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Domingo, Outubro 17, 2021

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Automobilismo | Médio Tejo recebe mítica Baja de Portalegre com “start list” recheada de nomes sonantes (C/fotos)

É já este fim de semana (26 e 27 de outubro) que os estradões do Médio Tejo e região envolvente acolhem os pilotos da emblemática prova de todo-o-terreno Baja de Portalegre, uma organização do Automóvel Clube de Portugal, com o centro nevrálgico em Portalegre e incursões nos concelhos de Gavião, Abrantes, Chamusca e Ponte de Sôr.

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A Baja 500 Portalegre foi a primeira competição de todo-o-terreno organizada em Portugal, em Junho 1987, com base na cidade de Portalegre.

Ricardo Porém-Hugo Magalhães (Ford Ranger) vencedor das últimas edições volta para tentar o “penta”.

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O Clube Aventura, liderado por José Megre, ex-piloto do Rally Dakar, tinha idealizado esta prova desde 1983, no entanto demorou cerca de 4 anos a concretizar a ideia, desde que obteve ajuda e autorização das autoridades locais. Foi em 1982 que começaram as actividades de todo-o-terreno não competitivas em Portugal, com José Megre, juntamente com alguns amigos, a formar o Clube Todo-o-Terreno.

Tendo participado no Paris-Dakar em 1982, 83 e 84 como um dos pilotos de fábrica da UMM, José Megre teve um enorme sucesso quando lançou a primeira Baja de Portalegre com o seu amigo, sócio e navegador do Dakar, Pedro Vilas Boas.

São quase 400 inscritos de 24 nacionalidades que vão participar na Baja Portalegre 500 de 2018 entre Carros, Motos, Quads e SSV, alguns deles com possibilidade de sagrarem Campeões Nacionais ou Mundiais nas diversas categorias em competição.

António Maio, vencedor da última edição, pode sagrar-se de novo campeão.

Hélder Oliveira, João Ramos, Tiago Reis e Pedro Ferreira são os nomes em luta direta pelo título de Campeão Nacional de TT, enquanto no Mundial de T3 os olhos estarão fixados nos espanhóis José Campo e Santiago Navarro. Já nas Motos, o Campeonato pode decidir-se entre António Maio e Mário Patrão, enquanto João Monteiro pode colocar ponto final na corrida ao título dos SSV.

Contudo, há dois nomes que se destacam dos demais. A inscrição de última hora por parte da X-Raid vai permitir a participação na prova do ACP de dois dos maiores nomes do TT mundial: Stéphane Peterhansel e Nani Roma.

Para o “Senhor Dakar” será um regresso à mais importante prova nacional de Todo-o-Terreno, não fosse Peterhansel o único piloto a ter participado na Baja Portalegre em três categorias diferentes: Carros, que venceu em 2008 com um Mitsubishi Racing Lancer, Motos e nos agora denominados SSV. Desta feita, o francês prepara-se para competir aos comandos de um Mini John Cooper Works Rally com claras aspirações ao triunfo. Já para Nani Roma, que chegou a ser dado como potencial participante em 2016, trata-se da estreia competitiva na prova.

Stéphane Peterhansel volta a Portalegre desta feita ao volante dum Mini Cooper.

A correr em casa, e também ele com os olhos postos no triunfo, estará Ricardo Porém. O vencedor das últimas quatro edições da Baja Portalegre quererá voltar a fazer história com o penta. Para tal, Porém repete a aposta na South Racing e no Ford Ranger. Na “armada da casa” destaque para os pilotos abrantinos José Mendes e Ismael Margarido além do maçaense Rui Marques.

José Mendes, este ano ao volante dum Mitsubishi L200, tentará ser o melhor entre a “prata da casa”.

Outro nome que certamente tudo fará para levar de vencida a Baja é Vladimir Vasyliev. O russo ocupa o terceiro posto na Taça do Mundo e está apenas dois pontos da segunda posição ocupada por Martin Prokop, que não estará presente.

Ainda nas quatro rodas, referência para a participação da família De Mevius. O Campeão do Mundo de Ralis de Produção de 1991 e 1992, Gregoire de Mevius, vai competir aos comandos de um Dunbee Buggy de duas rodas motrizes, enquanto o filho Ghislan, faz parte da lista de inscritos de SSV.

Mas não só nos carros há nomes sonantes à partida da Baja Portalegre 500 este ano. Também de regresso às pistas alentejanas estará Jutta Kleinschmidt. Desta feita a germânica vai competir não ao volante de um carro, como em 2005 quando fez parte da formação oficial da VW, mas sim aos comandos de um Yamaha YXZ 1000 Turbo. Não se tratando da estreia da antiga piloto do Dakar na categoria do momento, é, contudo, a primeira vez que Kleinschmidt vai enfrentar as pistas de Portalegre com um SSV.

