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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Autárquicas | Candidato do BE a Abrantes promete ser “voz incómoda” e de “transformação” (c/video)

Com o mote ‘Mudança Já!”, o atual vereador do Bloco de Esquerda (BE) em Abrantes, Armindo Silveira, anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal nas eleições autárquicas tendo afirmado querer ser agente de “transformação” e “ampliar uma voz incómoda” aos poderes instalados.

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O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal de Abrantes, disse querer “reforçar o número de eleitos” aos vários orgãos autárquicos, seja no executivo, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia, de modo a “ampliar uma voz incómoda aos poderes instalados”, abordando “assuntos que mais ninguém discute” e, ao mesmo, “apresentar propostas de transformação e de mudança” no concelho.

Numa intervenção que contou com a presença de Catarina Martins, coordenadora nacional do BE, e que decorreu no Jardim da República, no centro histórico da cidade, perante cerca de meia centena de apoiantes, Armindo Silveira destacou “a reabilitação urbana e a sustentabilidade ambiental” como alvos estratégicos, num total de oito pilares anunciados.

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Candidato do BE em Abrantes promete ser “voz incómoda” e de “transformação”

Na vertente da reabilitação e habitação, o BE defende a “criação das ARU´s (áreas de reabilitação urbana) necessárias para uma cobertura mais efetiva do território”, ao passo que, ao nível das “florestas, dos ecossistemas e da sustentabilidade da vida” o partido “quer valorizar os espaços públicos com um programa de plantação de arvores para fruição dos espaços e mitigação das alterações climáticas”, assim como “conceber um plano ambicioso de aquisição de terrenos para preservar, regenerar e florestar para potenciar a biodiversidade e tornar a floresta mais resiliente”.

Armindo Silveira destacou ainda a importância da “valorização e preservação da memória coletiva e do património de todos” enquanto “estratégia de desenvolvimento para potenciar o turismo cultural, aliado ao turismo ativo e de natureza”, tendo defendido “soluções de proximidade” na prestação de cuidados de saúde.

Ao nível da educação e requalificação do Parque Escolar do concelho, o candidato do BE defendeu a “construção de um Centro Escolar Moderno” na União de Freguesias (UF) de Alvega e Concavada “para fixar alunos e jovens como forma de evitar o êxodo populacional”, e “acompanhar a requalificação da Escola Otávio Duarte Ferreira”, em Tramagal, “e as obras necessárias na Escola Profissional e Desenvolvimento Rural e Agrícola”, em Mouriscas.

Com o mote ‘Mudança Já!”, o atual vereador do Bloco de Esquerda em Abrantes, Armindo Silveira, anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal

Ao nível da economia, o bloquista defendeu como “prioridade” o “retorno do mercado diário ao seu edifício de origem”, a par de uma “discriminação positiva” para o comércio tradicional, e, em termos culturais, fazendo referência ao futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte e à futura Rede de Museus de Abrantes, reclamou a “escolha de uma pessoa de reconhecido valor para chefiar o novo desafio”. 

VIDEO: INTERVENÇÃO DE ARMINDO SILVEIRA, CANDIDATO DO BE:

O candidato do BE fechou a sua intervenção assegurando querer dar “voz às populações para se pronunciarem ao abrigo da nova Lei das Freguesias”, tendo defendido que as mesmas “tenham mais autonomia financeira e menos dependência do executivo autárquico”.

A coordenadora nacional do partido disse que o BE “já provou ser capaz de mudar as politicas autárquicas”, trazendo temas à discussão que, “se não fosse o Bloco não estariam em cima da mesa”, e defendeu a criação de um “parque habitacional público, para que as pessoas possam viver condignamente”, e que seja gerido também pelas autarquias.

Catarina Martins, coordenadora nacional do BE

Catarina Martins disse ainda que “é com esse património de sabermos que começamos a mudar a politica autárquica que nos candidatamos, com a expectativa de aumentar os nossos eleitos”, tendo feito notar o “enorme orgulho com o trabalho que o Armindo (Silveira) tem feito em Abrantes, com o poder económico incomodado com a sua primeira eleição, sinal que fez um excelente trabalho e que o vai continuar a fazer”.   

