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Autárquicas/Abrantes | PSD apresenta primeira fornada de candidatos às freguesias

Foram apresentados os primeiros seis candidatos às freguesias rurais do concelho de Abrantes apoiados pelo PSD – Aldeia do Mato e Souto, Alvega e Concavada, Fontes, Martinchel, Mouriscas e Tramagal. Na conferência de imprensa realizada na manhã de sábado, Rui Santos, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Abrantes referiu-se às candidaturas independentes a todas as freguesias do concelho, de militantes  e não-militantes, dizendo que são “pessoas conhecedoras das suas freguesias, que têm um dinamismo já nas suas freguesias e que são conhecedoras dos problemas e que serão uma mais-valia a partir do dia 1 de outubro quando assumirem a presidência da junta das suas respetivas freguesias”. O PSD de Abrantes diz apresentar “um projeto de rutura com PSDs do passado”.

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Álvaro Paulino é recandidato pela União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto pelo PSD nas próximas eleições autárquicas. Foto: mediotejo.net

Álvaro Paulino é novamente candidato às freguesias de Aldeia do Mato e Souto, acompanhado pelo PSD de Abrantes. O contabilista de 52 anos é recandidato apresentou-se como um cidadão independente, justificou que a sua candidatura vem na sequência da candidatura de há 4 anos “que teve resultados positivos”. O candidato referiu que manterá a sua equipa, uma vez que existia o pressuposto de “ou todos nos recandidatávamos ou ninguém, e decidimos todos recandidatar-nos”. Álvaro Paulino, em conclusão de mandato, reconheceu que “não tem sido fácil. Hoje as necessidades são mais que muitas e crescem exponencialmente” fazendo ainda notar que os recursos “são parcos”. O atual presidente da junta de freguesia de Aldeia do Mato e Souto faz um balanço positivo do trabalho que tem desenvolvido, admitindo ter sido esta uma das razões da sua recandidatura. Por outro lado, assumiu que só ponderaria sobre nova candidatura “se tivesse algo que me levasse a isso, isto é, alguma obra em curso que não quisesse deixar para os próximos”, referindo a “uma grande obra em curso, a iniciar brevemente”. Álvaro Paulino referiu que o trabalho na sua freguesia tem sido feito em equipa e salientou o potencial da freguesia em termos turísticos e de investimento.

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Maria do Carmo Milheiriço. Foto: mediotejo.net

Maria do Carmo Milheiriço é a candidata independente apresentada pela Comissão Política Concelhia do PSD para entrar na corrida pela União de Freguesias de Alvega e Concavada. A gestora comercial de 52 anos argumentou que a sua candidatura se deve ao facto de viver há 9 anos na freguesia e pensar que “há coisas que devem ser mudadas para melhor e que é preciso dar ouvidos à população de Alvega e Concavada, que é uma coisa que não está a acontecer. As pessoas sentem que a junta de freguesia é apenas alguém que lá vai, que lá de vez em quando trabalha, mas que não vai ao pé das pessoas”. Maria Milheiriço mostrou disponibilidade para “estar presente diariamente, porque vivo lá, porque trabalho lá numa empresa, a ouvir as pessoas, ir ter com elas, a estar disponível para dizerem quais os problemas, para dizerem o que acontece na rua, na terra”. A candidata focou ainda algumas das suas preocupações para com espaços da freguesia, caso do parque infantil inexistente em Alvega, que “pura e simplesmente foi desaparecendo e hoje vendem-se lá frangos à sexta-feira”, e caso da Estação de canoagem da mesma localidade que se encontra encerrada e que apenas abre ao público no verão. Também a praça da localidade foi alvo de atenção da candidata, que referiu que “está como pode estar” e “como o atual presidente de junta a pode deixar estar, porque também não pode chegar lá e fazer magia”. A candidata frisou ainda pretender lutar para apresentar um projeto no âmbito do Orçamento Participativo 2017 pois “aquele lugar é para mudar”. As temáticas da desertificação e envelhecimento populacional e a necessidade de fixação de população também foram alvo de reflexão por parte de Maria Milheiriço que pretende lutar para que a escola não feche, “porque se os jovens saírem de lá, ficam os velhos”.

