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Sábado, Setembro 18, 2021

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Autárquicas | Candidato do PS em Sardoal aposta no crescimento económico e demográfico (C/VIDEO)

O inspetor das Finanças e vereador Pedro Duque, 48 anos, é o candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Sardoal nas eleições autárquicas de 26 de setembro, defendendo uma aposta no “crescimento económico e demográfico” do concelho.

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“O concelho necessita de uma nova visão, uma abordagem diferente na sua gestão, mais virada para o crescimento económico e demográfico, e aproveitamento dos seus recursos naturais, e considero que, em conjunto com a minha equipa, temos um programa que vai ao encontro destas prioridades”, disse o candidato socialista, atual vereador no município liderado pelo PSD.

As principais linhas mestras da candidatura socialista focam-se sobretudo no “crescimento económico e demográfico”, numa estratégia assente na “rápida conclusão da revisão do PDM [Plano Diretor Municipal], que permita a disponibilização, por um lado, de espaços urbanizáveis, e, por outro, a expansão ou criação de novos espaços industrializáveis”.

O candidato do PS à Câmara de Sardoal afirmou no sábado, na apresentação pública do programa eleitoral, que os indicadores de Sardoal são característicos de um concelho do interior profundo, indicou um prejuízo de 200 mil euros a cada ano que passa nas contas do Município, e comprometeu-se com a revisão do Plano Diretor Municipal.

Pedro Duque comprometeu-se em “desbloquear a situação socioeconómica em que se encontra o concelho” de Sardoal numa candidatura que por lema “É tempo de Mudar Sardoal”. Durante a cerimónia de apresentação dos candidatos socialistas aos diversos órgãos autárquicos nas eleições de dia 26 de setembro, Pedro Duque disse que o concelho de Sardoal “estagnou, parou no tempo” sendo que “a cada dia que passa vê perder população, perder emprego e vê perder, sobretudo, a alegria e a esperança”.

Na oportunidade, o candidato socialista sublinhou o envelhecimento da população, particularmente das aldeias, e a perda de fulgor económico. “A atividade económica de iniciativa privada apresenta valores praticamente residuais, sendo por isso um dos concelhos do País que gera menor receita fiscal” desde o IMI ao IRS e onde “o rendimento per capita é menor” acrescentou.

Segundo Pedro Duque os “indicadores socioeconómicos que Sardoal apresenta são característicos de concelhos do interior profundo” mas, nota, “está situado no Médio Tejo a escassos quilómetros da A23, a meia hora da A1 e sobretudo a hora e meia da capital. Com características geográficas ímpares”.

Pedro Duque, candidato do PS à Câmara Municipal de Sardoal. Créditos: mediotejo.net

Definiu a revisão do Plano Diretor Municipal de “importância fulcral” e considerou “inaceitável” que o PDM, “o instrumento de gestão por excelência”, não tenha sido ainda revisto, lembrando que “nesta matéria foi pela mão do PS de Sardoal, pela pressão feita ao executivo em exercício”, na altura ainda na presidência de Fernando Moleirinho, que “se reativou o processo de revisão do PDM” há vários anos “completamente parado”.

“A revisão o PDM será o nosso foco e não descansaremos enquanto não concluirmos ao seu processo de revisão”.

Falando na gestão Social Democrata apontou para os Censos de 2021 e para um decréscimo da população do concelho de Sardoal, na ordem dos 10,5% nos últimos 10 anos, e indicou que Sardoal, nestes quase 30 anos de PSD no poder, perdeu “mais de 25% da população. Quem foi embora foram sobretudo os jovens, que seriam a sustentabilidade da demografia do concelho. Muitos deles com formação superior” representando “uma mais valia aos mais variados níveis”.

Pedro Duque defendeu ainda a “proximidade dos serviços municipais” e a necessidade de “reorganizar os serviços e prestar um conjunto de valências mais abrangente à população”, nomeadamente em matérias que influenciam diretamente a qualidade de vida, como o apoio social ou a conservação e a manutenção de espaços públicos.

Referiu também que nesse passado, os municípios “tiveram avultados meios financeiros provenientes dos fundos comunitários, como nunca até aí os autarcas haviam tido”.

Indicou que o Município acumula uma dívida de 1,5 milhão de euros a curto prazo, ou seja, de acordo com Pedro Duque, o Município “tem logo à partida um prejuízo na ordem dos 200 mil euros a cada ano que passa”, manifestando-se “convicto que os sardoalenses saberão identificar os responsáveis no dia 26 de setembro”.

Apresentação dos canidatos do PS às próximas eleições autárquicas em Sardoal. Créditos: mediotejo.net

O candidato socialista referiu que a Câmara Municipal, “perfila-se cada vez com maior peso como o maior empregador do concelho, dispõe nesta data de 195 funcionários, o que representa um rácio de 56 funcionários autárquicos por milhar de habitantes, um rácio três vezes superior à média dos concelhos do Médio Tejo e à média nacional que se situam na ordem dos 20 funcionários por milhar de habitantes”.

Declarou que atualmente o Município de Sardoal “disponibiliza cerca de 60% do seu Orçamento para Despesas com pessoal” e criticou que “este elevado investimento nesta vastidão de recursos não se repercute na mesma proporção na qualidade de vida quotidiana dos sardoalenses”.

