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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Autárquicas | Candidato independente António Rodrigues apresenta 7 compromissos para Torres Novas (c/ÁUDIO)

Foi com a preocupação de apresentar medidas que tenham um impacto direto na vida das pessoas que António Rodrigues, candidato independente à Câmara de Torres Novas, divulgou sete medidas do seu programa eleitoral na tarde de segunda-feira, dia 6 de setembro. Um subsídio mensal para crianças entre os 3 e os 24 meses, vales-educação no valor de 100 euros, uma unidade de cuidados continuados e internet em todo o concelho, são alguns dos compromissos feitos pelo líder do movimento P’la Nossa Terra.

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Conforme referiu o candidato na apresentação, as medidas apresentadas consistem em sete compromissos que “só dependem de nós. Se nós ganharmos as eleições, é para ser feito”, garantiu António Rodrigues, ex-autarca e presidente da Câmara Municipal torrejana durante 20 anos.

“Há compromissos que aqui vou assumir que já são feitos noutras Câmaras em Portugal, não estou aqui a descobrir a pólvora”, disse também António Rodrigues. 

O primeiro deles, e tendo como principal intenção fixar pessoas em Torres Novas (concelho), é dar a garantia de se pagar um subsídio mensal por cada criança entre os 3 até aos 24 meses, o que se traduz, ao fim de um ano, em 360 euros de ajuda para o orçamento das famílias com uma criança compreendida entre estas idades.

A sessão juntou cerca de uma vintena de apoiantes na sede da campanha, junto aos Bombeiros Voluntários Torrejanos, em Torres Novas. Foto: mediotejo.net

Ainda como medida de incentivo no que toca às classes etárias mais novas, o segundo ponto apresentado aposta na atribuição de um vale-educação, no valor de 100 euros por aluno, medida a colocar em prática já em outubro, em caso de vitória deste movimento autárquico independente nas próximas eleições a 26 de setembro.

Neste ponto, figura ainda um “pormenor”, que é o de as famílias só poderem gastar este vale em lojas sediadas e registadas no concelho de Torres Novas, pretendendo assim a medida ajudar tanto as famílias como o comércio local.

Principalmente em relação a estas duas medidas, António Rodrigues diz-se defensor do apoio a coletividades, mas é ainda mais defensor de “apoiar diretamente as famílias”.

“Não quer dizer que não iremos apoiar as coletividades mas vamos ter que tentar saber distribuir o dinheiro por objetivos sensatos que ajudem as famílias a pensar que ‘vale a pena viver no concelho de Torres Novas'”, disse ainda o candidato. 

ÁUDIO | António Rodrigues fala sobre cada uma das 7 medidas apresentadas

No que toca ao campo da saúde, António Rodrigues compromete-se com a criação de uma unidade de cuidados continuados em Torres Novas, algo “importante para a estabilidade das famílias”, enquanto que relativamente aos transportes municipais, os quais na opinião do ex-autarca “desvalorizaram e deixaram de ser abrangentes no concelho”, o compromisso é de estes passarem a ser gratuitos e mais abrangentes, até porque “é com isto que criamos condições para termos um concelho unificado”. A ideia é implementar esta medida a partir do dia 1 de janeiro de 2022.

Também a preocupação ambiental é premente na candidatura, conforme referiu o candidato, sendo que neste caso a implementação de veículos mais amigos do ambiente, embora também seja um objetivo assumido, não depende unicamente da vontade dos elementos deste movimento, caso sejam eleitos.

O quinto ponto apresentado por António Rodrigues, e de “importância tremenda”, tal como o mesmo referiu, prende-se com a questão do urbanismo, uma vez que “não faz sentido haverem empresas que não investem em Torres Novas porque criámos a fama de sermos maus a atender no urbanismo. (…) O urbanismo vai ter de levar uma volta”, afirmou o candidato que tem Xanana Gusmão como presidente da sua Comissão de Honra.

“Connosco vai passar a haver internet na rua em todo o concelho, nas zonas fundamentais da cidade e de qualquer aldeia”, foi outra garantia dada por António Rodrigues na apresentação, realçando que é fundamental o acesso a internet nas zonas públicas da cidade e do concelho. 

António Rodrigues quer os “prenúncios de uma smart city” em Torres Novas. Foto: Pixabay

Para terminar, António Rodrigues disse que se o seu movimento ganhasse as eleições, vai haver em Torres Novas “os prenúncios de uma smart city“, uma vez que, segundo disse o candidato, há em Torres Novas empresas de dimensão internacional que estão ligadas a este setor, com quem o mesmo já reuniu, e que lhe permitiu perceber que “não é fácil mas é possível” haver sensores em Torres Novas de modo a ser possível controlar a pesagem do lixo, saber onde se gasta mais energia, saber onde andam pessoas ou animais perdidos, entre outras funcionalidades.

Na sessão, António Rodrigues começou por apresentar os nomes que o vão acompanhar na sua lista candidata à Câmara Municipal. Aníbal Teixeira de Sousa, médico, figura no segundo lugar, enquanto Patrícia Picton, empresária agrícola, concorre no terceiro lugar da lista. Pedro Sardinha, Luís Ferreira, Carla Correia, Raquel Calafate, Lucas Lemos, Maria João Duque e Cecília Jorge compõem, por esta ordem, os restantes lugares.

Foi também nesta sessão que o líder do Movimento P’la Nossa Terra aproveitou para tornar público um acordo de entendimento e interação, no contexto destas eleições e pós-ato eleitoral, com o GIFA (Grupo de Independentes da Freguesia de Assentis), para “trabalhar em prol da população de Assentis”. O candidato afirmou ainda que “é a primeira vez que há dois movimentos independentes em Torres Novas que se entendem”, algo de “uma riqueza democrática fantástica”. O acordo é formalizado esta quarta-feira, dia 8 de setembro.

Desta forma, o Movimento Autárquico P’la Nossa Terra concorre a todas as freguesias do concelho de Torres Novas.

António Rodrigues foi presidente pelo PS entre 1993 e 2013, momento em que entrou em vigor a lei de limitação de mandatos e não pôde tornar a concorrer. O seu vice-presidente, Pedro Ferreira, assumiu as lides do partido e repetiu por duas vezes a vitória, sendo agora novamente candidato pelos socialistas.

Nuno Guedelha é o candidato pela CDU e Helena Pinto pelo Bloco de Esquerda. Tiago Ferreira encabeça a coligação PSD-CDS, enquanto José Correia concorre pelo CHEGA e Cristina Rodrigues pela Iniciativa Liberal.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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