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Domingo, Outubro 24, 2021

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Autárquicas 2021 | Resumo do debate entre os candidatos de Sardoal

A promoção do concelho a nível turístico, a atração de novas empresas e a necessidade de uma praia fluvial no concelho foram alguns dos principais temas em cima da mesa no debate que juntou à mesa a 16 de setembro os candidatos à Câmara Municipal de Sardoal nas eleições autárquicas. Num debate que teve lugar nos estúdios de televisão da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, estiveram frente a frente os candidatos Fernanda Castelo Branco (CDU), Pedro Duque (PS), Miguel Borges (PSD) e Raquel Marques (Chega).

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Raquel Marques (Chega) Tem 36 anos, nasceu a 9 de maio de 1985, é natural de Sardoal onde também reside e exerce a profissão de Supervisora de Projetos na empresa Softinsa. Concorreu às autárquicas de 2013 pelo Grupo de Independentes de Sardoal (GIS) e foi presidente do Conselho Fiscal da Associação de Jovens de Sardoal entre 2013 e 2016.

Rodrigo Freitas (CDS) O candidato tem 77 anos, é natural da Ponta do Sol, ilha da Madeira, e reside em Cabanas de Tavira. Reformado desempenhou a profissão de Despachante Privativo, junto da Alfandega de Lisboa e Gestor de uma empresa de importação. Foi deputado municipal, vice-presidente das distritais do CDS-PP de Castelo Branco e Évora e presidente da concelhia de Alandroal e Belmonte. Foi ainda secretário geral adjunto durante cinco anos.

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Fernanda Castelo Branco (CDU) Nasceu no Porto, há 59 anos, é assistente operacional no Hospital de Santo André, em Leiria. Frequentou o curso de Jornalismo na Escola Superior de Jornalismo do Porto, tendo exercido jornalismo em alguns jornais locais, regionais e nacionais, e é formada em Massoterapia e ativista em vários movimentos de proteção dos animais e da natureza.

Pedro Duque (PS) Tem 48 anos, nasceu a 5 de julho de 1973 em Panascos, freguesia de Alcaravela, Sardoal. É licenciado em Gestão de Empresas e Inspetor Tributário da Autoridade Tributária, em Santarém. Atual vereador da Câmara Municipal de Sardoal, eleito pelo Partido Socialista. Nas últimas eleições autárquicas, em 2017, foi igualmente o cabeça-de-lista do PS à Câmara Municipal de Sardoal. Integra ainda a Comissão Política Distrital de Santarém daquele partido.

Miguel Borges (PSD) É natural de Abrantes, tem 56 anos e é professor do quadro do Agrupamento de Escolas do Sardoal, no distrito de Santarém, do qual foi presidente do Conselho-Geral. Músico, presidente da Mesa da Assembleia da empresa Tejo Ambiente e o atual presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do distrito de Santarém. Foi diretor musical da extinta Orquestra Ligeira de Abrantes (OLA), da Filarmónica União Sardoalense (FUS) e do Grupo Coral do GETAS – Centro Cultural do Sardoal. Candidata-se a um terceiro mandato na Câmara do Sardoal, para fechar o ciclo para o qual foi eleito em 2013.

Economia e a necessidade de atrair iniciativa privada para o concelho. Foi este o primeiro ponto em cima da mesa no debate sobre o futuro do Município de Sardoal. “A economia empresarial de iniciativa privada no Sardoal apresenta valores muito pouco satisfatórios, quase residuais. (…) É um concelho que não tem fulgor económico, não tem giro económico”, começou por apontar Pedro Duque (PS), que defendeu maior pro-atividade, nomeadamente através da promoção do concelho em certames e feiras.

Já Miguel Borges (PSD) admite que é necessário “ir mais longe”. “E daí no nosso projeto termos um subsídio mensal para a criação de novos empregos”, disse, elencando um conjunto de propostas que inclui a isenção de IMI e tarifas de água e saneamento para novas empresas, num leque de propostas que “vêm juntar àquilo que tem sido a nossa estratégia até agora. E a nossa estratégia faz com que nos últimos três anos de fixassem 17 novas empresas no concelho de Sardoal”, defendeu.

Por sua vez, Raquel Marques (Chega) defende que “primeiro que tudo” deve ser estudada a “possibilidade de adquirir terrenos e aumentar a zona industrial”. “Queremos oferecer mais para que as empresas sintam atratividade para investir no concelho de Sardoal”, acrescentou, apontando como uma das medidas a tomar nesta área a criação de polos industriais nas várias freguesias do concelho. Ainda neste âmbito, a candidata Fernanda Castelo Branco criticou a excessiva burocratização no processo de instalação de empresas no concelho.

Turismo. Outro dos pontos mais falados neste debate. “As pessoas que vêm para o turismo vêm perder tempo”, afirmou Fernanda Castelo Branco (CDU). A mesma questão foi levantada por Pedro Duque (PS), que apontou a criação de escalas de serviço nos espaços culturais do concelho como medida a adotar para rentabilizar os recursos disponíveis, especificando ao nível do turismo religioso. “O município é altamente deficitário na promoção que poderia fazer e não faz. Nem sequer as capelas, a Igreja Matriz e os principais monumentos de interesse turístico religioso estão catalogados e devidamente sinalizados”, disse, admitindo haver “alguma inércia na perspetiva de conseguir uma estratégia integrada com a paróquia para poder estar disponível permanentemente”.

