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Sexta-feira, Julho 23, 2021

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Autárquicas/Torres Novas | Filipa Rodrigues, arqueóloga, concorre pela CDU à Câmara Municipal

A atual vereadora da CDU na Câmara de Torres Novas, Filipa Rodrigues, 38 anos, arqueóloga, é a cabeça de lista daquele partido às eleições autárquicas de 1 de outubro para chefiar o executivo municipal. Para a assembleia municipal concorre Nuno Guedelha, 41 anos, diretor de segurança e consultor de imagem e comunicação. As duas listas foram apresentadas a 26 de maio, sexta-feira, no jardim municipal, por uma CDU que se afirma renovada, mais jovem e com cerca de metade dos seus elementos a concorrer como independentes.

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O mandatário das candidaturas da CDU a Torres Novas é Carlos Tomé, histórico líder daquele partido no concelho torrejano, que surpreendeu ao não tornar a concorrer à Câmara Municipal. “Já cumpri a minha função como vereador e é bom que a responsabilidade passe para outros”, admitiu logo no início do seu discurso.

“Há uma renovação bastante grande nas listas da CDU”, frisou, “deixaram de ser sempre os mesmos”. “Esta renovação é assinalável”, destacou, sublinhando o compromisso de verdade para com os torrejanos, sem ilusões, e o facto de ambas as listas possuírem 50% de independentes. “Qualquer pessoa que comungue de alguns princípios pode fazer parte das listas”, explicou, “basta que tenha vontade de resolver os problemas da população”.

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Os candidatos à Câmara Municipal são, por ordem: Filipa Rodrigues, Manuel Ligeiro, Sandra Lourenço, André Fonseca, Hugo Gonçalves, Susana Gaspar, Nuno Vítor, Hélder Dias, Elsa Tavares e Jorge Pena Ramos.

Carlos Tomé apresentou as listas à Câmara e à Assembleia, um total de 31 pessoas. Foto: mediotejo.net

Os candidatos à Assembleia Municipal são, por ordem: Nuno Guedelha, Cristina Tomé, Wilson Godinho, Ramiro Silva, Margarida Melenas, Hélder Moita, Catarina Silva, Marta Tomé, Luís Martins, Gertrudes Zambujo, Tomás Souto, José Augusto Paixão, Natacha Guedelha, Rui Pereira, Carlos Nunes, Eduarda Canelas, Adriano Aguiar, Arsénio Fazendo, Marina Sénica, Julio Costa e José Vaz Teixeira.

Na sua intervenção, Nuno Guedelha frisou ser uma “honra” encabeçar uma lista pela CDU. Criticou assim o atual funcionamento da assembleia municipal, que apenas “diz que sim” e promove o “alheamento e descrédito da política”.

Ana Filipa Rodrigues começou por agradecer o contributo e apoio de Carlos Tomé. “Ao contrário de outros, apresentámos mais do que uma candidata, mais que uma cabeça de lista, apresentámos uma equipa”, destacou, com elementos de diferentes áreas.

“Temos um concelho assimétrico e enfrentamos graves problemas de desertificação”, salientou, enumerando algumas carências estruturais. “Torres Novas não só estagnou como em muitos casos regrediu”. O programa eleitoral ainda está em construção, mas quer-se apostar no desenvolvimento e numa marca de Torres Novas.

Ao mediotejo.net, Filipa Rodrigues esclareceu que o que fez candidatar-se foi verificar o grande “potencial” de Torres Novas. “Sempre me identifiquei com a CDU”, pelo que o proposta de se candidatar “era irrecusável”.

Questionada quanto ao programa, a candidata explicou que este vai buscar muito do que foi constatado nas Jornadas Autárquicas. Apostar na criação de condições para implementar empresas, na fixação de população e na valorização de Torres Novas e dos seus elementos “a serra, o rio e os sabores torrejanos”. “Criar uma marca Torres Novas”, muito além da capital dos Frutos Secos é um dos grandes objetivos.

Filipa Rodrigues destacou ainda a má gestão dos executivos anteriores, que neste mandato originou a que fossem pagos 2 milhões de euros a particulares em indemnizações.

Nas eleições autárquicas de 2013, o PS foi o partido vencedor em Torres Novas com 44,67% dos votos e quatro eleitos, o PSD obteve 17,14% (um vereador), a CDU 16,03% (um eleito) e o BE 9,92% (uma vereadora), num concelho que tinha 32.546 eleitores inscritos.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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