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Sábado, Outubro 23, 2021

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Autárquicas 2021 | Resumo do debate entre dois dos cinco candidatos de Mação

Este foi um debate atípico, desde logo porque contou com presença de apenas dois dos cinco candidatos à Câmara Municipal de Mação nas próximas eleições autárquicas – e com um deles a participar por videoconferência. Ao longo de uma hora e meia, José Janeiro (Chega) e Vasco Estrela (PSD) debateram o concelho em torno de grandes temas como a perda e envelhecimento da população, o futuro da floresta e as propostas para uma nova paisagem e sustentabilidade, a preservação do rio Tejo, o desenvolvimento económico, a educação, a saúde e as apostas culturais.

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NOTA
Todos os candidatos foram convidados nos mesmos moldes e na mesma altura. Nuno Barreta (PS) mostrou desde logo indisponibilidade em participar após a receção do convite, tendo o mesmo sucedido com o candidato Tiago Sá (CDS-PP). Na manhã do dia 15, também o candidato José Matos (CDU) informou o mediotejo.net e a rádio Antena Livre da sua indisponibilidade em estar presente no debate, invocando motivos profissionais.
O mediotejo.net e a Rádio Antena Livre gostariam de ter dado a conhecer as propostas e opiniões de todos os intervenientes neste ato eleitoral no concelho de Mação, mas nessa impossibilidade, e por decisão dos próprios, optou-se por realizar o debate com o candidato do Chega e com o candidato do PSD.

Vasco Estrela (PSD) Atual presidente da Câmara, 50 anos, militante de base do PSD, advogado de formação, está a concluir o seu segundo mandato depois de ter sido eleito em 2013. É vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Preside à direção da Pinhal Maior – Associação Desenvolvimento do Pinhal Interior Sul. Recandidata-se a Mação com o lema “Fazer com Todos”, pretendendo dar continuidade ao projeto iniciado há 8 anos caso seja eleito para um terceiro mandato.

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José Janeiro (Chega) Residente em Vila Nova da Barquinha e natural de Almofala, na Guarda, José Alberto Janeiro, 63 anos, é licenciado e mestre em gestão de empresas. Não tem experiência associativa ou política, e diz concorrer a Mação para combater “o alheamento” dos maçaenses relativamente ao que podem fazer pela sua terra. A sua candidatura assenta no lema “Diga que Chega! Experimente Mudar!”.

Nuno Barreta (PS) Enfermeiro, 45 anos. Vereador de oposição na Câmara Municipal eleito em 2017. Natural de São José das Matas (Envendos), é especialista em enfermagem comunitária e perito da Ordem dos Enfermeiros em saúde comunitária, a desempenhar atividade profissional no Centro de Saúde de Mação desde 2001, estando ligado à Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo (ACES Médio Tejo).

Tiago Sá (CDS-PP) Arquiteto de formação / assessor de comunicação e imagem, 38 anos. Tem sido o cabeça de lista à Câmara pelo partido desde as eleições de 2013.

José Henriques de Matos (CDU) Motorista, 61 anos. Sem filiação partidária, é o cabeça de lista da Coligação Democrática Unitária à Câmara. Esteve durante anos ligado à restauração, como chefe de cozinha.

Com José Janeiro (Chega) nos estúdios de televisão da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, no Tagusvalley, e Vasco Estrela (PSD) a participar por videoconferência devido a estar em isolamento por contacto com um caso positivo de covid-19, o debate foi conciso e fluiu sem grandes confrontos.

Para o cabeça de lista à Câmara pelo Chega, Mação representa um “desafio”, tendo referido que conheceu o concelho há 25 anos e sempre o entendeu como sendo “um concelho de referência, a nível de riqueza e desenvolvimento”. 

José Janeiro afirmou que não ser maçaense tem “vantagens e inconvenientes”, mas lembra que pode assim “olhar para Mação com outro olhar”, porque olha “de fora”.

“Vejo talvez aquilo que os locais não veem, mas têm um inconveniente evidente, eu posso conhecer menos Mação do que os candidatos que são naturais de lá”, assumiu.

“Olho para Mação como um projeto de desenvolvimento. Foi isso que me levou a continuar nesta saga, de me envolver com Mação”, referiu, apontando como preocupação a perda de identidade do concelho e falando em abandono da terra.

