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Domingo, Junho 13, 2021

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Autárquicas | CDU candidata Paulo Macedo à Câmara de Tomar e Bruno Graça à Assembleia Municipal (c/áudio)

Paulo Macedo, atualmente deputado na Assembleia Municipal e na Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo, é o candidato pela CDU à Câmara Municipal de Tomar. À Assembleia Municipal de Tomar candidata-se o antigo vereador da autarquia tomarense, Bruno Graça. Numa sessão na Praceta de Olivença, a CDU apresentou em traços gerais as linhas da candidatura e os objetivos para o concelho. Para já, o foco está em recuperar o lugar na vereação do executivo municipal, que perdeu nas eleições de 2017.

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Numa iniciativa que ocorreu ao final da tarde de 21 de maio, na Praceta de Olivença, junto à Corredoura e tendo como pano de fundo a Ponte Velha, o rio Nabão e o Mouchão, no centro histórico tomarense, iniciou-se a sessão de apresentação dos candidatos da CDU à Câmara e à Assembleia Municipal com discurso do mandatário da candidatura, Ferreira Fernandes.

Paulo Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas Templários, é candidato à Câmara Municipal de Tomar, depois de nas últimas eleições autárquicas ter concorrido à Assembleia Municipal, onde é deputado há vários mandatos, que perfazem cerca de 12 anos de representação da CDU naquele órgão.

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ÁUDIO | Paulo Macedo, candidato à Câmara Municipal de Tomar pela CDU

No seu discurso começou por referir-se à importância do poder local, relevando que a CDU está “indissociavelmente ligada à construção do poder local democrático, à sua afirmação como espaço de resolução dos problemas e de intervenção a favor do desenvolvimento e do bem-estar”.

Sublinhou que na CDU existem “pessoas que compreendam e ambicionem, em coletivo, lutar e atingir as melhores conquistas para as populações que os elegerem e que representam”, defendendo a CDU “um poder local amplamente participado, plural, colegial e democrático”.

Foto: mediotejo.net

Numa abordagem política a nível local e nacional, Paulo Macedo abordou os sucessivos adiamentos de construção das regiões administrativas, que retiram ao país “um importante instrumento capaz de conferir legitimidade democrática para o desenvolvimento e coesão territorial, para o aproveitamento das potencialidades e recursos locais, para a modernização e organização de uma administração pública sempre ao serviço das populações”.

Por outro lado, não concorda a CDU com a democratização das CCDR, que considera “uma manobra para iludir e justificar a ausência da chamada regionalização, garantindo a perpetuação de políticas centralistas”.

Abordou ainda o candidato a extinção de freguesias, que no caso do concelho passaram de 16 a 11, o que “veio empobrecer a proximidade, a participação e a capacidade de resolução dos problemas das populações e de representação e defesa dos interesses populares”.

Quanto à “falsa descentralização” que “desresponsabiliza o Estado em domínios e competências”, diz contribuir para “a criação de situações de desigualdade no acesso, em funções universais como a saúde, educação, proteção social”.

Para Tomar, a CDU defende um estratégia que inclua investimentos “que deem condições para criação de emprego e fixação de população, e também a aposta na melhoria dos serviços públicos municipais, espaços verdes e jardins”.

Propõe “a criação de um Gabinete de Apoio à criação de emprego e captação de investimento, que promova as potencialidades do concelho de Tomar, que preste informação aos investidores sobre incentivos municipais, que organize iniciativas próprias”, e que acompanhe o trabalho das empresas e fábricas existentes.

Foto: mediotejo.net

Proposta ainda para construção de parque de feiras e exposições com auditório e anfiteatros, para acolher colóquios e palestras, com possibilidade de realização de certames e eventos económicos importantes para o desenvolvimento do concelho, bem como proposta para requalificação da zona industrial de Tomar.