 

Marina João de 30 anos, técnica de compras da EDP, é a candidata à freguesia de Fontes.

Marina João. Foto: mediotejo.net

Justificando a razão de ser desta candidatura, Marina João referiu que “aquela freguesia precisa realmente de viver, porque neste momento sobrevive. Temos uma freguesia muito envelhecida”, fazendo no entanto notar que a freguesia se reveste de potencial turístico, potencial para os jovens a nível económico e de qualidade de vida. A candidata frisou que o facto de a freguesia estar distante da sede de concelho é “só um pormenor” e que há necessidade de aproveitar o potencial da albufeira da Barragem de Castelo do Bode, bem como cuidar a floresta nomeadamente no que toca à prevenção de incêndios florestais, e criar ainda dinâmica para a população jovem “porque se existir lá vida, vai lá existir jovens que vão atrair outros jovens e as coisas vão acontecer”.

 

Hélder Ramos. Foto: mediotejo.net

 

Hélder Ramos, 51 anos, Operador Polivalente, também se candidata como independente à freguesia de Martinchel. Disse candidatar-se “para ganhar” e ajudar a freguesia, referindo pretender ajudar tal como tem feito ao pertencer há dez anos à ACLAMA. “Sinto que a junta de freguesia não está a corresponder à expetativa em termos de projetos” disse, acrescentando que pretende com a sua candidatura corresponder a essa expetativa.

 

 

José Manuel Rocha. Foto: mediotejo.net

José Manuel Rocha, 60 anos e funcionário aposentado da Caixa Geral de Depósitos, é o nome apontado para a corrida à freguesia de Mouriscas enquanto independente. Referiu pertencer à Banda Filarmónica e afirmou existir em Abrantes “muita coação sobre as pessoas” que têm medo de integrar listas da oposição com medo que, tendo interesses ou familiares ligados à autarquia, possam sofrer represálias. O candidato disse ainda ter sofrido represálias por via de cortes nos apoios municipais do programa FinAbrantes à sua coletividade, tendo temido assumir candidatura pela oposição. “Candidato-me para ganhar porque verifico que as Mouriscas há 20 anos que é CDU, não é porque as pessoas sejam do partido (…) mas porque os candidatos têm sido mais credíveis, e as pessoas vão pelo candidato” disse José Rocha, acrescentando que “neste mandato a candidata não foi muito boa, nós continuamos a sofrer com o facto de a Câmara ser socialista e haver esta agressão em que nem uma única estrada é alcatroada nas ruas das Mouriscas nos últimos sete anos. Este ano vão ser alcatroadas porque é ano de eleições”, disse.

O candidato apresentou ainda duras críticas em relação à execução dos projetos vencedores do Orçamento Participativo 2016, os dois de Mouriscas, bem como à postura da CM Abrantes em relação aos mesmos, e à comparticipação de projetos noutras freguesias enquanto “localidades de interesse em que querem ganhar votos”. Recordando que há 28 anos que o PSD não se mobiliza em Mouriscas, José Rocha mostrou-se preocupado com o facto de ser difícil conseguir pessoas que queiram associar-se à lista social-democrata. O envelhecimento populacional também foi sublinhado como preocupação do candidato, que considera que a EPDRA é neste momento a única responsável pela dinâmica jovem na localidade. Inicialmente com dúvidas quanto à aceitação do convite do PSD de Abrantes, afirmou que “atualmente é uma equipa unida, coesa, e pronta para vencer”.