Por sua vez, Raquel Marques aponta como uma das grandes falhas a nível turístico a “mudança de identidade do Sardoal”. “Nós somos vila jardim, não somos terra pura”, defendeu. Quanto à questão do turismo religioso, sublinhou a necessidade de “arranjar uma nova estratégia para vender o Sardoal”. Mas a proposta que se destaca por parte da candidata do Chega nesta área foi a da centralização de todos os produtos turísticos (posto de turismo, espaço Cá da Terra e biblioteca) na Casa Grande dos Almeidas.

Também a Lapa e a possibilidade de uma praia fluvial esteve em cima da mesa. Com o candidato do PS a propor a criação de “um ponto que nos diferencie de todos os que nos rodeiam”, Pedro Duque deixou a ideia: “A nossa perspetiva é criar na zona da barragem da lapa e rentabilizá-la para um parque de desportos radicais”. “Propomos a criação de uma praia fluvial numa das ribeiras do concelho com nascente própria, a montante de qualquer ETAR”, expos ainda.

Miguel Borges (PSD) anunciou a intenção de “explorar turisticamente” a zona a montante à área de lazer na Lapa, sublinhando que a questão da barragem é “uma falsa questão”. “Chegámos a ter um projeto para requalificar, para fazer uma zona de lazer da Lapa, mas precisava do aval da Agência Portuguesa do Ambiente e não permite em qualquer barragem a montante construir qualquer equipamento até uma distância bastante grande”, disse, afirmando ainda que não obstante o turismo ser fundamental, “as coisas não podem nascer de forma desgarrada”.

Quanto à área do ordenamento do território, ambiente e habitação, o destaque é para o processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), atualmente em curso. Com Miguel Borges (PSD) a sublinhar que a gestão do território “passa muito pela floresta” e que, nesse sentido, já foram definidas “duas grandes áreas da gestão da paisagem”, o candidato referiu também a intenção de reforçar as medidas de redução de consumo energético bem como a disponibilização de habitação a custos controlados.

Para Raquel Marques (Chega), é necessário “redefinir o plano municipal de ordenamento do território para que haja uma boa gestão do território e que seja ambiciosa e sustentável” e “definir e reclassificar áreas em função do seu potencial e analisar todas as ameaças”. A candidata destacou ainda a necessidade de preservar o olival e as áreas de pinheiro bravo, bem como a preservação de paisagens e espécies, com destaque para o sardão.

Já Fernanda Castelo Branco (CDU) colocou enfoque na habitação. “Está muito degradada. Nenhum jovem quer ir para uma casa a cheirar a mofo. Tem de haver intervenção muito ativa da Câmara”, vincou. Por sua vez, Pedro Duque (PS) sublinhou a necessidade de implementar apoios à natalidade e escolares, bem como a melhoria das condições de qualidade de vida de modo a atrair população e inverter a tendência de decréscimo.

Na educação, Raquel Marques (Chega) referiu a intenção de criar polos universitários nas áreas da floresta, ambiente e indústria, enquanto Fernanda Castelo Branco (CDU) sublinhou que “a educação do Sardoal tem que se adaptar ao Sardoal”. Enquanto Pedro Duque (PS) destacou a importância de estabelecer protocolos com entidades do ensino superior ao nível da olivicultura, vinho, floresta e construção civil, Miguel Borges (PSD) destacou que nunca o concelho teve tantos alunos como nos dias de hoje.

Já na cultura, o assunto quente foi a necessidade de diversificar e ir ao encontro aos gostos dos sardoalenses, com críticas à governação social-democrata pela aposta nos encontros internacionais de piano. “Não devemos ter foco tao nessa manifestação cultural”, disse Pedro Duque (PS). “Devemos reduzir a quantidade de vezes desses eventos e diversificar um pouco, dar palco a outro tipo de eventos”, defendeu por sua vez Raquel Marques (Chega).

Recorde o debate na íntegra entre os candidatos à Câmara Municipal de Sardoal no nosso canal de Youtube:

Numa caracterização do concelho, Sardoal tem um território com 92 km2, tem 3.526 habitantes, sendo 3.197 eleitores. Em 2020, no município do Sardoal, estiveram, em média, por mês, 140 desempregados inscritos nos centros de emprego, sendo a percentagem de desemprego de 5,8%. O município do Sardoal tem a menor percentagem de empresas criadas, entre os municípios do Médio Tejo. O concelho conta com quatro freguesias: Sardoal, Alcaravela, Santiago de Montalegre e Valhascos.

O Partido Social Democrata governa o concelho desde 1993, terminando com a gestão socialista que vinha de 1976. Em 2017, o PSD com 56,13% dos votos, conseguindo eleger três vereadores. Nas últimas eleições para o poder local, o PS obteve 36,06% dos votos expressos, tendo conseguido eleger dois elementos para a Câmara Municipal.

São cinco os candidatos que avançam à Câmara Municipal de Sardoal. Três repetem a corrida, Miguel Borges pelo PSD, Pedro Duque pelo PS e Fernanda Castelo Branco pela CDU. Os restantes dois partidos, Chega e CDS, não concorreram em 2017.

CANDIDATOS AO CONCELHO DE SARDOAL

Chega

Câmara Raquel Margarida Navalho Marques

CDS

Câmara Rodrigo Freitas

CDU

Câmara Fernanda Castelo Branco
Assembleia Municipal Júlio Manuel dos Santos

PS

Câmara Pedro Duque
Assembleia Municipal Adérito Garcia
Sardoal Miguel Alves
Valhascos José Ribeiro
Santiago de Montalegre João Navalho 
Alcaravela Luís Lopes

PSD

Câmara Miguel Borges
Assembleia Municipal Miguel Pita Alves
Sardoal César Grácio
Alcaravela Paulo Casola 
Santiago de Montalegre Dora Santos
Valhascos Duarte Batista

 

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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