Autárquicas: Eleições de 2017 podem marcar regresso de “dinossauros”

As eleições autárquicas de 2017 podem ditar o regresso de vários autarcas históricos e alguns, como Narciso Miranda, em Matosinhos, ou Rondão Almeida, em Elvas, já mostraram disponibilidade para voltar, mesmo sem apoio partidário.

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Narciso Miranda, que presidiu à Câmara de Matosinhos pelo PS entre 1977 e 2005, já anunciou que se vai candidatar à presidência daquela autarquia nas eleições do próximo ano.

Também o antigo presidente da Câmara de Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres, já disse que vai ser candidato em Amarante em 2017, mas ainda não decidiu se o fará pelo CDS-PP ou à frente de uma lista independente.

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Em Esposende, João Cepa, que foi presidente da Câmara durante 15 anos, sempre eleito pelo PSD, admitiu que se poderá candidatar em 2017, depois de em 2013 não o ter podido fazer devido à lei de limitação de mandatos.

O atual presidente da Câmara é Benjamim Pereira, também do PSD e ex-vice de João Cepa, mas este diz que não se revê na atual gestão do município e, por isso, admite candidatar-se, ou como independente ou por um “pequeno partido”, devendo tomar uma decisão até ao final do ano.

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Já no distrito de Leiria, Narciso Mota (PSD) é outro ex-autarca que pode estar de regresso a Pombal, seja pelas listas sociais-democratas, seja como independente.

Em Ansião, Rui Rocha, atual presidente da autarquia e também líder da Distrital “laranja” de Leiria, não vai concorrer, alegando motivos pessoais, e tem sido ponderado o regresso de Fernando Marques, atual presidente da Concelhia do PSD e dirigente da autarquia durante 20 anos.

No distrito de Castelo Branco, a grande novidade poderá aparecer na Covilhã, com o regresso do social-democrata Carlos Pinto, num momento em que a Câmara é liderada pelo socialista Vítor Pereira.

Já em Santarém, houve movimentações de ex-presidentes na tentativa de voltarem a ser candidatos, todos do PS (António Rodrigues, em Torres Novas, e Veiga Maltez, na Golegã, por exemplo).

Oficialmente, o presidente da Distrital do PS afirma que “desconhece por completo o facto de haver ex-presidentes [de Câmara] do PS a quererem candidatar-se de novo”, exortando a que “todos os que existem apoiem os atuais presidentes, por eles anteriormente escolhidos e apoiados, já que são de grande qualidade e muito bons autarcas”.

O facto é que as recandidaturas dos atuais presidentes da Golegã, Rui Medinas, e de Torres Novas, Pedro Ferreira, foram as únicas formalmente anunciadas até agora pelo PS.

Em Elvas, no distrito de Portalegre, Rondão Almeida, que liderou o executivo municipal durante quase duas décadas (1994-2013), sempre eleito pelos socialistas, desfiliou-se do partido e anunciou que se vai candidatar ao cargo em 2017 por um movimento independente, depois de entrar em colisão, há dois anos, com o atual presidente da Câmara, Nuno Mocinha (PS).

A decisão do histórico autarca surgiu depois de uma crise política no executivo municipal, em julho de 2014, quando Nuno Mocinha retirou os pelouros a quatro vereadores socialistas, entre os quais o seu antecessor Rondão Almeida.

Cerca de metade dos 308 municípios teve novos presidentes da Câmara nas autárquicas realizadas a 29 de setembro de 2013, devido à lei que limita a três o número de mandatos consecutivos do presidente na mesma câmara.

A lei permite agora que os autarcas que estiveram nesta situação possam regressar, depois de um mandato sabático.

 

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