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Autárquicas/Sardoal | Candidatos à Câmara debateram futuro do concelho (C/VIDEO)

A noite de segunda-feira, 18 de setembro, foi atípica no Centro Cultural Gil Vicente, onde se falou de cultura mas essencialmente de politica, e cujo auditório esteve bem composto para assistir ao frente-a-frente entre os cabeças de lista das três candidaturas à Câmara Municipal nas eleições autárquicas que se avizinham. Miguel Borges (PSD), Pedro Duque (PS) e Fernanda Castelo Branco (CDU) deram a conhecer as suas propostas e pontos de vista perante os temas lançados pela moderação naquele que foi o 6º debate promovido pelo jornal mediotejo.net de entre os 13 que se comprometeu a realizar até fim do mês de setembro.

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Numa primeira fase, questionados pelo motivo que levou à candidatura, e após serem levantados os temas da educação, cultura e desporto e qualidade de vida, foi mencionado o projeto para o novo parque escolar, momento em que o candidato do PS, Pedro Duque, referiu ter sido votado favoravelmente pela vereação socialista na Câmara, ainda que não seja este considerado uma “prioridade”. Miguel Borges (PSD) entende que a educação é setor prioritário em termos de aposta para o futuro do concelho, considerando uma mais-valia a construção da nova escola de Sardoal, mas lamentando que para o PS o investimento no campo da educação não seja considerado prioritário.

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Quanto à aposta cultural, o candidato pelo PS teceu críticas à agenda cultural “de alto gabarito” que não é ajustada aos sardoalenses de classe média, que na sua ótica não aderiram à oferta do município. Os eventos são “desajustados”, segundo Pedro Duque, e este tipo de eventos apenas serviu para que Miguel Borges fosse ganhando “palco”, fazendo alusão ao facto de o candidato do PSD ser músico.

Já Miguel Borges (PSD) recordou as mais-valias de poder diversificar a oferta cultural com projetos de qualidade superior, mais disponíveis e acessíveis para a população das áreas metropolitanas, insistindo que “interioridade não é sinónimo de inferioridade” e como tal a população sardoalense também merece estas iniciativas, caso da integração na Rede Eunice, na área do teatro, e a dinamização do Encontro Internacional de Piano, que traz pianistas de renome internacionais a atuar no Centro Cultural. Para o recandidato à Câmara também a cultura e o desporto são fatores de dinamização económica, que apela e corresponde à consciência cultural e cívica dos novos investidores.

Pedro Duque, candidato pelo PS. Foto: mediotejo.net

No que toca ao turismo e economia, a Barragem da Lapa esteve em destaque, considerando-se que o espaço representou um dos maiores investimentos da autarquia mas que não está a gerar lucro nenhum e que não tem aproveitamento. Tanto Pedro Duque como Fernanda Castelo Branco apresentaram como propostas a dinamização e consolidação daquele equipamento, bem como da sua envolvente e área de Lazer a jusante. Sugestões para construção de parque de campismo, passadiços e beneficiação dos recursos.

Miguel Borges (PSD) referiu que o “disparate” da Barragem foi obra do PS, e lembrou concessão de 30 anos da barragem à Águas de Lisboa e Vale do Tejo, mas que após estudo seria importante dotar aquela estrutura de equipamentos para a sua utilização.

Miguel Borges, recandidato à CM Sardoal. Foto: mediotejo.net

Quanto à economia, Pedro Duque (PS) referiu que mais de 80% das finanças são para pagar ordenados e encargos fixos. Já Miguel Borges (PSD) recordou diminuição de dívida ao longo dos últimos anos em cerca de 700 mil euros, bem como investimento com recurso a fundos comunitários e além destes, com empréstimos para obras nomeadamente da escola e de substituição de condutas em Casos Novos.

A zona industrial de Sardoal segundo Fernanda Castelo Branco (CDU) está subaproveitada. Para Pedro Duque (PS) há uma dependência forte do setor terciário.

