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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Autárquicas | Chega quer baixar custo de vida em Tomar e aumentar oferta de emprego

O partido Chega apresentou o programa eleitoral para as eleições autárquicas de dia 26 de setembro, um programa “dinâmico”, para quatro anos, e que assenta na mudança para “voltar a colocar Tomar no mapa”. O partido, que concorre com Nuno Godinho enquanto cabeça de lista à Câmara Municipal e Américo Costa à Assembleia Municipal, pretende baixar o custo de vida em Tomar e aumentar a oferta de emprego, considerando que “só assim é possível combater e inverter a a constante diminuição de pessoas no concelho”.

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O programa foi apresentado numa sessão, no sábado, dia 4 de setembro, na Biblioteca Municipal António Cartaxo Da Fonseca, contando com introdução de Vera Ribeiro, mandatária de campanha e número 2 da lista candidata à Câmara Municipal, bem como intervenção do candidato Nuno Godinho, também presidente da Concelhia do Chega em Tomar, que procedeu à apresentação das linhas que compõem o programa autárquico do partido.

O partido refere querer trazer “uma mudança de paradigma” a Tomar, referindo que o concelho “tem perdido população ano após ano, em que não se vêm investimentos na melhoria da qualidade real da vida das pessoas, com uma constante degradação do seu património, sem investimentos públicos ou privados que combatam a falta de emprego, é tempo de repensar o futuro. O mais importante que temos no concelho são as pessoas”, afirma o Chega.

O projeto autárquico que diz ser “dinâmico e aberto”, começa por defender a não contratação de assessores para a Câmara Municipal de Tomar. “Acreditamos que o município tem excelentes profissionais para desempenhar as funções necessárias”, pode ler-se na proposta. A exceção é que defende que o chefe de gabinete deve ser da confiança política do presidente de Câmara.

Outra proposta prende-se com o compromisso dos eleitos pelo Chega de não usufruir de ajudas de custo nas deslocações para participar nas reuniões de Câmara ou Assembleia Municipal, independentemente da sua residência fiscal.

Defendem ainda a criação de um site da transparência que indique não só a situação financeira da autarquia, como vá atualizando sobre a evolução de projetos, medidas e resolução de problemas.

Neste âmbito surge ainda a proposta para criação de uma linha do munícipe, onde quer para a Câmara, quer para as freguesias, a comunidade pode fazer chegar ideias, sugestões, identificar problemas, fazer reclamações, por via telefónica, presencial ou por outros meios tecnológicos.

Nuno Godinho e Vera Ribeiro, candidatos à Câmara Municipal de Tomar e membros da Comissão Política Concelhia do partido em Tomar. Foto: DR

O Chega defende ainda que, no âmbito das contratações públicas, deve dar-se “preferência (dentro do permitido por lei) a orçamentos e fornecimentos de empresas do concelho de Tomar”, a bem da “transparência e fiscalização dos ajustes diretos”.

No programa consta ainda a realização de um parque estacionamento para ancoragem de veículos pesados, onde os motoristas possam deixar os veículos no período de descanso, referindo que esta será uma ideia a pôr em prática com contributo dos motoristas para avaliar as reais necessidades.

A par do defendido por André Ventura, o Chega pretende em Tomar abolir a taxa de IMI dentro do permitido por lei, a par da revisão dos licenciamentos e taxas quanto à habitação.

Considera ainda que a zona industrial está “subaproveitada” e que “necessita voltar a criar emprego por forma a combater a constante diminuição de população”.

O Chega refere ainda que deve ser feito levantamento dos locais com potencialidade enquanto praia fluvial, referindo que Tomar é banhado por dois rios e que por isso os projetos devem ser “priorizados e desenvolvidos progressivamente”.

Também na área do estacionamento, o partido defende que deve haver um revisão de espaços e preços. Também defende soluções para o parque de campismo e caravanismo que necessita de “revisão urgente”.

Quanto aos transportes urbanos, pretende “reavaliar o papel e função dos TUT [Transportes Urbanos de Tomar]”.

O Chega entende que o Mercado Municipal deve ser modernizado, com a instalação de espaços de restauração e reabilitação das bancas tradicionais, pretendendo ainda “dar nova vida ao mercado com iniciativas, como experiências gastronómicas”.