Um dos seus desígnios é “voltar a repor o território naquilo que é o slogan de Bons Ares e Bom Azeite, em termos globais, a agricultura local”.

Refere que não terá uma primeira medida, entendendo que ao não conhecer “aprofundadamente o território” a primeira coisa que quer fazer é “analisar e avaliar, e a seguir planear e estruturar como vou levar aquilo que eu penso e que penso que será o melhor para Mação ao seu desenvolvimento”.

Por seu turno, Vasco Estrela, recandidato à autarquia maçaense pelo PSD, começou por lamentar não poder estar presente fisicamente nos estúdios, por estar em isolamento.

O candidato social democrata comentou ainda, em jeito de lamento, o facto de “em cinco candidatos, apenas só dois candidatos tenham podido ou querido estar presentes” nesta iniciativa do debate autárquico.

“É uma situação que vai acontecendo, e é pena que não aproveitassem esta oportunidade para podermos debater um pouco aquilo que são as nossas propostas sobre o concelho de Mação e, mais do que isso, os enormes desafios que temos pela frente”, concluiu sobre este facto.

Quanto ao motivo para a sua recandidatura para um terceiro e último mandato à frente da autarquia de Mação, Vasco Estrela (PSD justificou que “tem um conjunto de projetos e iniciativas, umas em curso, outras para concretizar durante os próximos anos, que «reclamam» a minha continuidade como presidente da Câmara Municipal de Mação e também para, de alguma forma, podermos consolidar muito do trabalho que eu e a minha equipa fomos fazendo ao longo destes últimos 8 anos”.

Diz partir para esta candidatura de “consciência muito tranquila” perante o trabalho desenvolvido nos últimos anos, e afirma ter “sentimento e motivação para continuar o trabalho que vem sendo desenvolvido, terminar projetos e obras estruturantes” e avançar para “uma cabal transformação do território”.

Quanto à primeira medida que tomará caso seja reeleito, diz que irá “dar seguimento e fazer a adjudicação – se não for feita por estes dias – da requalificação das piscinas descobertas de Mação, um projeto que já foi lançado uma vez e o concurso ficou deserto, e agora foi novamente lançado e há poucos dias abertas as propostas. Espero que esse processo de se conclua para podermos iniciar essa obra”.

No que toca ao desenvolvimento económico do concelho, Vasco Estrela (PSD) sublinhou a importância da criação do Centro de negócios/Ninho de empresas que tem uma taxa de ocupação na casa dos 90%, na zona industrial de Mação, e que visa impulsionar empresas em início de atividade. O atual presidente de Câmara mencionou que se está apostar também no alargamento da zona industrial com compra de terrenos na sua envolvente.

Uma das propostas em cima da mesa é aproveitar espaços nas freguesias, que possam ser industrializados e acolher novas empresas.

O candidato do PSD relevou ainda projetos no setor da cannabis com fins medicinais/terapêuticos, sendo que dois investimentos já se estão a implantar no terreno com construção de instalações, perfazendo investimento na casa dos 10 milhões de euros. “Vão ajudar a criar muitos postos de trabalho”, admitiu.

Outra proposta é a revisão do regulamento de apoio ao empresário, que precisa ser adaptado aos novos tempos e que pretende reforçar os apoios que já são dados a nível municipal.

Por fim, releva o espaço de coworking, no âmbito de protocolo nacional com o Governo, para permitir acolher profissionais na vila, numa altura em que o teletrabalho ganhou especial destaque.

José Janeiro, candidato pelo Chega a Mação, notou que o poder de compra no concelho baixou 4 pontos percentuais, defendendo que, no que toca ao desenvolvimento económico existe um “trinómio” entre o turismo, o emprego e a economia, e que se deve apostar no setor primário e secundário.

Entre as considerações, mencionou a necessidade de posicionamento da produção local e tradicional, bem como da gestão de terras e um “fundo financeiro para gerir e atrair fontes de financiamento para melhorar a vida das pessoas” e rentabilizar as terras.Quanto à produção local, entende que pode existir um “selo de qualidade” mas “o importante é conseguir, juntamente com os empresários, colocar os produtos com gestão, marketing e vendas profissionais nos quatro cantos do mundo”.