Quanto à saúde, ação social e demografia, preocupações no âmbito da área da saúde, é ponto consensual que a falta de médicos é uma lacuna no município, que segundo Pedro Duque (PS) se resolveria com a aquisição de Unidade Móvel para domicílios. Já Fernanda Castelo Branco (CDU) referiu achar que 2 ou 3 médicos lhe parecem muito pouco para responder de forma eficar às necessidades da população. Miguel Borges (PSD) recordou o candidato socialista do voto contra para a construção de uma USF, e lembrou a luta que tem travado para inverter esta situação, apresentando propostas e dirigindo-se às entidades competentes.

Também consensual é a necessidade de condições para fixar população, captar investimento e gerar emprego, bem como a imperativa necessidade de atrair habitantes para o centro da vila, gerando mais qualidade de vida. Para Miguel Borges (PSD) este é um problema de todo o Interior, devido à litoralização, e muito se deve à falta de discriminação positiva que deve começar a ser feita pelo poder central. Para a candidata Fernanda Castelo Branco a preocupação da CDU é trazer pessoas para morar no centro histórico, dizendo que não sabe como o fazer mas que tem que ser feito. Notou ainda que o Sardoal está a ser absorvido perifericamente por Abrantes e Entroncamento. Pedro Duque (PS) quer revisão do PDM, reorganização da zona industrial e apoiar fixação de casais jovens, quer com habitações a custos controlados ou medidas de apoio social.

Fernanda Castelo Branco, candidata pela CDU à CM Sardoal. Foto: mediotejo.net

O ambiente é também preocupação partilhada pelos candidatos, sendo que para Pedro Duque (PS) é preocupante o caso das ETARs de Andreus e Valhascos, antigos modelos que representam risco para a saúde pública. Fernanda Castelo Branco (CDU) notou falta de lavagem dos contentores de lixo, algo que sucede mesmo na vila de Sardoal, bem como insuficiente frequência de recolha de lixo, caso de Valhascos.

A candidata referiu que também é necessária atenção aos animais e à recolha dos mesmos em articulação com o canil/gatil, fazendo referência a canídeo abandonado.

Quanto à política florestal, para a candidata da CDU, Fernanda Castelo Branco, é necessária diversidade de espécies, entre aquelas que são autóctones. Miguel Borges, atual presidente de CM Sardoal, referiu existir prioridade na prevenção e combate, bem como “resposta rápida, musculada e eficaz”, considerando que Sardoal tem tudo, nomeadamente com o corpo de bombeiros municipais, lamentando que outros municípios não sigam o seu exemplo, e gastem mais “em festas do que em Proteção Civil”. Já Pedro Duque, do PS, referiu que apesar de haver muita coisa feita neste âmbito, mais se podia fazer para aumentar a resposta, e a fiscalização deveria ser reforçada no que toca às faixas de contenção.

Questionados sobre a descentralização de competências, todos os candidatos concordam com essa transferência, nomeadamente quanto à Educação e Proteção Civil, mas desde que venham acompanhadas do devido envelope financeiro, com verbas que possibilitam atuação nas diversas competências transferidas.

Durante o apelo ao voto, os candidatos puderam ao longo de 2 minutos indicar aos eleitores o porquê de serem a melhor opção de voto no dia 1 de outubro. Fernanda Castelo Branco (CDU) recordou a sua “candidatura feita por cidadãos e para os cidadãos, e disse que vai preocupar-se em estar perto das populações”, mostrando-se “sempre disposta a ajudar”.

Pedro Duque (PS) frisou que ao longo dos últimos anos esteve à frente do concelho alguém que queria “protagonismo” juntos dos órgãos de comunicação social, mas que agora o PS apresenta projeto com medidas pertinentes e que respondem às necessidades do concelho nomeadamente no âmbito de saúde e demografia, e uma “equipa sólida, coesa e renovada”.

Miguel Borges (PSD), recandidato à CM Sardoal, disse que foi provado ao longo dos últimos anos que o PSD tem os melhores candidatos aos órgãos autárquicos, fazendo “política de olhos nos olhos” e “olhando de frente com os sardoalenses”.

“Interioridade não é sinónimo de inferioridade (…) no Sardoal é sinónimo de qualidade”, defendeu o recandidato pelo PSD, que acredita que com a ajuda de todos irá continuar a definir o destino dos sardoalenses no futuro, quer na candidatura à Câmara, quer nas candidaturas às Assembleias de freguesia.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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