Já conhecedor das exigências da prova aos comandos de um SSV, Ruben Faria vai tentar repetir o triunfo conseguido no ano passado aquando da estreia na categoria.

Os pequenos mas potentes SSV com nomes sonantes.

Olhando agora para as duas rodas, Luís Oliveira, vencedor da edição de 2016, vai certamente tentar “vingar” o azar do ano passado a 20 km do final e lutar, uma vez mais, pelo triunfo.

Mais conhecido dentro das quatro linhas, mas já com várias passagens pelo TT, André Villas-Boas é outro nome que faz parte da lista de 398 participantes na prova. O treinador de futebol vai alinhar na Baja Portalegre pela segunda vez, novamente aos comandos de uma KTM 350 EXC F, e terá seguramente como objetivo melhorar o 69º lugar conseguido em 2016.

Estão assim reunidos os ingredientes para o que promete ser mais uma grande edição da Baja Portalegre 500 e da qual sairão os Campeões Nacionais de TT, o Campeão do Mundo de T3 e, quem sabe, os vencedores dos títulos nacionais de Motos e SSV.

O mediotejo irá acompanhar o desenrolar da prova com os enviados especiais David Belém Pereira e Jorge Santiago.

Boris Garafulic-Filipe Palmeiro (Mini John Cooper Works) engrossam a “armada” da mini.

ONDE VER:

ZE 4 – Domingão / Ponte de Sor (39º 15.205’N / 08º 02.233’W)
Localização: Junto ao campo de futebol do Domingão
Características: Duas passagens em dois percursos distintos, mas bastante próximos.
Acessos: Próximo de Ponte de Sor, junto à EN2.

Horas de passagem

27/10:
1ª Passagem:
1º Auto SS3 (km 5) – 08h00
1ª Moto SS3 (km 130) – 12h00

2ª Passagem:
1º Auto SS3 (km 135) – 09h45
1ª Moto SS3 (km 260) – 13h15

Salto no Domingão é garantia de espectacularidade.

ZE 5 – Ulme / Chamusca (39º 18.864’N / 08º 26.476’W)
Localização: Zona Industrial do Ulme / Chamusca
Características: Zona natural com algumas curvas e boa visibilidade.
Acessos: Vindo de Santarém, seguir direção Alpiarça e Chamusca. Antes da Chamusca seguir direção Ulme.
Existe bastante espaço de estacionamento.

Horas de passagem

27/10:
1º Auto SS3 (km 50) – 08h30
1ª Moto SS3 (km 175) – 12h15

ZE 6 – Tramaga / Ponte de Sor (39º 13.460’N / 08º 01.895’W)
Localização: Junto á povoação da Tramaga
Características: Travessia da Ribeira de Sor.
Acessos: Próximo de Ponte de Sor.

Horas de passagem

27/10:
1º Auto SS3 (km 140) – 09h50
1ª Moto SS3 (km 265) – 13h25

ZE 10 – Comenda (Ribeira da Venda) / Gavião (39º 24.762’N / 07º 48.025’W)
Localização: Junto ao Parque de Merendas na Ribeira da Venda
Características: Tradicional travessia da Ribeira da Venda junto à ponte.
Acessos: Desde a EN 118 seguir indicações Comenda.

Horas de passagem

27/10:
1ª Moto Promoções & Hobby (km 45) – 08h30
1ª Moto SS3 (km 45) – 10h50
1º Auto SS4 (km 45) – 14h35

Atravessamento da Ribeira da Venda, na Comenda atrai sempre muito público.

ZE 11 – Gavião (39º 27.758’N / 07º 56.364’W)
Localização: Na Vila do Gavião
Características: Zona natural com algumas curvas e boa visibilidade.
Acessos: Vindo de Norte, pela A23, sair para Mouriscas ou Portalegre (IP2), e seguir as indicações para Gavião (EN 118). Virar à esquerda para Gavião e encontra a ZE5.
Vindo de Sul por Ponte de Sôr ou Portalegre, seguir pela EN118 para Gavião/Abrantes. Entrar na povoação do Gavião junto aos Bombeiros.

Horas de passagem

27/10:
1ª Moto Promoções & Hobby (km 70) – 08h50
1ª Moto SS3 (km 70) – 11h05
1º Auto SS4 (km 70) – 15h00

Baja de Portalegre na estrada a 26 e 27 de outubro.

Fotos: Arquivo mediotejo.net.
Fonte: Automóvel Clube de Portugal.

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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