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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Autárquicas | Helena Pinto recandidata-se à Câmara de Torres Novas pelo Bloco de Esquerda (c/vídeo)

A antiga deputada da Assembleia da República e atual vereadora do Bloco de Esquerda na Câmara de Torres Novas, Helena Pinto, volta a ser a candidata do partido a este órgão nas eleições autárquicas deste ano. Numa eleição que se prevê renhida, Helena Pinto recusou-se a falar ao mediotejo.net em possíveis futuras coligações, afirmando que este é o momento dos debates.

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A candidatura de Helena Pinto, que foi eleita pela primeira vez para a Câmara Municipal de Torres Novas nas autárquicas de 2013, foi apresentada no domingo, dia 20 de junho, na Praça dos Claras, no centro histórico da cidade, numa sessão que contou com a presença da coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

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A candidata deu conta dos “anos intensos” de oposição e “escrutínio” à maioria socialista, feitos de crítica, mas “sempre com propostas e alternativas”, disse, apontando intervenções desde as áreas do ambiente, educação, saúde, proteção civil, economia e emprego, entre outras. “Nunca faltámos à chamada”, frisou.

A autarca criticou o executivo socialista por andar quatro anos “a marcar passo”, apresentando sempre propostas com atraso ao tempo em que deviam ter sido anunciadas. “Não se conhece estratégia para o desenvolvimento do concelho”, apontou, “falta liderança”, andando-se ao sabor de eventuais financiamentos. “O PS governa há quase 30 anos, tem que assumir o que fez e o que não fez”, salientou, referindo que “os tempos de agora têm novas exigências”.

Pessoas, ambiente e desenvolvimento são assim as suas premissas, defendendo a igualdade e a transparência. Anunciou também que os candidatos às juntas de freguesia serão anunciados brevemente, em evento próprio. 

Helena Pinto, animadora social, foi deputada à Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda entre 2005 e 2015, tendo ainda no seu currículo a presidência da União Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

Com uma equipa “renovada”, de “nova gente e gente nova, com competências variadas e conhecimento do serviço público”, a candidata deixou um convite aos torrejanos para que participem na construção do programa do partido e disse estar “ansiosa por debates”.

A lista do BE à Assembleia Municipal é liderada pelo engenheiro químico Roberto Barata, 32 anos. “Voltámos muito ao discurso tecnocrata”, referiu, aquele que cultiva uma “imagem intelectual que não passa de fachada”.

“Queremos continuar a lutar por tirar o concelho do pântano da mediocridade política”, afirmou.

Roberto Barata substituiu algumas vezes Helena Pinto no último mandato como vereadora Foto: mediotejo.net

Ao mediotejo.net, Helena Pinto reiterou as premissas da sua candidatura apresentadas no seu discurso, reconhecendo que o último mandato foi “duro”, dada a grande quantidade de propostas que o BE foi apresentado, mostrando estar sempre a par de todos os documentos. Questionada se estaria disponível para uma eventual coligação com Pedro Ferreira (PS), atual presidente e recandidato a terceiro mandato, preferiu não abordar o assunto, frisando que esta “é altura dos debates, não de falar em coligações”.

A lista à Câmara de Torres Novas é composta, nos primeiros lugares, por Helena Pinto, Ilpo Lali, Ana Ligeiro, António Ribeiro, Maria José Formigo e Cátia Estrela. Da mesma forma, nos primeiros lugares, concorrem à Assembleia Municipal Roberto Barata, Rui Alves Vieira, Mariana Varela, Luís Fanha, Patrícia Alves e Luís Sá.

Além do atual presidente, o socialista Pedro Ferreira, 69 anos, que se candidata a um terceiro mandato, foi já anunciada a candidatura do seu antecessor (1994/2013), também do PS, António Rodrigues, 66 anos, agora no movimento independente P’la Nossa Terra. Concorrem ainda, pela CDU, o diretor de segurança Nuno Guedelha, 45 anos, e, agora, Helena Pinto, pelo BE.

Nas eleições autárquicas de 2017 o PS conquistou 51,3% dos votos, elegendo cinco dos sete elementos do executivo municipal, pertencendo os restantes um ao PSD (14,9%) e outro ao BE (14,5%), num concelho que tinha 31.579 eleitores inscritos.

Por lei, as eleições autárquicas têm de ser marcadas entre 22 de setembro e 14 de outubro, não havendo ainda uma data oficial anunciada.

*C/Lusa

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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