“Avelã”, por Armando Fernandes

Há dias fui almoçar a um restaurante italiano onde apreciei untuosa e fragrante tarte de avelãs e chocolate. Na altura recordei o frango recheado de avelãs prato principal de animado almoço onde o meu saudoso filho mais velho exalou humor brilhante e radiosa alegria. Quem diria? A mofina da gadanha não se apiedou de um rapaz de quarenta e dois anos. Levou-mo.

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A avelã colhe-se em verde nos meses de Agosto e Setembro, deve ter a casca brilhante sem marcas ou sinais de fungos, seca, a casca é dura e não deve apresentar rachas ou quebras.

Sendo menos consumida que a amêndoa é, no entanto, agradável acompanhamento de peixes brancos, e carnes vermelhas, é muito saborosa na condição de recheio de aves de capoeira e vida airada.

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Das avelãs extrai-se óleo condimentador de culinárias esquisitas, este óleo nunca deve ser aquecido pois adquire sabor rançoso.

Se o leitor é adepto de entreténs de boca seja antes das refeições, seja nos intervalos informo-o de as avelãs serem bom elemento para alegrar tais actos, além de se imporem pela gulodice possuem pouco valor calórico, o que é sempre de considerar em época de dietas e adelgaçamentos dada a proximidade do Estio.

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Se as leitoras (as Senhoras têm redobrada paciência relativamente aos homens) gostam de conceber gelados, bolos e acepipes experimentam concebe-los empregando avelãs, logo verificará os efeitos. No que tange a outros comeres além dos acima referenciados acrescento o bom desempenho das avelãs raladas no aumento de inebriações palatais se forem destramente colocadas em massas de todos os quilates, almôndegas, empadas e croquetes.

Como é do conhecimento geral a avelã tem largo emprego na pastelaria industrial, também na confecção de chocolates de múltiplos tipos e composições. O amigo de chocolates recheados gosta de moer com os óbvios molares as pequenas porções de avelã, não se importando de gastar segundos na remoção dos minúsculos filamentos agarrados às benfazejas mós.

A avelã carrega milenar presença na Península Ibérica, os curiosos relativamente a este fruto façam favor de consultar os dicionários corográficos e verificarão quantas localidades existem cuja matriz é a avelã.

E, porque às vezes no decorrer da composição de textos condimentados, alegrados ou dedicados a gulodices as papilas gustativas fazem sentir as suas exigências vou de imediato mastigar avelãs aconchegas por vinho colheita tardia de origem ribatejana, melhor dito, proveniente da Quinta da Lagoalva. Acrescento: debaixo da denominação TEJO existem colheitas tardias de produtores da província ribatejana de ridente qualidade.

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