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Sábado, Outubro 23, 2021

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Autárquicas | CDU apresenta 15 eixos para trilhar caminho de futuro em Tomar

A CDU de Tomar divulgou o seu programa eleitoral sob o lema “Tomar tem Futuro”, um documento que apresenta uma estratégia que pretende trilhar caminhos para alcançar três objetivos: “inverter o atual ciclo de desertificação e de decréscimo de população; inverter o atual ciclo de crescimento da taxa de envelhecimento da população; aumentar a coesão territorial, económica e social do concelho”. O projeto encabeçado por Paulo Macedo, candidato à Câmara Municipal, e contando com Bruno Graça enquanto cabeça de lista à Assembleia Municipal, pretende resgatar o lugar que a CDU perdeu no executivo municipal, entendendo que esta “diversificação” trará vantagens a este órgão autárquico.

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Segundo a CDU, este programa eleitoral “foi construído a partir dos programas eleitorais anteriores e da intervenção pública realizada nos últimos anos”, nomeadamente com intervenções na Assembleia Municipal e Assembleias de freguesia.

A CDU pretende ganhar lugar no executivo municipal, entendendo que a sua presença beneficiaria este órgão.

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“Seria, portanto, benéfica a diversificação da composição dos órgãos autárquicos, não só pela melhoria na quantidade e qualidade do trabalho dos eleitos, mas também, e principalmente, pela substância desse mesmo trabalho, pelas ideias em si, sobretudo se entre os eleitos houvesse eleitos da CDU nesses mesmos órgãos”, afirma.

O programa encerra medidas “em torno da valorização e preservação do património existente”, sendo para o partido suficiente para melhor “construir o futuro de Tomar”.

O programa eleitoral da CDU desenrola-se em 15 eixos de trabalho, com medidas a implementar, começando pela “qualificação dos serviços públicos prestados aos cidadãos do
concelho quer ao nível dos especificamente decorrentes das competências do poder local (no caso, os cemitérios, a limpeza urbana e recolha de resíduos ou a rede em baixa de distribuição de água e de saneamento) como os que dependem especificamente do poder central (seja a saúde, a educação, a segurança social, o ambiente, entre outros)”.

Outro eixo pretende avançar com medidas no sentido de incentivar a criação de emprego, atrair e fixar novos habitantes. “É indispensável a existência de um Gabinete de Apoio à Criação de Emprego e Captação de Investimento que promova as potencialidades do concelho, preste informação aos investidores sobre incentivos municipais, organize iniciativas próprias ou funcione como elemento facilitador para outros agentes, que reforce a ligação entre empresários, entidades locais e sectoriais com influência na atividade económica”, defende a CDU, a par da elaboração de um Plano Estratégico Municipal para o Turismo “que sirva de base à promoção deste sector e sectores afins numa perspetiva de desenvolvimento económico sustentável, criando postos de trabalho, produzindo riqueza”.

Outro ponto que merece destaque no projeto da CDU prende-se com a modernização do Mercado Municipal, em termos de gestão e funcionamento. “A manutenção e modernização do Mercado Municipal só é sustentável se esses investimentos forem perspetivados numa ótica de incentivo e de apoio, à atividade económica dos pequenos produtores, no combate ao abandono dos campos nas freguesias rurais” e com isso, noutro ponto, o partido defende também a “reorganização e modernização dos Serviços do Município num
concelho com futuro”.

No que toca à Cultura, pretende a Coligação Democrática Unitária torná-la num “Eixo Estratégico para o Desenvolvimento Económico do Concelho com futuro”, que no entendimento do partido “deve ser pensada em estreita ligação ao Turismo, ao Desporto, à Educação e à Área Social”. Aqui, a CDU propõe a criação de um Plano Estratégico Municipal Cultura Educação (PEM.C-E) e “para planear, implementar e divulgar este eixo estratégico deve ser criado um Departamento Municipal de Desenvolvimento Social e de Turismo Cultural”.

Paulo Macedo, cabeça de lista à CM Tomar, durante a apresentação do programa eleitoral. Foto: CDU

Também no documento, é proposto “a construção, o apetrechamento e a manutenção de equipamentos”, dando prioridade à construção de um Parque de Campismo ligado ao rio, construção de um Centro de Feiras e Congressos, construção do Complexo Desportivo das Avessadas e ainda “estabelecer a interação e ligação, entre a Mata dos Sete Montes, Castelo, Convento de Cristo, Aqueduto, as Ermidas de Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Piedade com a Praça da República e Centro Histórico resolvendo os problemas de mobilidade que hoje se colocam entre o Convento de Cristo e a zona histórica da cidade”.

