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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Autárquicas | Bloco de Esquerda renasce na Sertã para “fazer a diferença” (c/áudios)

Depois de duas eleições autárquicas em que o Bloco de Esquerda não concorreu no concelho da Sertã, o partido regressa este ano determinado a conquistar lugares na Câmara, Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia de Carvalhal e Pedrogão Pequeno, autarquias onde concorre.

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Os candidatos foram apresentados no dia 2, na Alameda da Carvalha, perante cerca de quatro dezenas de apoiantes, entre os quais estava José Gusmão, Eurodeputado do BE.

António Manuel Coelho, candidato à Câmara Municipal, Nuno Costa, candidato à Assembleia Municipal, e André Fernandes e António Costa, candidatos às Freguesias do Carvalhal e Pedrógão Pequeno, respetivamente, são os cabeças de listas.

Para José Gusmão, o trabalho que o BE tem desenvolvido na região e o impacto que tem tido são um bom indicador para as eleições autárquicas.

“Se o Bloco já consegue deixar esta marca, se já consegue fazer a diferença, se já consegue suscitar respostas e reações, imaginemos o que poderá ser se tiver eleitos no Município e nas Freguesias”, desafia o Eurodeputado.

A apresentação decorreu na Alameda da Carvalha. Foto: mediotejo.net

Referia-se a iniciativas recentes de perguntas na Assembleia da República, comunicados e ações em defesa da floresta e do ambiente, de melhores acessibilidades e melhores serviços de saúde.

Criticando a inação do Governo, José Gusmão lembrou “a voz de inconformismo” em relação aos problemas de poluição nas ribeiras da Sertã, a questão do Raio-X avariado no Centro de Saúde e a “Declaração de Cernache” em defesa da EN238 que juntou as autarquias de Sertã e Ferreira do Zêzere, mas que depois não teve seguimento.

O Eurodeputado considerou “muito importante” a candidatura do BE aos órgãos autárquicos porque “interrompe um ciclo de eleições autárquicas sem a presença do partido” e porque “essa ausência contribuía para o afunilamento da política local do concelho entre PS e PSD”.

Na sua opinião na Sertã vive-se um “regime democrático empobrecido, numa espécie de competição de alternância, sem alternativa política, uma espécie de democracia de coroa em coroa”.

As questões do ambiente, da floresta e dos serviços são, para José Gusmão, questões centrais nas candidaturas do BE na região do Pinhal Interior.

A propósito de floresta, mais uma vez criticou o Governo pela “incúria a quem tem sido votado o nosso património natural, fundamental para o desenvolvimento do interior”, denunciando a “ausência de uma política da parte das autarquias e do governo”.

Os candidatos como Eurodeputado José Gusmão e uma apoiante. Foto: mediotejo.net

O encerramento de serviços públicos, de valências, problema “que se tem agravado no interior”, leva, na opinião do orador, “ao empobrecimento um pouco por todo o interior”.

Lamentou que a maior parte das verbas do Plano de Desenvolvimento e Resiliência, a chamada “Bazuca”, estejam direcionadas para os grandes centros, defendendo “uma estratégia para todo o país”, ao mesmo tempo que criticou o poder local “conformado com a estratégia de prioridades do governo”.

BE quer ser “lufada de ar fresco” na política local

António Coelho afirma candidatar-se à Câmara “para dizer basta de andarmos sempre na cepa torta”. Entende que “o concelho não evolui e não tem perspetivas de futuro para os jovens e para as famílias”.

O candidato de 59 anos denuncia as condições em que se encontram as estradas EN2 e EN238, “uma vergonha, bastante degradadas em geral”.

Elencou uma série de problemas que considerou “medievais” e com os quais quer acabar, desde as ervas nas rotundas e estradas em terra batida, à falta de passadeiras e de sinalização.

No seu discurso prometeu “melhorar o concelho e trazer uma lufada de ar fresco”, identificando a necessidade de criação de mais postos de trabalho “para que os jovens não tenham de sair do concelho em busca de oportunidades”. Nesta linha comprometeu-se a lutar para que o concelho tenha uma escola superior do Politécnico de Castelo Branco.

António Coelho é o cabeça de lista à Câmara da Sertã pelo BE. Foto: mediotejo.net

No campo da saúde criticou a falta de resposta dos serviços locais, ao mesmo tempo que prometeu reduzir as tarifas da água, desenvolver o turismo e a cultura e melhorar o ambiente e a qualidade de vida.

Numa vila que “merece ser cidade”, António Coelho mostra-se confiante na sua eleição e promete ser “um presidente de atos, de compromisso e de muita responsabilidade”.

“Somos capazes de fazer mais e melhor”, foi o mote da intervenção do candidato pelo BE à Assembleia Municipal. Num concelho onde tem raízes, Nuno Costa pretende “valorizar o potencial humano que existe no concelho”, “ir ao encontro das necessidades do povo” e “contribuir pra o bem-estar de todos”

A terminar, prometeu “empenho, dedicação, clareza e trabalho” para “fazer do concelho da Sertã uma referência na região Centro”.

Os candidatos às duas juntas de freguesia a que o Bloco se candidata – António Costa Antunes em Pedrógão Pequeno e André Fernandes no Carvalhal – também fizeram intervenções curtas onde expuseram o que os levou a candidatarem-se e os seus principais objetivos.

Nuno Costa encabeça a lista do BE para a Assembleia Municipal da Sertã. Foto: mediotejo.net

Nas eleições autárquicas de 2009, as últimas às quais o BE concorreu, esta força política obteve apenas 171 votos (1,62%). Mesmo assim foi a quarta força mais votada.

Em termos políticos, o concelho parece estar cada vez mais polarizado. Nas últimas eleições, o PSD reconquistou a maioria na Câmara com 58,43% (5.331 votos – cinco mandatos na Câmara), enquanto o PS obteve 3.054 votos (33,47% – 2 mandatos).

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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