadores:

André Ruivo (CNA) – 26 pontos

Rafael Pereira (SCM) – 24 pontos

Luís Prates (CNA) – 17 pontos

Amadeu Cordeiro (SCM) – 16 pontos

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André Ruivo foi o melhor marcador da partida.

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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