Outro problema apontado passa pela “perda de proximidade entre os serviços municipais e os munícipes”, não como “crítica aos funcionários do Município” mas sim “a quem, dispondo de toda esta vastidão de recursos humanos, não os tem sabido pôr ao serviço efetivo da população exercendo uma verdadeira política de proximidade”.

Por isso prometeu a realização de um Censo Municipal, “por forma a inventariar as reais necessidades da nossa população. Se quisermos exercer uma verdadeira política de proximidade temos de ter disponível a cada momento, o conhecimento de quantos somos, onde estamos, como estamos e sobretudo que necessidades temos”, defendeu. Bem como a “criação de uma equipa permanente de apoio e acompanhamento social”.

Criar uma praia fluvial no concelho, um festival anual de música no verão, promover um maior ecletismo no panorama desportivo municipal através do incentivo à prática de novas modalidades, promover também manifestações culturais enraizadas na cultura sardoalense, tais como o teatro, o fado ou folclore, integraram a lista de compromissos deixados por Pedro Duque.

O deputado do PS, Hugo Costa marcou presença na apresentação dos candidatos do seu aprtido em Sardoal. Créditos. mediotejo.net

Presente na apresentação esteve o presidente da Federação Distrital do PS, Hugo Costa, que considerou ser desta o regresso à vitória do seu partido no concelho. “O PS deve e pode ganhar as próximas eleições autárquicas”.

À semelhança do discurso realizado aquando da apresentação de Pedro Duque como candidato à Câmara, Hugo Costa voltou a referir o episódio em que o presidente em exercício criticou os deputados do PS por fazerem perguntas ao Governo sem consultar previamente o presidente de Câmara.

“Em nenhum concelho os deputados perguntam ao presidente de Câmara antes de fazer a pergunta ao Governo”, afirmou, criticando as queixas do PSD à oposição interpretando tal como “sinal de medo, de perder as eleições”.

Com as eleições autárquicas à porta Hugo Costa deu conta de serem “vários os presidentes de Câmara do PS que tiveram queixas do PSD na CNE (Comissão Nacional de Eleições) e nenhum veio a público queixar-se”.

A comendadora Francelina Chambel presente na apresentação dos candidatos do PS. Créditos: mediotejo.net

Discursou ainda a comendadora Francelina Chambel, ex-presidente da Câmara de Sardoal e uma das primeiras cinco mulheres portuguesas a ocupar esse cargo em 1976.

Considerou que Sardoal “precisa de grande mudança” dizendo que “o poder autárquico entrou numa grande estagnação”. Por isso aconselhou os candidatos socialistas a oferecerem condições para a mudança e a perfilarem-se como defensores de Sardoal.

Adérito Garcia, cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal, anunciou que o grande objetivo passa por aproximar aquele órgão à população avançando com a descentralização das sessões, ou seja, que todas as freguesias vão ter uma Assembleia Municipal por ano nos seus territórios. Também o regimento será alterado passando o momento dos munícipes colocarem questões aos deputados municipais para o inicio da reunião.

O candidato quer ainda a implementação de fóruns temáticos com especialistas e criar o parlamento municipal jovem, bem como uma Assembleia Municipal com rigor, isenção e transparência.

Adérito Garcia, cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal de Sardoal. Créditos: mediotejo.net

“Na vida a única constância é a mudança”, citou defendendo “um concelho mais dinâmico e com respostas para todos. Este é o tempo!”, afirmou.

O Partido Socialista concorre a todos os órgãos autárquicos concelhios e apresenta Adérito Garcia, 47 anos, gestor de empresas, como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Sardoal.

Miguel Alves, atual presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, é recandidato pelo PS a um novo mandato. Créditos: mediotejo.net

Foram também apresentadas as candidaturas às Assembleias de Freguesia de Alcaravela com Luís Lopes como cabeça de lista, a Santiago de Montalegre com a liderança de João Navalho, Sardoal com a recandidatura de Miguel Alves e Valhascos com José Ribeiro.

O mandatário da campanha do PS Carlos Duarte, vereador socialista em exercício, no inicio da apresentação lembrou que o PSD governa o concelho desde 1993, corroborando a vontade de mudança apoiada num projeto político “que tem passado, história, fruto de uma herança dos que lutaram por Sardoal”.

Carlos Duarte, mandatário da campanha do PS de Sardoal. Créditos: mediotejo.net

Na apresentação dos candidatos do PS, que decorreu no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, compareceu igualmente Mara Lagriminha, deputada à Assembleia da República, eleita pelo círculo eleitoral de Santarém, e presidente da Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas de Santarém.

Pedro Miguel Lobato Duque é natural de Alcaravela, Sardoal, e licenciado em Gestão de Empresas. É inspetor da Autoridade Tributária e dirigente associativo, e desempenha o cargo de vereador na Câmara Municipal de Sardoal, eleito pelo PS, desde 2005, fazendo igualmente parte dos órgãos distritais de Santarém do partido.

Além do atual vereador Pedro Duque, Miguel Borges, atual presidente da autarquia, recandidata-se pelo PSD. A CDU tem Fernanda Castelo Branco como a sua cabeça de lista, ao passo que o CDS anunciou o nome de Rodrigo Freitas e o Chega o de Raquel Marques.

Nas anteriores eleições autárquicas em Sardoal, o PSD elegeu três elementos para o executivo e o PS elegeu dois vereadores.

C/LUSA

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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