Outro ponto que a CDU propõe é modernizar o Mercado Municipal, concluir obras em todo o espaço, e incentivar o associativismo empresarial e melhorar a gestão de vendedores e consumidores.

Outras áreas que a CDU diz não descurar prendem-se com a defesa e preservação do rio Nabão, bem como as áreas do saneamento e recolha de lixo e limpeza urbana.

Na área da educação, Paulo Macedo criticou a falta de atuação nos últimos anos, referindo que a Carta Educativa data de 2008 e carece de revisão, e defendendo desenvolvimento de outros mecanismos de estruturação e organização, nomeadamente relativo à rede de ofertas educativas e ao Plano Estratégico Educativo Municipal.

A cultura, defendida como eixo estratégico para o desenvolvimento económico do concelho, é considerada pela CDU “fator de produção de riqueza, criação de emprego e fixação da população jovem no concelho”, que deve ser “pensada em estreita ligação ao turismo, ao desporto, à educação e à área social”. Paulo Macedo refere a proposta de criação de um Departamento municipal de desenvolvimento social e turismo cultural.

Também a qualificação do espaço público, preservação ambiental, valorizando o património natural e os recursos locais de Tomar e a gestão pública da água e resíduos são bandeiras desta candidatura, a par da saúde, onde a CDU se compromete no acompanhamento do atendimento e serviços prestados nos centros de saúde e unidade hospitalar de Tomar.

Foto: mediotejo.net

Por fim, Paulo Macedo não esqueceu os trabalhadores da Câmara Municipal e estruturas sindicais que os representam, referindo que tem de haver tempo para reunir e dialogar.

Da parte de Bruno Graça, a intervenção foi incisiva e cabal. Candidato à Assembleia Municipal de Tomar, foi vereador da Câmara Municipal de Tomar até 2017, ano em que foi recandidato à autarquia mas em que a CDU acabou por perder representação no executivo municipal.

ÁUDIO | Bruno Graça, candidato à Assembleia Municipal pela CDU

Disse que foi “com muito respeito e sentido de responsabilidade que no projeto autárquico da CDU aceitei o convite para liderança da candidatura à Assembleia Municipal de Tomar nas eleições autárquicas que se avizinham”.

O candidato aludiu a uma “batalha eleitoral” que se realiza “num contexto complexo e exigente, marcado pela promoção de forças e de projetos reacionários e demagógicos, pelo agravamento da situação económica e social do país e do nosso concelho”.

Caraterizou o projeto da CDU como sendo alicerçado “no trabalho de proximidade e abertura à participação cívica alargada das populações, na natureza democrática da sua gestão, pela prioridade ao serviço público, pela defesa dos interesses coletivos, pela valorização dos trabalhadores da autarquia”.

Bruno Graça, candidato à Assembleia Municipal de Tomar pela CDU. Foto: mediotejo.net

Não deixou de salientar que “a Assembleia Municipal é um órgão representativo, dotado de poderes deliberativos, que tem como objetivo central a promoção e salvaguarda dos interesses próprios da população do concelho. Os seus membros representam os munícipes e a sua atividade deve assentar na defesa dos interesses do município e na promoção do bem-estar das populações no quadro da Constituição e da legalidade democrática. Em particular, é à Assembleia Municipal que compete acompanhar e fiscalizar a atividade não só da Câmara Municipal, como também a de quaisquer outras entidades que integram o perímetro da administração local, e ainda apreciar a execução dos contratos de delegação de competências celebrados entre a CM e o Estado, e entidades intermunicipais e as juntas de freguesia”, para depois passar às críticas sobre o atual mandato.

