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Domingo, Junho 13, 2021

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Autárquicas | António Rodrigues avança com candidatura independente à Câmara de Torres Novas

Há muito que se falava na possibilidade e na terça-feira, 4 de maio, por fim tornou-se realidade: António Rodrigues, o histórico presidente socialista que esteve 20 anos à frente da Câmara de Torres Novas, vai recandidatar-se às eleições autárquicas deste ano, desta feita como independente, encabeçando o movimento P’la Nossa Terra.

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Foi numa sede de campanha lotada, na avenida dos Bombeiros Voluntários, que António Rodrigues confirmou que avança para a corrida à Câmara Municipal. Afirmando que não concorre contra ninguém, frisou, porém, que entra para ganhar e é só o lugar de presidente que tem em mente.

“Estou a concorrer só para Presidente da Câmara de Torres Novas”, afirmou, quando questionado se ficaria como vereador da oposição caso perdesse. Uma resposta mais objetiva a esta pergunta foi relegada para depois das eleições. 

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António Rodrigues, 66 anos, empresário, está atualmente a realizar uma tese de doutoramento sobre o modelo de municipalismo para Timor-Leste, país de que foi consultor no âmbito da criação dos municípios, tema igualmente tratado na sua tese de mestrado, estando ainda a escrever um livro baseado em histórias vividas nas suas passagens por vários países onde se fala português.

VIDEO: APRESENTAÇÃO DE ANTÓNIO RODRIGUES À CM TORRES NOVAS: 

A candidatura a presidente da Câmara agita as águas políticas do concelho torrejano e pode conduzir a uma reconfiguração de forças no próximo mandato. 

O candidato disse à Lusa que se mantém como militante do PS, estando a responder a uma “obrigação cívica” decorrente dos muitos apelos que tem recebido por parte de munícipes.

António Rodrigues afirmou que o movimento P’la Nossa Terra, que apoia a sua candidatura, foi constituído há cinco anos com o objetivo de apoiar uma candidatura sua à presidência do município nas autárquicas de 2017, o que optou então por não fazer.

“Não concorro contra ninguém”, afirmou, sublinhando que o seu lema é “Por Torres Novas” e que se candidata porque acredita que “é preciso fazer muito mais” pelo concelho, apontando como áreas prioritárias a atração de investimento e a aposta na reabilitação do rio Almonda e do centro histórico da cidade.

Rodrigues foi presidente entre 1993 e 2013, tendo saído devido à limitação de mandatos Foto: mediotejo.net

António Rodrigues não apresentou a sua lista, nem os nomes que o movimento P’la Nossa Terra leva à Assembleia Municipal e às juntas de freguesia.

Deixou, no entanto, algumas linhas do seu programa eleitoral: captar investimento nacional e internacional para o território, construir um passadiço desde a nascente do Almonda até Riachos, promovendo turisticamente todo o concelho (projeto que tem estimado em 5 a 6 milhões de euros e garantiu haver financiamento europeu disponível), e recuperar o centro histórico de Torres Novas, tornando-o uma zona de lazer e convívio ao nível “de Óbidos”.

Sede de campanha, na avenida dos Bombeiros Voluntários, foi inaugurada na presença de algumas dezenas de apoiantes Foto: mediotejo.net

A par deste projetos, Rodrigues deixou ainda a intenção de concretizar o velho projeto da Casa da Cultura de Riachos e criar umas piscinas de verão, este último, segundo disse, nos primeiros dois anos de mandato. O ex-presidente e agora candidato deixou ainda a vontade de levar a efeito várias ideias que não conseguiu realizar por ter sido impedido de se recandidatar em 2013. 

A concorrer “para ganhar”, António Rodrigues vai como independente mas mantém o cartão de militante do PS, partido que afirma respeitar e com o qual mantém boas relações. Segundo contou, andou muito na dúvida se avançava ou não com a candidatura, mas encontrou tanto apoio na população torrejana que decidiu partir para mais este desafio, que vai ter impactos inevitáveis na vida pessoal.

Projeto de passadiço ao longo do rio Almonda é a sua ambição para um futuro mandato Foto: mediotejo.net

António Rodrigues sucede a Pedro Ferreira (PS) e a Tiago Ferreira (PSD-CDS) na apresentação de candidatura à Câmara Municipal nas eleições autárquicas deste ano.

O candidato foi presidente entre 1993 e 2013, altura em que a lei de limitação de mandatos o impediu de se recandidatar. O PS apoiou então o seu vice-presidente, Pedro Ferreira, que ganhou as eleições. Em 2017 os socialistas voltaram a apoiar Pedro Ferreira, o que retirou a António Rodrigues a possibilidade de regressar à vida autárquica.

Nas eleições autárquicas de 2017, o PS conquistou 51,3% dos votos, elegendo cinco dos sete elementos do executivo municipal, pertencendo os restantes um ao PSD (14,9%) e outro ao BE (14,5%), num concelho que tinha 31.579 eleitores inscritos.

Por lei, as eleições autárquicas têm de ser marcadas entre 22 de setembro e 14 de outubro.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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