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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Aulas fora da escola para alunos PIEF geram controvérsia em Abrantes

O Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) do Agrupamento de Escolas n.º 2 de Abrantes vai levar este ano os alunos para fora do ambiente escolar, uma medida que a vereadora da Educação considera “discriminatória”.

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Em causa estão duas turmas e cerca de 20 alunos, divididos por uma turma de Vocacional e uma outra de PIEF, num programa de inserção e integração social do Ministério da Educação, e o facto de a direção do agrupamento ter decidido que neste ano letivo a turma PIEF devia funcionar num estabelecimento exterior à escola.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora da Educação e Ação Social, Celeste Simão, disse ter votado “contra a medida” por entender que “os alunos PIEF são alunos PIEF porque algo no seu percurso já falhou, esta é a última linha para eles, pode ser uma última oportunidade e necessitam de ser incluídos”.

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“Retirando-os do seu meio escolar, estamos a falar de discriminação”, defendeu.

Os alunos PIEF vão ter aulas a partir desta semana numa zona residencial da Encosta da Barata, em instalações cedidas pela União de Freguesias de Abrantes, e vão almoçar no refeitório de um lar do Centro Social Interparoquial, longe da escola sede.

“Durante o meu percurso profissional lecionei turmas PIEF, fui coordenadora de vários PIEF em vários concelhos. Houve casos de sucesso e casos de insucesso, tal como no ensino regular. Mas sou completamente a favor da inclusão destes alunos no espaço escolar com os seus colegas e beneficiando das atividades que a escola promove”, vincou Celeste Simão.

Contactado pela Lusa, o diretor do agrupamento, Alcino Hermínio, disse que “a medida foi debatida e aprovada em sede de Conselho Geral e não foi imposta”, visando “o melhor para todos os alunos” integrados em PIEF, cuja idade máxima é 18 anos.

O responsável referiu que o programa PIEF tem sempre funcionado dentro da escola “mas não é inédito, a nível nacional, funcionar fora da escola”.

Estes alunos, sublinhou, “estão numa medida que é de último recurso, pelo seu passado complicado, e que os impede de estar em turmas regulares”.

Alcino Hermínio afirmou ainda que este é um projeto novo, que inclui um protocolo com a escola de bombeiros de Abrantes, e uma aposta na qual o agrupamento deposita expectativas muito positivas.

Sobre as acusações de “discriminação” da vereadora da Educação, o responsável declarou “respeitar mas não comentar”, reiterando que “estas medidas são a bem de todos os alunos”.

 

Agência de Notícias de Portugal

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1 COMENTÁRIO

  1. A Sra Vereadora Celeste Simão votou contra a medida, mas votou vencida, o que, pelos vistos, lhe custa a digerir.
    Tendo assento no órgão máximo do Agrupamento, o Conselho Geral e não o Diretor, terá tido oportunidade de explicitar os seus argumentos de especialista, consubstanciados no seu percurso profissional de lecionação de turmas PIEF, nas quais foi coordenadora de vários PIEF em vários concelhos.
    Tal argumentação não convenceu os demais conselheiros, o que demonstra que os argumentos apresentados pela Sra. Vereadora Celeste Simão não foram considerados válidos, o que não a impede de tentar contrariar, boicotar a medida do órgão que integra.
    Mas se a sua preocupação é tanta, por que motivo não assegura, enquanto autarca com o pelouro da Educação, o transporte destes alunos, ou os da turma Vocacional, para a Escola Octávio Duarte Ferreira?
    Ah!, talvez devido ao facto do interesse da Sra. Vereadora Celeste Simão por estes jovens morrer nas palavras ou, quiçá, resultar de divergências pessoais com o Diretor, que, recordo, não é o órgão máximo do Agrupamento.

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