Luís Marques. Foto: mediotejo.net

Luís Marques, 43 anos, serralheiro civil de profissão, é a cara da candidatura à freguesia de Tramagal. Também candidato independente apoiado pelo PSD de Abrantes, referiu queeste é “um desafio” e que é “novo nestas andanças”, estando convencido que vai fazer no Tramagal “uma grande obra com o Arquiteto Castelbranco”. O candidato acredita que irá ganhar a junta de freguesia daquela vila tal como António Castebranco ganhará a Câmara Municipal de Abrantes. Luís Marques referiu já ter dirigido várias associações, reconhecendo que “em todas elas acho que deixei um trabalho notório e visível para toda a gente”. O objetivo da sua candidatura passa por “acordar Tramagal porque está muito adormecido” acusando que “é uma terra que está agarrada a uma Junta (do Partido Socialista) que vive só pelo poder”. O candidato acrescentou ter muitos projetos para implementar na vila de Tramagal, estando convicto de que irá fazer história nestas eleições.

António Castelbranco, candidato à CMA pelo PSD, Tânia Branco e Rui Santos da CPC do PSD de Abrantes. Foto: mediotejo.net

Castelbranco considera que Maria do Céu Albuquerque não devia recandidatar-se

António Castelbranco, candidato à CM Abrantes pelo PSD, discursou encorajando os candidatos presentes, bem como reiterando que Maria do Céu Albuquerque (PS), atual presidente da CMA, não se deveria recandidatar. Argumentando com o aspecto da alternância de poder que associa à democracia e citando Churchill e uma frase atribuída ao escritor português Eça de Queiroz, “Políticos e fraldas devem ser mudados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”, Castelbranco justificou a sua posição como sendo “uma questão de conceito”. “É facto que legalmente tem direito a 3 mandatos, mas o que é legal não é necessariamente o que é correto”, disse o candidato.

Rui Santos, presidente da CPC do PSD de Abrantes voltou a tecer acusações sobre a atuação da presidente da CM Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), de ter feito “mais uma vez uma encenação” quanto ao investimento que é feito nas freguesias do concelho, referindo-se à apresentação de Prestação de contas de 2016 na última sessão de assembleia municipal.

Segundo o presidente da CPC, o investimento que é feito na freguesia urbana é muito maior que aquele que é feito nas freguesias rurais. “Ontem tivemos um golpe de teatro onde a senhora presidente diz que afinal não é bem assim, porque se fizermos um rácio entre o número de habitantes e o investimento que está a ser feito nas freguesias, temos freguesias rurais a terem mais investimento que a freguesia urbana”, afirmou, acrescentando que “não é 1 km de alcatrão que é investimento, não é isso que esta candidatura pretende”, fazendo referência às várias obras de repavimentação em curso/previstas pelo atual executivo camarário.

Rui Santos, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Abrantes. Foto: mediotejo.net

Quanto às freguesias do norte de Abrantes, mais distantes da sede, Rui Santos frisou que “o longe também se pode tornar perto”, acreditando que “é necessário um verdadeiro investimento nas acessibilidades às freguesias que ficam mais longe da sede do concelho”.

Quanto ao facto de terem sido apresentados seis candidatos independentes, o presidente da Concelhia social-democrata disse que “a CP nunca exclui os independentes da lista do PSD” frisando que “é necessário ter independentes nas listas do PSD, mas que compartilhem das mesmas ideias que o PSD tem para o concelho e que compartilhem das mesmas linhas de ação da Comissão Política”.

Rui Santos reafirmou que o modelo do PS de Abrantes, ao longo dos últimos 36 anos, “está esgotado”, concordando com o candidato António Castelbranco. “É preciso trazer novas pessoas para a política (…) é sinal que o PSD está vivo e que fala a uma só voz”, terminou.

Os restantes candidatos às últimas seis freguesias do concelho de Abrantes serão apresentados em próxima conferência de imprensa, a realizar dia 22 de abril, na sede do PSD de Abrantes. António Cartaxo foi já apresentado como sendo o candidato à União de Freguesias de Abrantes, a mais populosa das 13 freguesias que compõem o concelho.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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