Quanto à perda de população, José Janeiro (Chega) falou nas dificuldades de mobilidade da população, referindo que esta é importante para a criação e manutenção de emprego. Defendeu criar um programa “venha até nós, experimente viver connosco”, que passaria por dar vouchers para que as pessoas possam passar dias de semana em Mação, usando esses descontos na hotelaria, restauração, e experimentarem viver em Mação. Mas tal implica que haja rede viária em condições e qualidade de internet para apostar-se no teletrabalho.

Também frisou que é necessário apoio em todos os impostos que são responsabilidade da Câmara, melhorando a fiscalidade das pessoas e reduzindo as taxas.

Quanto ao decréscimo de população em Mação, com uma quebra de 12,6% nos últimos onze anos, de acordo com os resultados dos Censos 2021, Vasco Estrela sublinhou que o tema da perda de população tem merecido a sua atenção ao longo dos últimos anos, e que chegou a alertar por diversas vezes sobre este problema.

Os jornalistas Jerónimo Belo Jorge, da Rádio Antena Livre, e Joana Rita Santos, do mediotejo.net Foto: mediotejo.net

“Temos todos, neste momento, em todo o território nacional um enorme buraco que já é mais do que dois terços do território. Estes censos revelaram que apenas 51 dos concelhos não perderam população. Na região do Médio Tejo, todos os concelhos perderam. Os concelhos mais perto de Mação que não perderam população foram Benavente e Leiria”, lembrou.

O candidato do PSD defende medidas efetivas que têm de ser tomadas pelo poder central, essencialmente, para que haja “um choque demográfico que possa vir a mitigar este problema”. Entende que a solução passa por “medidas fiscais a sério e pelo poder central”, pois a situação custará milhões para se inverter.

“A continuar assim vamos ter milhares e milhares de aldeias deste país que ficar totalmente desertas. Não há Câmara nenhuma no país que consiga por si só resolver este problema”, aludiu.

Perante o futuro e sustentabilidade da floresta, tema muito caro para o concelho de Mação que tem sido nas últimas décadas fustigado por grandes incêndios florestais, Vasco Estrela frisou que apesar do longo historial de Mação com grandes fogos que ciclicamente mancham de negro o território do concelho, este município tem sido o que mais tem apresentado propostas e trabalhado soluções para tentar inverter a situação causada pelo “abandono do território”, e tem levado a reflexão as questões de humanização e sustentabilidade da floresta.

Falou numa floresta “altamente fragmentada”, num concelho com “80 mil prédios rústicos de 17 mil proprietários num concelho onde vivem 6500 pessoas e onde os produtores florestais não estão no concelho”, o que se reverte numa “floresta privada, onde o município e o Estado têm muitas dificuldades em poder entrar”.

“Neste momento podem estar reunidas condições para inverter esta situação, através das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem, o concelho de Mação apresentou propostas para gerir em conjunto com a Aflomação 20 mil hectares de área florestal, 10 mil para cada entidade. Assinamos os respetivos contratos e estamos neste momento a ultimar os preparativos para começarmos a fazer os planos de ação das OIGPs – operações que vão sustentar essas AIGP”, manifestou-se, esperançoso.

Ainda assim, para inverter a tendência, tem de se pensar em mudança da paisagem e ocupação do território, onde passa a entrar com as AIGP a integração de “árvores de fruto, pastorícia, turismo, recuperação de habitações, recuperação de moinhos, pôr gente no território”, gente essa que saiu do concelho e abandonou terras em busca de melhores condições de vida nos anos 50 a 70, deixando uma herança incomportável de minifúndio.

“As pessoas abandonaram o território e o concelho, e a floresta foi ganhando terreno e teve como consequência infelizmente os incêndios florestais. Em Mação e nos outros locais do país, porque só há violência dos incêndios desta maneira porque o território não está humanizado”, destacou Vasco Estrela.

Já José Janeiro (Chega) concorda que as parcelas de terreno não permitem tirar rentabilidade da floresta e do território, insistindo na possibilidade de criar um fundo financeiro que se explique às pessoas qual a finalidade para que a atual realidade seja invertida. “O eucalipto só não é a solução”, disse, acrescentando que há espaço para a agricultura tradicional.

Outro dos temas em debate centrou-se na educação e cultura. Aqui, o candidato do Chega quis acrescentar desporto e artes, e defendeu um sistema de acompanhamento do aluno para que possa concluir estudos até “onde queira ir”, tendo uma proposta neste âmbito para implementar o “Programa Aluno 100%” onde se identificam as aptidões de cada aluno, e entende que os alunos devem ter contacto com a realidade profissional desde cedo. Também entende que deve ser implementado apoio para aquisição de métodos de estudo personalizados para cada aluno. Defende uma escola em função das necessidades de empregabilidade do concelho e região.

