Autárquicas 2017: CDU aposta nas populações para mudança social

As pessoas estão centro do projeto autárquico da CDU pois são as populações que podem levar à transformação da sociedade, defenderam os comunistas no sábado, em Tomar, anunciando assim a aposta estratégica para as eleições autárquicas de 2017.

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O objetivo da CDU passa pela mobilização das populações, com vista ao aprofundamento de uma democracia participativa, a consciencialização das pessoas para assuntos de gestão, e a sua participação em debates, de modo a ajudar os órgãos autárquicos no processo de tomada de decisões. São as pessoas consciencializadas que podem levar a uma mudança social e à transformação da sociedade, destacaram os dirigentes comunistas.

Esta foi uma das conclusões da sessão pública que se realizou na tarde de sábado, 17 de setembro, em Tomar, no edifício da junta de Santa Maria do Olivais e que colocou na mesma mesa três presidentes de Câmara do distrito de Santarém eleitos pela CDU: Júlia Amorim, de Constância, Mário Pereira, de Alpiarça, e Carlos Coutinho, de Benavente.

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Carlos Coutinho, Mário Pereira e Júlia Amorim, presidentes de câmara eleitos pela CDU no distrito Foto:mediotejo.net

Paulo Macedo, da CDU de Tomar, começou por explicar os objectivos desta iniciativa: “Para o próximo ano temos eleições autárquicas no país e, a nível do distrito, temos desde algum tempo a presença de algumas câmaras presididas pela CDU e, por isso, pudemos dizer que existe um projecto autárquico da CDU que tem sido construído nos últimos 40 anos”, referiu, acrescentando que estavam ali para ouvir o que os presidentes de câmara podem dizer sobre este projecto autárquico que existe no distrito de Santarém.

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Mesa com intervenientes desta sessão pública Foto:mediotejo.net

Júlia Amorim, presidente da Câmara de Constância, um dos concelhos mais pequenos do país, referiu que cada gestão do órgão autárquico terá que se adaptar às suas próprias especificidades. A autarca optou por se centrar numa área que considera “fundamental” no projecto autárquico da CDU que tem a ver com a intervenção e a participação ativa das populações por entender que a gestão “tem que ser uma gestão com as populações por forma de irmos ao encontro dos seus anseios e aspirações e para envolvermos toda a comunidade nos processos de decisão”.

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Júlia Amorim deu exemplo de algumas práticas disto mesmo que se verificam em Constância: As Festas de Constância, onde se procura fazer uma reunião com toda a população, depois com a escolas e com os agentes económicos; as Pomonas Camonianas, evento que envolve a comunidade em geral e a comunidade escolar em particular, e a importância que é dado ao movimento associativo de base popular, que são fontes importantes do desenvolvimento dos territórios onde estão inseridos.

“Temos que apoiar o movimento associativo mas sem que, no entanto, este perca a sua autonomia, ou seja, sem que sejam subsidio-dependentes das autarquias”, disse. “Existe uma panóplia de situações criadas pelos anteriores governos que não respeitam o poder local democrático, sendo que alguma legislação é castradora da nossa acção autárquica”, criticou Julia Amorim.

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Publico aderiu a esta sessão pública Foto:mediotejo.net

Mário Pereira, presidente da Câmara de Alpiarça, recordou que quando a CDU recuperou a liderança da autarquia, em 2009, a situação financeira era de grande desequilibro financeiro e que tinham sido feitas opções desastrosas. “A nossa primeira opção foi de sanear as contas do município, cumprindo os objectivos bem claros do projecto autárquico da CDU. Mário Pereira realçou que a proximidade que mantiveram com as populações geraram resultados positivos, tanto que voltaram a ter maioria absoluta em 2013.

“O nosso grande desafio era fazer muito com muito pouco, dado que em 10 anos a Câmara de Alpiarça perdeu 100 trabalhadores”, indicou. O autarca friosu ainda que também privilegia o movimento associativo, e – num momento em que as verbas estavam a ser cortadas em muitas autarquias – verificou-se o aumento dos montantes de apoio que são atribuídos aos clubes, associações e colectividades do concelho, mas também ao nível do apoio logístico.

Em relação à proximidade que têm com as populações, Mário Pereira, considera que é importante mobilizar de forma mais objectiva a população para a reivindicação de melhores condições de vida.

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Júlia Amorim e Francisco Matias, da CDU da Chamusca Foto:mediotejo.net

Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente – que pertence à CDU desde 1979 – refere que o projecto autárquico da CDU se diferencia dos outros porque assenta no trabalho de forma honesta e competência. “Não estamos para nos servir mas sim para servir”, realçou. Carlos Coutinho destaca que o município de Benavente é um dos que apresenta a melhor situação financeira do país, com uma dívida de 500 mil euros.

“O nosso desafio passa por criar condições para que as pessoas participem activamente na vida colectiva e de serem nossos parceiros, nos nossos projectos”, destacando que ao longo do ano se realizam 15 festas no concelho e que nenhuma é organizada pela autarquia, embora esta as apoie financeiramente. A proximidade com as populações foi também frisada pelo autarca referindo que “é com as comissões de moradores que se decide qual é a estrada que vai ser alcatroada”.

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António Ferreira, membro da Dorsa do PCP Foto:mediotejo.net

António Ferreira, responsável pelas autarquias e membro da DORSA do PCP, chamou atenção para o facto de que “dentro do Projecto Autárquico da CDU cabem outros projectos”, e que assenta num passado longínquo que “teve origem logo após o 25 de abril com as comissões instaladoras administrativas que tiveram que erradicar das câmaras e das juntas o Estado Fascista que estava implementado.

“Há uma questão que é central no projecto autárquico da CDU: contribuir para uma mudança social e a transformação da sociedade. E essa faz-se através da mobilização das populações, da luta de massas, na consciencialização das pessoas que não está só restritas às autarquias”, sublinhou.

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1 COMENTÁRIO

  1. Gostei de ver e ler as perspectivas da CDU do distrito de Santarém, para as Autárquicas de 2017. Seria bom que se avançasse a partir agora, mais iniciativas como esta, nomeadamente nas vilas e cidades do distrito de Santarém.

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