Na Educação, pretende a CDU transformar esta área num ” Eixo Estratégico para o Desenvolvimento Económico do Concelho com futuro”, passando a proposta pela “criação de instrumentos capazes de fornecer orientações estratégicas em Tomar, para a gestão e planeamento da rede e ofertas educativas (Carta Educativa), mas também da própria política educativa (Plano Estratégico Educativo Municipal)”. Além disso, propõe-se um  Plano Educativo Municipal (PEM) onde se reúnam “propostas de desenvolvimento de projetos, ações e iniciativas em diversas áreas de intervenção (Ambiente, Cidadania, Cultura, Desporto, Património, Proteção Civil, Saúde e Tempos Livres) com interação direta com a Educação”.

No Desporto, também enquanto eixo estratégico para o concelho, é proposta a criação de uma Carta Municipal de Equipamentos Desportivos Artificiais, que servirá o “diagnóstico da realidade desportiva e associativa do Município de Tomar, refletindo a política desportiva das últimas décadas”. Por outro lado, defende a CDU a realização de uma Carta Desportiva Municipal, enquanto “trave-mestra de um Plano de Desenvolvimento Desportivo da autarquia tomarense”, que funcionará como “importante instrumento de planeamento setorial que deve ser assumido como uma componente estratégica do desenvolvimento económico do concelho”.

Na área da Juventude, entende o partido, conforme consta do seu programa eleitoral, que deve ser elaborado “um Plano Municipal da Juventude de Tomar (PMJT), documento estratégico, que permitisse planear o desenvolvimento e implementação de políticas inovadoras, de carácter global e transversal, que respondessem aos desafios colocados, facilitem recursos e serviços e que possibilitem aos jovens alcançar uma plena cidadania”.

No Turismo, salientado como “uma das principais áreas de desenvolvimento económico do concelho de Tomar, mas sem uma estratégia definida”, embora a CDU reconheça que “é quem mais tem contribuído para a projeção e notoriedade do concelho de Tomar, porque se tem registado, nos últimos anos, um forte crescimento da procura turística local, e verifica-se uma diversificação dos mercados de origem de visitantes”, entende que deve ser criado um Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico para o concelho, numa estratégia que prevê a integração na região Centro e na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Segundo o documento, as propostas neste âmbito passam pela “criação e dinamização de produtos turísticos diferenciadores, com enfoque no Enoturismo, Turismo Cultural, Turismo de Natureza, Agroturismo, Turismo Desportivo, Turismo de aventura, etc”, “promover a valorização dos produtos tradicionais e da gastronomia local e apoiar a qualificação da restauração” e “reforçar a aposta na informação e comunicação da atividade turística, valorizando as novas tecnologias, o digital e a edição de materiais de prestígio”.

Outros eixos passam por propostas e reivindicações no que toca à cobertura de saneamento, ambiente e zonas verdes, com medidas diversas no que toca aos resíduos. Aqui, a CDU propõe que sejam implementados projetos-piloto de recolha porta a porta em vários locais do território, além do reforço de contentores/ilhas ecológicas, bem como ecopontos nas freguesias rurais.

Também a sensibilização e campanhas de proximidade são defendidas pelo partido, quer para a reciclagem, como para redução e reutilização, além da sensibilização ambiental, e eficiência energética.

Propõe ainda o partido a promoção de uma rede municipal de carregamento de veículos elétricos, bem como remodelação da iluminação pública nos espaços exteriores públicos e
jardins com utilização de tecnologia LED, além do incentivo à utilização da energia fotovoltaica e solar térmica ao nível habitacional e o seu reforço em edifícios públicos.

A CDU defende ainda a elaboração de um plano para redução das populações de pombos, uma proposta que tem sido bandeira do partido na Assembleia Municipal de Tomar, tendo sido apresentada pelos deputados eleitos.

Também no que toca à poluição, o partido defende a monitorização e acompanhamento ativos em situações alarmantes, caso da poluição que tem afetado o rio Nabão há décadas e há qual a CDU entende que deve ser posto termo.

Propõe a CDU a criação e dinamização de uma horta urbana em Marmelais, que se enquadre em “princípios da solidariedade e subsidiariedade, contribuindo para
melhorar a condição de vida das famílias nas vertentes da subsistência alimentar saudável e complemento ao rendimento familiar, bem como para reforçar a identidade cultural e territorial e a coesão social”.

Outro ponto prende-se com a proposta de um Plano Municipal do Ruído, além conservação e gestão de espaços verdes públicos.

Por fim, propõe a CDU a criação da empresa municipal Tomar Ambiente, que iria implementar Parques de Compostagem para acolher os resíduos verdes resultantes da manutenção dos jardins públicos ou de atividades de jardinagem,

Como tal, a Tomar Ambiente, EM (Empresa Municipal) que a CDU propõe criar teria como
fatores essenciais, a preservação e a promoção ambientalmente correta dos espaços verdes, entre outras medidas ambientais.