No âmbito da cultura, entende que é “aquilo que as pessoas quiserem aderir”, crendo que se devem primeiro que tudo perceber o que pretende a comunidade e depois aplicar um programa cultural que faça jus a essas pretensões.

Vasco Estrela lembrou os vários apoios dados na área da educação, nomeadamente com transportes escolares e refeições escolares gratuitos, bem como terapia da fala, serviço de orientação profissional, serviço de psicologia, apoio à família e um programa recentemente implementado para os alunos que terminam o ensino secundário e que os ajuda a definir quais as suas ambições profissionais, entre outros.

Além disso, relembrou as bolsas de estudo para alunos do ensino superior que anualmente rondam investimento da autarquia de cerca de 30 mil euros.

Numa ótica de manutenção da atuação municipal neste campo, e tendo em consideração a responsabilização formal que advém do processo de descentralização de competências, segundo o recandidato à autarquia maçaense, está a requalificação da sede do Agrupamento de Escolas, bem como a requalificação do campo de jogos da Escola Básica e Jardim de Infância de Mação. Também em marcha está a reabilitação de um espaço na escola sede para albergar a nova biblioteca escolar, com apoio da autarquia.

Sublinhou ainda o candidato do PSD o papel da Universidade Sénior com 90 pessoas habitualmente inscritas, e o Clube Sénior que acompanha 16 grupos de idosos de todo o concelho, com diversas atividades de promoção de envelhecimento ativo para mais de 350 pessoas. “Penso que é um projeto meritório, e que evidentemente vamos fazer para intensificar esse trabalho”, admitiu.

Quanto à cultura, lembrando a conclusão do Núcleo Museológico de Ortiga, frisou que o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, na vila, tem “condições muito precárias nesta altura”, e disse que há algum tempo que a autarquia está em busca de financiamento para fazer obras de reabilitação de cerca de 200 mil euros.

Neste aspecto, as gravuras rupestres no concelho, nomeadamente no vale do Ocreza, concordam ambos os candidatos que são motivo de posicionamento de Mação a nível mundial.

Vasco Estrela (PSD).

“Mação hoje tem dos melhores centros de estudos de arte pré-histórica do país e a melhor biblioteca de arte pré-histórica do país”, asseverou Vasco Estrela. Já José Janeiro defende uma estratégia integrada a nível regional que envolva o aproveitamento turístico do património de Mação e de outros concelhos limítrofes.

Uma das pretensões do programa do PSD é avançar com um Núcleo museológico em Envendos ligado à história da indústria do presunto em Mação, tendo a autarquia adquirido uma antiga fábrica de presuntos desativada para instalar esse espaço. Há vontade de também na freguesia de Carvoeiro encontrar uma temática para instalar um núcleo museológico, para fomentar “espaços de memória” no concelho.

Relembrou o apoio ao lançamento de livros por autores do concelho, e das propostas que pretende concluir ao ser reeleito para um próximo mandato, surge a requalificação da biblioteca municipal e a necessidade de criar um arquivo municipal em Mação.

No que toca a património e preservação, também o rio Tejo mereceu atenção dos candidatos, sendo unânime a preocupação com as questões que têm marcado o Tejo pela negativa, seja pelos episódios de poluição dos últimos anos, seja pela variação de caudais que tem colocado em causa a sustentabilidade e saúde ecológica do rio.

Os candidatos do PSD e Chega defendem que a solução parte efetivamente da gestão por parte de Portugal e Espanha, e da “compatibilização dos interesses” dos dois países para regularização dos caudais ecológico mínimos.

“Ao continuar assim, vai criar sempre e sempre condições extraordinariamente graves para o desenvolvimento de atividades relacionadas com o rio”, salientou Vasco Estrela, mencionando a estratégia que tem desenhado para o aproveitamento da margem do Tejo ao longo dos 14 km de margem, desde a Barca da Amieira em São José das Matas (Envendos) até Ortiga, permitindo que a comunidade possa vivenciar as zonas ribeirinhas e que deixem de estar “de costas para o rio”.

