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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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“Autárquicas 2021, uma leitura sobre a festa da democracia”, por Hugo Costa

Retomo, nesta data, as crónicas no jornal mediotejo.net, após uma ausência de alguns meses devido às eleições autárquicas, precisamente o tema que abordarei nas próximas linhas. No passado dia 26 de setembro tivemos eleições autárquicas. Esta é a verdadeira festa da democracia, onde milhares de cidadãos se envolvem para servir e apresentar propostas que consideram pertinentes para o benefício da sua comunidade. É também o momento em que todos podemos escolher os nossos “vizinhos”, aqueles que queremos ver a governar os destinos da câmara municipal, assembleia municipal e juntas de freguesia. A proximidade é, de facto, uma característica específica das autárquicas, onde os rostos que fomos encontrando nas propostas apresentadas nos é familiar por uma ou outra razão. Faço, em seguida, uma análise sobre os resultados destas eleições.
 
No distrito de Santarém, o Partido Socialista (PS) continua a ser uma força liderante. Desta forma, o resultado socialista na região é positivo. Venceu a eleição para 12 Câmaras Municipais (11 das quais com maioria absoluta), 13 eleições para a Assembleia Municipal e conquistou a liderança de 80 freguesias. O nosso distrito, com 21 concelhos e 140 freguesias, passa assim claramente a ser liderado por autarcas do PS. Este resultado, concludentemente, permite que seja o PS a propor a liderança das duas comunidades intermunicipais (Médio Tejo e Lezíria do Tejo) e da ANAFRE Distrital.
 
Por outro lado, relativamente às autárquicas de 2017 o PS perde a liderança de 3 municípios (Alcanena, Cartaxo e Golegã) e lidera agora em Ferreira do Zêzere – um facto alcançado pela primeira vez na história da democracia – e em Alpiarça. Todos estes resultados devem ser aceites como naturais, visto que em democracia é permitido aos cidadãos escolherem outras opções, nomeadamente as que considerem que melhor servem os interesses do concelho onde vivem. Na capital de distrito, gostaria de sublinhar a vitória do PS na freguesia da cidade, assim como na Assembleia Municipal.
 
Este é também o momento de saudar todos os vencedores e os que participaram neste momento eleitoral, não deixando de manifestar a minha preocupação com a abstenção que atingiu os 46% no distrito de Santarém. Aproveito para cumprimentar todos os candidatos do PS, em cada um dos 21 concelhos visto que sei que se bateram pelo desenvolvimento dos territórios.

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Teremos que, futuramente, encontrar formas de aproximar ainda mais os cidadãos das urnas, percebendo porque se demitem do dever de eleger quem os governa e toma conta dos seus interesses. Penso que esse é um trabalho de comunicação que deve começar a ser feito desde já, para que os números da abstenção venham a diminuir nos próximos atos eleitorais.

Pessoalmente, como presidente da Federação do PS, dei o exemplo de participação, encabeçando a lista de uma candidatura à presidência de um órgão autárquico, no caso, a Assembleia Municipal de Tomar.

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Por outro lado, também manifesto a minha preocupação com os mais de 13 mil votos no distrito num partido extremista, que nos deve conduzir a uma leitura mais profunda relativamente ao estado da sociedade atual. Respeitando, obviamente, a opção de voto desses eleitores, há um convite a uma reflexão que é necessária fazer. 
 
Após a festa da democracia que são as autárquicas, chega o momento de todos, independentemente da cor política que representam, continuarem o trabalho para servir os melhores interesses dos nossos cidadãos, devolvendo o voto de confiança que foi depositado nas urnas. Os resultados sublinham a importância da proximidade. Dessa forma, a Federação do PS começará, desde já, a preparar as eleições de 2025 porque o futuro começa a ser construído hoje.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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