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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Autárquicas | BE de Torres Novas está em campanha e desta vez é para ganhar

Helena Pinto é a cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) às autárquicas de Torres Novas. A candidatura foi apresentada na tarde deste sábado, 4 de março, para uma sala cheia na Praça do Peixe, na cidade torrejana. Ao evento compareceram a coordenadora do BE nacional, Catarina Martins, e João Semedo. Desta vez, frisou o deputado do BE na assembleia municipal, João Lopes, o objetivo é mesmo ganhar a Câmara Municipal.

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Os discursos foram marcados por uma análise crítica aos últimos anos de gestão socialista, lembrando o anúncio recorrente de grandes empreendimentos imobiliários que nunca chegaram a realizar-se, e muitas críticas à ação de Pedro Ferreira. “O BE está disposto a” terminar com “este quarto de século de poder absoluto. Não vamos à luta para cumprir campeonato (…), mas para ganhar”, frisaria João Lopes.

Helena Pinto lembrou os temas polémicos que marcaram o último mandato, como o Almonda Parque e o Convento do Carmo. Foto: mediotejo.net

Helena Pinto teceu duras críticas ao executivo do presidente do PS, Pedro Ferreira, referindo que se governa “para o imediato”, sem “estratégia” e sem “ideias”. “Houve expectativas”, recordou, mas o “novo ciclo” que se prometia em 2013 acabou por se reduzir a uma continuidade da política de António Rodrigues.

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Lembrou de seguida os temas que marcaram as polémicas deste último mandato, como o fim das empresas municipais, o pagamento da indemnização do Almonda Parque em poucos meses, o contrato do terminal rodoviário ou a obra do Convento do Carmo. “Os fins justificam todos os meios?”, questionaria a atual vereadora, que manteve nestes quatro anos uma posição muito assertiva e contestatária no executivo municipal. “Estivemos muitas vezes sozinhos, do lado do interesse público”, recordou.

A autarca defendeu a necessidade de repovoar o centro histórico, com estruturas e equipamentos que possam permitir esse desenvolvimento, e de potencializar o rio Almonda, cujo abandono é “propício” aos problemas de poluição. “Precisamos de colocar um travão às empresas poluidoras”, frisou, não hesitando em apontar o dedo à Fabrióleo. Terminaria ainda a defender um serviço multimunicipal de recolha de resíduos urbanos.

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Já Catarina Martins abordaria a precariedade laboral, frisando a importância das autarquias locais na luta pela melhoria da vida das populações. “A política local não é um concurso de promessas, é do mais sério que existe”, comentaria.

“Que grande candidata, que grande campanha temos pela frente”, afirmou Catarina Martins, lembrando que há quatro anos iniciou a campanha eleitoral autárquica em Torres Novas, município então com maioria absoluta do PS mas onde o BE acabou por conseguir eleger pela primeira vez uma vereadora, reduzindo a margem dos socialistas.

Catarina Martins aproveitou a ocasião para lembrar a luta contra a precariedade laboral. Foto: mediotejo.net

Ao mediotejo.net, Helena Pinto referiu que “prevê-se uma campanha muito participada e muito dura”. “Espero que seja possível durante a campanha debater todas as ideias, que todas as forças políticas se disponibilizem para o debate, isso é o principal numa campanha. Cada força política tem o seu programa, agora é preciso debater as ideias, confrontar as ideias, para que o eleitorado possa escolher em consciência. Espero que seja possível fazer esse debate durante a campanha e não cada um” por si.

O modelo de campanha será semelhante de há quatro anos, “iremos a cada casa, a cada aldeia, sobretudo levar as nossas propostas”. “Estamos aqui a pedir o apoio do povo para governar Torres Novas”, terminou.

A Câmara Municipal de Torres Novas tem atualmente quatro eleitos do PS (44,67%), um do PSD (17,14%), um da CDU (16,03%) e um do BE (9,92%).

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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