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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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“Associativismo artístico”, por Massimo Esposito

Os dias não são fáceis para a maioria. Não falo de terrorismo, cataclismos e golpes de estado mas sim do clima “interior” de cada um de nós. A ânsia e desânimo que muitas vezes se sobrepõem à vontade de criar e avançar. Estamos num momento que a nossa sociedade está desnorteada e negativa.

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Pessoas que outrora eram positivas e empreendedoras agora estão ou falidas ou tristes… e com válidas razões.

Mas há outras (há sempre algo a equilibrar) com inclinações artísticas, que não desistem, não querem deixar de “mostrar trabalho” e progredir, e lembramos que há muitas associações artísticas que existem entre nós – de dança, pintura, música, canto, desporto, croché – que possibilitam o desenvolvimento cultural da região.

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É isto que é interessante. Afinal há pessoas de que gostam, e querem trabalhar, aprender e desenvolver e, depois, por à vista dos outros o que se está a fazer.

Não é com o fim de vender ou enaltecer o próprio EGO mas sim confrontar-se, para depois continuar e assim dar o próprio contributo ao desenvolvimento duma terra que não teve, ao princípio, muito, mas que tem um património humano de um valor incalculável.

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Pessoas de idades diferentes, de classes sociais diferentes, de ideias e “cores” diferentes mas unidos pelo AMOR à pesquisa, ao desafio que a arte cria!

O tempo ao cavalete, ao tear, a esculpir madeira… trocando impressões com os colegas, resmungando as dificuldades, enervando-se com as cores que não “ligam”, demonstra com clareza que se pode, e deve, trabalhar para poder obter resultados.

Pena que muitas vezes quem deveria orientar, dirigir e coordenar estas pessoas são indivíduos que querem “mandar”, sujeitar as suas ideias aos outros. Pessoas que através de amizades e enredos pouco claros estão naquele lugar e é isto que não faz sentido. Uma associação deveria ser um grupo de pessoas que “EM CONJUNTO” trabalham para alcançar um objectivo comum e não deve ser a capoeira dum galo qualquer.

Nós artistas queremos construir algo. Algo de bom e saudável, que possa ajudar quem até agora tinha na tasca ou na televisão o seu passatempo e oferecer como alternativa este desafio, trabalhar pela arte sem prerrogativas eleitorais ou de mandar em alguém.

Para esta razão dou os parabéns aos “artistas”, Sénior e Júnior, que com poucas palavras, mas muito trabalho (e uma pequena ajuda de autarquias e instituições interessadas no desenvolvimento cultural) estão a desenvolver uma área que até pouco tempo atrás não tinha uma forte identidade cultural.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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