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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Automobilismo | Milhares vibraram com o espetáculo da Baja de Portalegre (C/fotogaleria)

Caiu o pano sobre a clássica alentejana do todo-o terreno. Numa edição onde o pó foi rei, levando a alterações de horários e percursos, o terreno muito duro e o calor colocou à prova mecânicas e pilotos. Porém (Auto), Maio (Moto), Borrego (Quads) e Faria (SSV) foram os grandes vencedores da 31ª edição da Baja de Portalegre.

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AUTOMÓVEIS:

Ricardo Porém-Hugo Magalhães (Ford Ranger)

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Com João Ramos a levar a sua Toyota Hilux ao comando no sábado, por menos de nove segundos, aguardavam-se nos mais de 360 Km deste domingo por uma resposta de Ricardo
Porém. Era um duelo a dois que, com o abandono de João Ramos (problemas eléctricos), logo nos primeiros Kilometros, deixou Ricardo Porém mais tranquilo e a gerir a prova como lhe convinha, sagrando-se vencedor pela quarta vez consecutiva e revalidando o título nacional. Foi a primeira vez no historial da prova que um piloto vence quatro edições da Baja, de seguida.

O pódio ficou completo com duas equipas estrangeiras, ambas em Mini All4Racing da X-Raid. Guilherme Spinelli concluiu a Baja Portalegre 500 na segunda posição, a mais de seis minutos de Porém. Boris Garafulic fechou o pódio, mas a mais de 17 minutos do vencedor. Em T2 venceu Rui Sousa. O piloto da Izuzu D-Max juntou a vitória ao titulo nacional de T2.

Classificação final:
Ricardo Porém/Hugo Magalhães (Ford Ranger)- 5:35:29
Guilherme Spinelli/Youssef Haddad (Mini All4 Racing)- a 5:44
Boris Garafulic/Filipe Palmeiro (Mini John Cooper Works)- a 17:07

MOTOS:

António Maio (Yamaha WR)

António Maio ao vencer a edição deste ano entrou no número restrito de pilotos com meia-dúzia de vitórias em Portalegre. Além de Maio apenas Beto Borrego e Mário Patrão se podem orgulhar de tal feito. Além disso revalidou o título de campeão nacional.

Se a grande preocupação era Sebastian Bühler, com a queda feia do luso-germânico, que lhe valeu uma evacuação de helicóptero para o hospital, as atenções viraram-se para Luís Oliveira que disputou a vitória até perto do final.

Oliveira que procurava a terceira vitória consecutiva teve de abrandar o ritmo quando detectou problemas na sua moto. Ainda assim foi segundo à frente de Mário Patrão que fechou o pódio.

Classificação final:
António Maio (Yamaha WR)- 4:52:35
Luís Oliveira (Honda RX)- a 4:14
Mário Patrão (KTM 450 EXC Factory) a 11:41

QUADS:

Beto Borrego (Yamaha YFZ 450R)

Com Beto Borrego instalado no comando desde o início e decidido a entrar no lote dos exavencedores da prova restava perceber a distância para os perseguidores. O piloto de Ponte de Sôr venceu com mais de 17 minutos de vantagem para Filipe Fernandes e alcançou a terceira vitória consecutiva na Baja Portalegre 500 pela segunda vez na sua carreira. Vitor Caeiro, piloto da casa, completou o pódio.

Classificação final:
Roberto Borrego (Yamaha YFZ 450R) – 5:24:33
Filipe Martins Fernandes (Kawasaki KFX 450R)- a 17:23
Vitor Caeiro (Yamaha YFZ-R) a 21:18

SSV:

Rúben Faria/Pedro Velosa (Can-Am MAVERICK X3 RS)

Na categoria com mais pilotos inscritos foi a vez do carismático Rúben Faria, acompanhado por Pedro Velosa, vencer pela primeira vez. O piloto algarvio colocou o seu Can-Am X3 na primeira posição e tornou-se assim no sexto piloto a vencer na temporada que agora findou.

Faria impôs-se numa categoria que teve quase uma centena de participantes, algo inédito no campeonato português, e deixou o consagrado, Stéphane Peterhansel (Yamaha), no segundo posto, a 2m36s. Bruno Martins fechou o pódio e alcançou o seu maior desiderato: ser campeão nacional.

Classificação final:
Rúben Faria/Pedro Velosa (Can-Am MAVERICK X3 RS) – 5:21:19
Stéphane Peterhansel/Andrea Peterhansel (Yamaha YXZ 1000S)- a 2:36
Bruno Martins/Eurico Adão (Can-Am Maverick X3 XRS)- 7:35

Com uma prova bem organizada pelo Automóvel Clube de Portugal resta aguardar pela 32ªedição.

Fontes: Automóvel Clube de Portugal e Cronobandeira.

* Com David Pereira (fotos).

 

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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