No âmbito da Segurança e Proteção Civil, o Chega assume como preocupação o combate ao tráfico e consumo de droga, defendendo que o município passe “a validar junto das autoridades policiais o número de testes efetuados no concelho para controlo do consumo de droga por forma a perceber a dimensão do problema”.

Também defende a revisão de planos de emergência, criação de plano de minimização de riscos em caso de catástrofe, criação de fundo camarário para apoio à população e património em caso de catástrofe, instalação de videovigilância nas zonas urbanas, e ainda a “criação de um programa que permita aos elementos das forças de segurança em patrulha possam almoçar nos refeitórios de empresas municipais ou nas escolas para criar proximidade com os jovens”.

Nuno Godinho é o cabeça de lista à Câmara de Tomar e também presidente da Concelhia do Chega. Foto: DR

No documento, existem ainda medidas dedicadas ao apoio às associações locais, aos atletas que participem em provas nacionais e internacionais.

No âmbito do desporto e saúde, pretende rentabilizar e requalificar equipamentos desportivos nas escolas e “apoiar atividades desportivas para crianças até aos 12 anos com obrigatoriedade de aproveitamento escolar e assiduidade escolar e desportiva”. Requalificar unidades de saúde dotando-as de “equipamentos pré-hospitalares de forma a diminuir o tempo de atuação em situações que não necessitem de encaminhamento para os hospitais”.

No apoio social o programa tem medidas dedicadas ao apoio generalizado de munícipes carenciados ou famílias referenciadas “com alimentação e pequenas reparações domésticas”, bem como apoiar instituições como centros de dia, lares e creches.

Na habitação social, o Chega pretende “apoiar quem realmente necessita”, com “fiscalização e cobrança das dívidas das habitações municipais” e “atribuição de apoio municipal de arrendamento temporário a agregados familiares cuja quebra de rendimentos não lhes permita manter a renda anterior à pandemia”. Também neste ponto pretende combater “o abuso de incumprimento na utilização das habitações municipais com perda de benefícios municipais”.

No ponto referente ao ambiente, o partido indica que é necessário “rever os custos da água dos consumidores” bem como “melhorar a recolha de lixos e de resíduos sólidos”, defendendo a “limpeza e desinfeção dos contentores com maior regularidade”. Sublinha que a empresa Tejo Ambiente “em vez de melhorar o serviço prestado, veio agravar a situação”.

Pretende ainda o Chega “identificar todos os focos de poluição do concelho e criar planos para erradicação dos mesmos”, nomeadamente no rio Nabão, Barragem do Carril e rio Zêzere.

Nas questões ambientes, defende ainda a identificação de “locais onde ainda existem estruturas com amianto” considerando que o tema “parece ter caído no esquecimento”.

Por fim, o Chega refere que Tomar é “uma cidade de passagem e não uma cidade turística”, defendendo que deve a cidade voltar-se para o “Turismo e Património Cultural” e “desenvolver atividades que gerem lucro, sendo esse lucro paralelo”.

Foto: CM Tomar

Entre as propostas consta “reformular todos os museus da cidade”, “dinamizar exposições temporárias”, “reformular a Festa Templária e o Congresso da Sopa”, “realizar a ‘Vila Natal’ na Mata dos Sete Montes”, “criação de um Centro de Exposições  e de Congressos”, “estudar uma ligação entre o centro histórico e o Convento de Cristo” e “preservar e identificar o património arqueológico do concelho, com criação de circuitos e limpeza da envolvente dos mesmos”.

O Desenvolvimento de uma região passa pela valorização do Património, pela animação cultural e pela ofertas artísticas, e investir na valorização do Património como fator essencial para produzir riqueza cultural e económica a longo e médio prazo.

Na sessão foram ainda apresentadas as propostas para a União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais e União de Freguesias de Casais e Alviobeira, uma vez que o Chega apresenta candidaturas à UF de Casais e Alviobeira, tendo como candidato Manuel Raul Alcobia, e à UF de Tomar (São João Baptista e Santa Maria dos Olivais) de Tomar com Jorge Lopes enquanto cabeça de lista.

Nuno Godinho é candidato à Câmara Municipal de Tomar, enquanto Américo Costa é candidato à Assembleia Municipal nas eleições autárquicas que decorrem no dia 26 de setembro.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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