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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Ourém | Albuquerque (PSD-CDS) festeja em lágrimas uma vitória (quase) absoluta (c/vídeos)

Câmara, Assembleia e 10 das 13 freguesias de Ourém. Depois de um interregno socialista de oito anos, o PSD regressou – e em força! – à gestão municipal. Luís Albuquerque, que carrega consigo o nome do pai, o histórico presidente Mário Albuquerque, chegou em lágrimas à sede campanha da coligação Ourém Sempre (PSD-CDS). Houve muitos abraços, fogo de artifício e a promessa que serão dadas “oportunidades a todos” nesta nova fase da Câmara de Ourém.

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O concelho de Ourém vota tradicionalmente centro-direita desde as eleições de 1976. À exceção de dois mandatos CDS-PP, o PSD governou durante 27 anos, tendo perdido em 2009 o município para os socialistas. Nesse ano candidatara-se pelos social-democratas Vítor Frazão que, após eleger um vereador pelo movimento independente MOVE em 2013, não conseguiu obter nova representatividade nestas autárquicas.

Num município tendencialmente laranja, o socialista Paulo Fonseca conseguiu repetir a vitória há quatros por uma pequena diferença de 120 votos. Em 2017 viu a sua recandidatura ser recusada por inelegibilidade, devido a problemas pessoais de insolvência, e a campanha a ser assumida, a cerca de três semanas das eleições, pela número dois da lista, Cília Seixo.

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Com uma grande confiança numa vitória quase certa, os apoiantes da coligação PSD-CDS começaram a juntar-se na sede de campanha, em Ourém, cerca das 20h00. As primeiras projeções deram uma vitória à coligação na ordem dos 54% e chegou a prever-se uma distribuição de mandatos 5+2. Num misto de análises entre as projeções do PSD-CDS e os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna, ao longo da noite os olhos não saíram dos ecrãs dos telemóveis, com um contínuo de juntas de freguesia a serem ganhas pela coligação, inclusive algumas, como Alburitel, de tradicional voto PS.

Após as primeiras projeções, Mário Albuquerque fez um declaração ao mediotejo.net, aceitando o comentário de que a vitória do filho possa ser uma “continuidade”, mas que “não é uma dinastia como alguns dizem”. “Fico satisfeito, fico radiante”, frisou, salientando que a vitória “traduz um pouco o trabalho que tem sido realizado pela oposição”.

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“Não há grande surpresa, já esperava este resultado”, afirmou, que vai favorecer uma “governação equilibrada” e que permita cumprir o programa eleitoral da coligação. Esperam-se assim mudanças, mais “diálogo”, enumerou, ou procurar que os serviços municipais sejam mais céleres, num concelho que considera ter andado “estagnado”.

Luis Albuquerque chegou à sede de campanha cerca das 23h00, recebido em euforia pelos apoiantes, com fogo de artifício e música. O novo presidente da Câmara de Ourém não conseguiu esconder a emoção e as lágrimas, com longos e fortes abraços a quem o cumprimentava, em particular o pai. “Obrigado Ourém”, foi a primeira mensagem deixada, agradecendo a “vitória clara e inequívoca” do PSD-CDS que vai permitir a “maioria estável para que possamos executar aquilo que prometemos a todos os ourienses”.

Luís Albuquerque prometeu oportunidades para todos. Foto: mediotejo.net

A coligação venceu em praticamente todos os órgãos (com exceção das freguesias de Nossa Senhora da Piedade, Gondemaria/Olival e Seiça, onde venceu o PS), conseguindo uma vantagem suficiente na Assembleia Municipal (11 deputados, contra oito do PS e dois do MOVE) para não se voltar a repetir o sucedido em 2013, quando o candidato do PS foi eleito presidente da mesa devido a uma coligação com o MOVE, apesar da vitória social-democrata. “Desta vez não há geringonça que valha”, frisou Luís Albuquerque.

O presidente eleito agradeceu à família, referindo que “só eles sabem o que sofri nestes últimos anos, mas nunca me deixaram cair”. Sublinhou ainda as capacidades da sua direção de campanha, que o fez percorrer “o concelho todo com uma adesão popular extraordinária” e “sem chamar nem cinzento nem amarelo a ninguém”.

Albuquerque terminaria o seu discurso a prometer “oportunidades para todos” nesta nova fase da Câmara de Ourém.

Feitas as contas, o PSD elegeu quatro vereadores e o PS três vereadores. O MOVE não conseguiu eleger nenhum, assim como a CDU. No caso deste último, o partido perdeu também o assento único na Assembleia Municipal, durante quase duas décadas, ocupado pelo comunista Sérgio Ribeiro.

Um resultado “bom” para o PS

Paulo Fonseca cumprimenta Cília Seixo após a conferência de imprensa em que se fez o balanço do resultado eleitoral. Foto: mediotejo.net

Os socialistas viveram momentos sofridos durante o verão, com a candidatura de Paulo Fonseca a ser recusada por três juízes. Cília Seixo assumiu a lista a poucos dias da campanha eleitoral, sendo que, conforme adiantou ao mediotejo.net, não foi para si uma surpresa o resultado eleitoral.

Ainda assim a agora vereadora considerou “bom” o resultado, com o PS a manter os três vereadores que detinha. “Foi uma surpresa no que se refere às juntas de freguesia”, comentou, onde o PS apenas venceu em três. Cília Seixo referiu que vai assumir o mandato, juntamente com os colegas de lista. Espera encontrar “trabalho intenso”, “com uma equipa que funciona” e que vai continuar a exercer o seu papel.

RESULTADOS FINAIS EM OURÉM

PPD/PSD.CDS-PP

47,24%
11.179 votos
PS

34,42%
8.146 votos
MOVE

9,29%
2.198 votos
PCP-PEV

3,25%
769 votos
EM BRANCO

3,16%
747 votos
NULOS

2,65%
626 votos
Votantes: 56,05%

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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