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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Bemposta e Barquinha não querem ficar a ver passar comboios

Os autarcas de Bemposta, em Abrantes, e de Vila Nova da Barquinha continuam a reclamar pela paragem de comboios nas respetivas localidades no âmbito da nova linha do Leste, entre Entroncamento e Portalegre, reaberta em setembro.

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“Não entendemos por que motivo o comboio não tem paragem na Bemposta e esta situação está a deixar a população revoltada. Já pedimos à CP que nos explicasse os motivos e também apelei à presidente da Câmara de Abrantes para ajudar a resolver este assunto, que é prejudicial e discriminatório”, disse o presidente da junta de freguesia da Bemposta, Manuel João Alves.

A Assembleia Municipal de Abrantes e a Assembleia de Freguesia de Bemposta já aprovaram uma deliberação com vista à “obtenção de esclarecimentos” por parte da CP e para “salvaguarda dos interesses da população”.

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O regresso dos comboios à Linha do Leste, desde o dia 25 de setembro, resultou de um protocolo entre diversas entidades (CP – Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e os municípios de Portalegre, Crato, Alter do Chão e Ponte Sor) e visou permitir às populações da zona de Portalegre, sobretudo aos estudantes do Politécnico, mais uma alternativa em termos de transportes, com ligações, a partir do Entroncamento (no distrito de Santarém), a Lisboa, Porto e Coimbra, segundo o acordo estabelecido.

O serviço de transporte ferroviário de passageiros entre Portalegre e Entroncamento foi restabelecido por um período de seis meses, às sextas-feiras e domingos, sendo depois feita uma avaliação, segundo o acordo estipulado.

O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha manifestou a sua “perplexidade pelo facto do comboio não parar numa estação que é sede de concelho”, tendo feito notar que, “apesar de contactada, a CP ainda não deu qualquer resposta”.

Fernando Freire afirmou “desconhecer argumentos e estudos que justifiquem a irracionalidade”, tendo feito notar que a população “tem feito chegar à autarquia manifestações de incómodo, insatisfação e revolta”.

Fonte oficial da CP disse à Lusa que “as características dos serviços são aquelas que foram acordadas por todas as entidades subscritoras do protocolo, ao abrigo do qual a CP e a IP [Infraestruturas de Portugal] garantem as condições de realização do serviço, e as autarquias se comprometem a promover a utilização do comboio junto das populações e garantir a existência de ligações rodoviárias, articuladas com os horários dos comboios, entre as estações e os respetivos centros urbanos”.

Segundo a mesma fonte, “este horário está em vigor por um período experimental de 6 meses, após o qual serão analisados os resultados, por todas as entidades envolvidas, para decidir da sua continuidade e/ou eventuais necessidades de ajustamento da oferta”.

A CP acrescentou que, em conjunto com as restantes entidades, “vai monitorizar atentamente a reação da procura a este serviço, e não pretende tecer, no momento atual, quaisquer comentários adicionais sobre eventuais expectativas ou ações futuras”.

 

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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