José Janeiro (Chega) frisou que o problema do Tejo é “transfronteiriço” e que “a gestão dos caudais tem de ser exigida pelo poder central”, não podendo o município fazer muito mais do que “pressão”, que defende que deve ser feita em conjunto com outros municípios ribeirinhos. Em termos de aproveitamento do rio, entende que a nível turístico só poderá ocorrer com iniciativas como os passadiços em Ortiga, temendo que o estado recorrente do rio com baixos caudais não permite outras iniciativas além do que já é feito.

A fechar o debate, no que toca a saúde e ação social, nomeadamente quanto à disponibilidade de médicos de família no concelho, Vasco Estrela (PSD) deu conta da preocupação para o futuro, pois nos próximos três anos poderá a realidade dificultar-se com três dos quatro médicos a atingir a idade de reforma, o que poderá complicar os cuidados de saúde primários.

Mação é dos concelhos do país com maior índice de longevidade, e tal deve-se aos cuidados de saúde primários com extensões de saúde em todas as freguesias, exceto Aboboreira, além dos cuidados prestados pelas IPSS que estão em todas as freguesias, exceto em Amêndoa, segundo indicou Vasco Estrela (PSD).

Lembrou a distinção dos Lisbon Awards como Autarquia do Ano enquanto concelho amigo do idoso, e as várias iniciativas, caso da Rede Solidária do Medicamento aBem, a preparação individualizada da medicação, e o apoio do Gabinete de Ação Social da autarquia aos idosos do concelho com acompanhamento.

Reconheceu o papel das IPSS do concelho, bem como a atuação em tempo de pandemia junto dos idosos mais isolados. Focou ainda a Estratégia Local de Habitação e um contrato com o IHRU, sendo que se prevê um volume de 1,4 ME de investimento para corresponder às necessidades habitacionais do concelho. Reconheceu ainda que deverá a autarquia ponderar a promoção de habitação a custos controlados.

No programa eleitoral do PSD, consta ainda a reabilitação de extensões de saúde do concelho, caso da de Cardigos.

No que toca à saúde e às dificuldades sobre a disponibilidade de médicos de saúde familiar, José Janeiro (Chega) reconheceu que se trata de um flagelo nacional, e defende que Mação possa dinamizar um programa onde “se vá contratar ou negociar um protocolo com seguradoras de saúde” e também um sistema que auxilie na marcação de consultas e transporte dos utentes.

Na ação social, o candidato do Chega admitiu não ter propostas concretas por não conhecer muito bem a realidade de Mação, mas comprometendo-se a, se for eleito, conhecer essa realidade e tomar medidas para o efeito.

Pode ver o debate na íntegra no nosso canal de YouTube:

MAÇÃO

Fonte: Pordata

Com quase 400 km2 de área, Mação é um concelho marcadamente florestal e em muitas aldeias a vida ainda se processa em torno de atividades tradicionais como a agricultura, havendo também a aposta em indústrias como as dos enchidos e transformação de carnes. A produção de velas, a construção civil e a indústria de serração de madeiras têm forte tradição no concelho.

O Município de Mação foi aquele que mais população perdeu na última década, ex aequo com Abrantes: 12,6%. Hoje tem 6.417 habitantes e 5.862 eleitores distribuídos por 6 freguesias.

Nas últimas eleições para o poder local, em 2017, o PSD obteve 65,49% dos votos, tendo conseguido eleger 4 elementos para a Câmara Municipal. O PS elegeu 1 vereador, com 23,62% dos votos.

Candidatos ao concelho de Mação

PSD

Câmara Municipal Vasco Estrela
Assembleia Municipal José Saldanha Rocha
UF Mação, Penhascoso e Aboboreira Diogo Wahnon 
Carvoeiro Carla Martins
Envendos Raul Simões 
Cardigos Carlos Leitão 
Ortiga Rui Matos

Amêndoa Luís Lopes – Candidatura Independente apoiada pelo PSD. O candidato, atual presidente de junta, foi eleito em 2017 pelo PS.


PS

Câmara Municipal Nuno Barreta
Assembleia Municipal Carla Loureiro
UF Mação, Penhascoso e Aboboreira José Fernando Martins
Carvoeiro Luís Silva
Envendos António Alves
Ortiga Rui Dias

CDU

Câmara Municipal José Matos

Chega

Câmara Municipal José Janeiro

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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