“O que se está a passar atualmente ao nível da empresa intermunicipal Tejo Ambiente vem chamar para primeiro plano a importância da Assembleia Municipal e responsabilidade. Para desempenhar cabalmente as suas tarefas, nomeadamente as de apreciação e fiscalização que a lei lhe confere, é indispensável que este órgão assuma por inteiro as suas competências e autonomia de funcionamento, opondo-se de uma forma firme e determinada a todas as tentativas do executivo da Câmara Municipal, seja ele qual for, de condicionar ou manipular o seu trabalho político. A Assembleia Municipal e a sua mesa não podem continuar a aceitar, submissos, serem o pau mandado, nas mãos do executivo da Câmara Municipal como infelizmente tem sucedido no atual mandato”, afirmou.

Bruno Graça disse ainda que “arrogância e autoritarismo não podem ser os valores em que assenta o relacionamento entre dois órgãos municipais. Cada um tem a sua esfera de ação, as suas competências. O executivo da Câmara Municipal não tem qualquer poder titular sobre a Assembleia Municipal”.

Foto: mediotejo.net

O candidato mencionou ainda que a Assembleia Municipal deve ter ao dispor todas as condições para o seu bom funcionamento. “Ao executivo cabe, por lei, disponibilizar as condições necessárias ao bom trabalho da Assembleia e cumprir a legislação que regularmente as relações entre os dois órgãos impingem (…) a Assembleia Municipal tem de dispor de condições materiais e humanas para o seu pleno e bom funcionamento”, frisou.

Por outro lado, sublinhou a importância de serem dadas respostas claras em tempo útil aos requerimentos e pedidos de informação. 

“É inaceitável que o executivo condicione o regular funcionamento invocando falta de verbas, ou pior ainda, que interfiram nos trabalhos, ignorando, desvalorizando e desrespeitando publicamente as suas propostas e decisões”, continuou.

Críticas também ao desempenho e trabalho da atual mesa de Assembleia Municipal e à forma como decorrem os trabalhos e como são introduzidos pontos para deliberação.

Em conclusão, Bruno Graça relevou que será tido em conta “o objetivo de afirmar a CDU como grande espaço de convergência de democratas e patriotas que encontram na Constituição e nos valores de Abril a matriz do desenvolvimento e progresso social do concelho”, sob o lema de “Futuro de Confiança: Trabalho, Honestidade e Competência”.

“As eleições autárquicas de 2021 serão enfrentadas pela candidatura, para, a partir da consolidação e reforço da CDU, avançar na melhoria das condições de vida das populações do concelho”, terminou o candidato à Assembleia Municipal.

António Filipe, deputado do PCP na Assembleia da República com Paulo Macedo, da CDU Tomar. Foto: mediotejo.net

Presente na iniciativa esteve também o deputado António Filipe (PCP), eleito por Santarém à Assembleia da República e membro do Comité Central do PCP, que começou por elogiar os candidatos à Câmara e Assembleia para as próximas eleições autárquicas, referindo que “merecem a confiança dos tomarenses” e que “estão sempre presentes em todas as lutas”, aludindo a ações da CDU nomeadamente no âmbito da despoluição do rio Nabão, em defesa de trabalhadores de empresas e fábricas em crise, caso da IFM/Platex e Fábrica do Prado.

António Filipe relevou que “têm demonstrado um enorme conhecimento dos problemas do Município, mas para além do conhecimento têm desenvolvido um trabalho ímpar em defesa das populações deste concelho”.

Segundo o deputado este mandato prestes a acabar, veio demonstrar “a falta que faz uma presença da CDU no executivo municipal, na medida em que, enquanto Bruno Graça assumiu essas funções e enquanto teve responsabilidades, soube fazer a diferença, que foi sentida por muitas pessoas que contactaram com a sua intervenção na Câmara Municipal”.

Considera que é “legítimo” o objetivo de a CDU recuperar o lugar na vereação do executivo municipal de Tomar, considerando que é “possível e justo” dada a “experiência autárquica do concelho” que demonstra ser “positivo para as populações e para a resolução dos problemas” a presença da CDU na autarquia.

Os candidatos, ladeando o mandatário Ferreira Fernandes. Foto: mediotejo.net

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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