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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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Autárquicas/Ourém | Paulo Fonseca fala da insolvência e afirma que vai respeitar o tribunal (c/vídeo)

O atual presidente da Câmara de Ourém e candidato do PS às autárquicas de 1 de outubro, Paulo Fonseca, falou pela primeira vez mais abertamente da sua insolvência na sexta-feira, 1 de setembro, na sede de campanha do PS. Com duas decisões do tribunal a darem conta da sua inelegibilidade, a última esperança para o candidato reside no recurso para o Tribunal Constitucional. Num discurso onde elogiou a equipa que o acompanha nestas eleições autárquicas, Paulo Fonseca afirmou que vai respeitar a decisão final, não poupando críticas à coligação PSD-CDS por terem impugnado a sua candidatura.

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O PS de Ourém apresentou na sexta-feira a lista completa de candidatos à Assembleia Municipal, encabeçada pelo ambientalista José Alho. Uma equipa constituída por várias caras novas e jovens, que pretende abrir caminho ao surgimento de novas figuras na política ouriense. “Estou confiante que posso ajudar no processo de afirmação de Ourém”, afirmou José Alho, salientando uma equipa de “pessoas comprometidas com o desenvolvimento” do município.

Lista à assembleia municipal pelo PS é encabeçada por José Alho. Foto: mediotejo.net

Por ordem, esta é a lista à Assembleia Municipal: José Alho, António Gameiro, Maria Barroso, Manuel Neves, Catarina Faria, Nuno Baptista, Alberto Caveiro, Paulo Martins, Avelino Subtil, Luís Bento, Joana Portugal, José Honório, Vítor Santos, Susana Major, Samuel Baptista, Sérgio Oliveira, Maria Nunes, André Silva, Nuno Pereira, Cátia Mendes e, a título simbólico, Nazareno do Carmo. Suplentes: João Subtil, Joana Baptista, Diogo Costa, Pedro Lopes, Jessica Baptista, Alexandre Liberal, Nilton Graça, Bárbara Silva, Humberto Oliveira, Adriana Costa e Catarina Reis.

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De recordar que mesmo com a vitória de um partido para a assembleia, o presidente da mesa é votado internamente, podendo não ser eleito o da lista maioritária.

A atual presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões, que não se recandidata, teve oportunidade de fazer um breve discurso, desejando “boa sorte” a quem lhe sucede. “Têm que fazer o trabalho de casa, têm que estudar”, avisou, “quanto mais estudarem mais sucesso tem a Assembleia Municipal”.

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A palavra foi dada por fim a Paulo Fonseca, o candidato à Câmara de Ourém que tem visto a sua candidatura ser considerada inválida por ser insolvente. Já houve duas decisões em tribunal, estando o processo de recurso atualmente em última instância, o Tribunal Constitucional.

video facebook Paulo Fonseca 2017

Paulo Fonseca começou por elogiar o trabalho do colega José Alho, amigo de infância, descrevendo-o como “uma das grandes figuras do concelho de Ourém” e melhor que ele próprio em termos de “competências profissionais”. Descreveria-o ainda como a pessoa “mais competente que o concelho de Ourém tem”.

Elogiando de seguida a equipa do PS às autárquicas, “cheia de projetos”, Paulo Fonseca falou diretamente do seu processo de insolvência. “Fui sócio de uma empresa até 2008”, começou por lembrar, razão pela qual se tornou insolvente, ou seja, “alguém com dificuldades financeiras”, segundo uma definição que proferiu. Mas “insolvente não significa com falta de energia”, reiterou, apenas alguém que “nunca teve a tentação de meter a mão na massa” e “ao fim de dois mandatos não enriqueceu” (o autarca é presidente de Ourém desde 2009, foi declarado insolvente em 2014).

“Montaram uma armadilha jurídica para impugnar a candidatura”, afirmou, numa referência à impugnação realizada pela coligação PSD-CDS, alertando o Tribunal de Ourém para a condição de insolvente do candidato socialista. Mais à frente classificaria este como um “ataque” de “natureza política minando as instituições públicas”.

Figuras da candidatura do PS de Ourém: Paulo Fonseca, Cília Seixo (nº2), João Heitor (nº4, concelhia PS), José Alho (assembleia), António Gameiro (PS distrital). Foto: mediotejo.net

Paulo Fonseca recordou o seu trabalho na diminuição da dívida do município nos últimos oito anos, frisando que “um cêntimo público é sagrado”. “Eu não sei o que vai dizer o tribunal do nosso recurso, mas respeitarei as decisões”, terminou.

O último dia para apresentar o recurso era a 28 de setembro, depois do qual havia um período de dois dias para comunicações aos mandatários e mais 10 dias para o juiz se pronunciar.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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