VIDEO: INTERVENÇÃO DE CATARINA MARTINS, COORDENADORA BE:

   

Armindo Silveira tem 56 anos, é licenciado em Ciência Política e Administrativa pela Universidade Aberta, integrou a Assembleia Municipal de Abrantes entre 2013-2017 pelo BE, partido pelo qual foi eleito vereador em 2017.

Em comunicado, a concelhia do BE justifica a escolha afirmando que “enquanto deputado municipal exerceu um constante escrutínio às opções políticas do executivo de maioria PS” e que, com a sua eleição de vereador em 2017, “aprofundou esse escrutínio, tornando-se uma voz incómoda no executivo da Câmara Municipal de Abrantes”.

Carlos Dias é o mandatário da candidatura do BE em Abrantes

O BE apresentou na sessão o nome de Carlos Dias como mandatário da campanha, e o de Pedro Grave, 47 anos, Operador de Produção Térmica, como candidato à Assembleia Municipal de Abrantes, tendo ainda anunciado candidaturas a quatro das 13 freguesias do concelho.

Pedro Grave, candidato do BE à Assembleia Municipal de Abrantes

“Bem sabemos que não é fácil encontrar quem esteja disposto a enfrentar o poder instalado por aqui há demasiado tempo, a mensagem mais ou menos velada é para estarmos sossegados, que “eles” é que sabem e tratam das nossas vidas por nós, é só não levantar poeira e estar quietos e calados com a política, que disso se encarregam os iluminados do poder. E eu digo, nós dizemos: Mudança Já!”, afirmou Pedro Grave na sua intervenção.

O candidato à Assembleia Municipal disse ainda que “precisamos exercer a cidadania, reforçar a democracia, cumprir um apelo e prestar o nosso serviço à comunidade. Contamos todos, o esforço é de equipa e vamos apoiar-nos uns aos outros. Não podemos deixar o que é de todos entregue apenas a alguns, por tanto tempo, com os prejuízos visíveis e acentuados para Abrantes e suas gentes”.

Muito crítico relativamente à atual gestão de maioria socialista, Pedro Grave lembrou que “o bem comum precisa de todas as contribuições” e que “as sugestões e vontades das minorias também são de Abrantes”, tendo afirmado que “o poder instalado até agora é absoluto e autista, auto-validado e auto-elogiado, tem minado, asfixiado e estreitado a democracia local”.

Tendo defendido que “as candidaturas autárquicas do Bloco de Esquerda no Município de Abrantes são da cidadania, vêm participar na luta que travamos”, e “vêm insuflar o necessário oxigénio na agonizante democracia local”, Grave elencou algumas das lutas que o BE pretende continuar a travar, como “a revogação da demolição do edifício do antigo mercado diário, sua requalificação e subsequente regresso do mercado diário ao seu local natural, a prossecução da instalação de um julgado de paz em Abrantes, com a consequente agilização de processos e redução de custos, a alteração do horário das sessões de Assembleia para horário pós-laboral, conforme sempre tinha sido e é desejável que volte a ser”.

Armindo Silveira, candidato à Câmara Municipal, ladeado pelos candidatos às 4 Assembleias de Freguesia do concelho de Abrantes

Marisa Grácio, operária fabril, concorre à Assembleia da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede (esteve representada na sessão por Susana Dias), Eduardo Jorge, assistente social, é o cabeça de lista à União de Freguesias de Alvega e Concavada, Vasco Catroga, técnico de manutenção, concorre à União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, e João Carlos Pio, operário fabril, à Assembleia de Freguesia de Tramagal.

Catarina Martins, coordenadora nacional do BE, rodeada pela equipa apresentada às eleições autárquicas

Nas últimas eleições autárquicas em Abrantes, o PS elegeu cinco elementos para o executivo, ao passo que BE e o PSD elegeram um vereador cada.

As eleições autárquicas estão agendadas para o dia 26 de setembro.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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