Apresentação do programa eleitoral da CDU na Biblioteca Municipal de Tomar. Um projeto que conta com 15 eixos estratégicos para o concelho. Foto: CDU

Nos últimos eixos, o programa incide sobre propostas para um ordenamento de território de futuro, bem como uma economia sustentável com “compromisso com a Inovação, o
conhecimento e os recursos” para o desenvolvimento do concelho.

Para os recursos humanos, a CDU pretende arrancar com o combate à precariedade, considerando que “devem ser garantidos postos de trabalho efetivos nos mapas de pessoal nos serviços municipais, valorizando os direitos e as condições de trabalho dos trabalhadores em missão de serviço público”,

No 14º eixo estratégico, pretende o partido aplicar medidas de apoio social, com a intervenção social a basear-se “num projeto de sociedade democrática, justa, solidária, numa lógica de eliminação das desigualdades e exclusão social”, onde “todas as pessoas têm a mesma dignidade e os mesmos direitos e cabe aos poderes públicos garantir a sua efetividade”.

“A CDU considera que se deve aprofundar a intervenção municipal no Conselho Local de Ação Social (CLAS) colaborando e dinamizando as Comissões Sociais de Freguesia existentes. Reivindicar à Administração Central um programa de refinanciamento para a criação e requalificação dos equipamentos e respostas sociais como serviços de apoio domiciliário, centros de dia e Lares, para a população mais vulnerável, designadamente no eixo dos idosos e da deficiência, em conjunto com as IPSS e outras instituições que constituem a Rede Social de Tomar”, pode ler-se.

Concluindo, a CDU propõe medidas para o centro histórico de Tomar, como “centro de vida e de desenvolvimento”, uma vez que estes espaços “não podem ser locais esvaziados dos seus residentes, nem pela especulação imobiliária, nem pela degradação”.

“Os centros históricos são espaços que fervilham de história, de alma e de oportunidades.
Promover o Centro Histórico de Tomar enquanto espaço de excelência para visitar, mas
também para residir e trabalhar é a visão e a proposta da CDU”, refere-se no programa, onde se propõe a adoção de “medidas de apoio à reabilitação e revitalização, à reanimação e rejuvenescimento do Centro Histórico de Tomar”, além do fomento à habitação no Centro Histórico, com apoio ao arrendamento jovem e ao arrendamento para as famílias desfavorecidas.

No pacote de medidas para o centro histórico e a sua “reanimação”, a CDU propõe “incentivar a dinamização turística do Centro Histórico através, de uma rede
de estabelecimentos que promova produtos locais, queijo pão, vinho e artesanato; criar uma redução de 75% aos estabelecimentos de restauração e bebidas, nas taxas referentes às esplanadas existentes no centro histórico; promover uma rede local e regional de parceiros para o desenvolvimento de projetos comuns; rever e atualizar o Estudo de Sinalização e Trânsito do Centro Histórico; tornar gratuito o serviço de transporte no Centro Histórico; qualificar o serviço de rede wireless gratuito; um serviço gratuito de tv por cabo (canais nacionais) com o objetivo de se promover um plano para erradicação de antenas e cabos, aéreos, com os operadores”.

A CDU pretende “construir um concelho que saiba descentralizar responsavelmente serviços e atividades, em harmoniosa complementaridade com as freguesias, um concelho onde haja vida e se goste de viver”, apresentando propostas que visam a sua execução na cidade e nas freguesias rurais, nomeadamente numa ótica de descentralização dos serviços e projetos municipais.

A eleição no dia 26 de setembro, sob este programa eleitoral, vão estar candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e freguesias.

Recorde-se que a CDU concorre a nove das onze freguesias, apresentando Anabela Mota como cabeça de lista à União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais e Francisco Santos como candidato à freguesia de Carregueiros.

Apresenta-se ainda com candidaturas a mais quatro freguesias, entrando na corrida às eleições de setembro António Silva pela União de Freguesias de Madalena/Beselga, António José Dias enquanto candidato à União de Freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, Carlos Gonçalves pela freguesia de São Pedro de Tomar e Rita Silva enquanto candidata à freguesia de Paialvo.

Também entram na corrida às eleições autárquicas Hermenegildo Sirgado pela freguesia de Asseiceira, Luís Neves pela freguesia de Sabacheira e Rui Duarte por Casais e Alviobeira. A CDU já apresentou cabeças de lista a nove das onze freguesias do concelho de Tomar.

Paulo Macedo candidata-se à Câmara Municipal de Tomar e Bruno Graça é cabeça de lista à Assembleia Municipal.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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