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Associação de Futebol de Santarém aponta retoma das competições para 02 de maio

Os campeonatos da I e II divisões distritais da Associação de Futebol de Santarém devem ser retomados no dia 02 de maio, um domingo. A par do regresso do futebol sénior, incluindo a Taça do Ribatejo, também se aponta o regresso para aquele fim de semana dos jogos de sub-21 e dos campeonatos de futsal. Os escalões de formação também poderão iniciar atividade desportiva em breve.

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A decisão ainda não foi anunciada formalmente pela Associação de Futebol de Santarém (AFS), mas este foi o cenário mais provável adiantado ao mediotejo.net pelo presidente da associação, Francisco Jerónimo, e que resulta de uma reunião no início da semana que decorreu online e envolveu 53 clubes e perto de uma centena de dirigentes desportivos.

As opiniões não foram unânimes relativamente ao regresso dos campeonatos, suspensos desde janeiro, mas este é um cenário que a AFS deve mesmo aprovar para retoma das competições, visando realizar o número necessário de jogos que permitam a homologação dos campeonatos e definir subidas e descidas de divisão.

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O cenário avançado ao mediotejo.net pelo presidente da AFS, sempre dependente da evolução da pandemia e das diretrizes das autoridades de saúde, aponta para o reinício dos treinos em abril com retoma das competições no fim de semana de 01 e 02 de maio e encerramento da época a 27 de junho. Um cenário, aliás, em linha com o que foi divulgado na sexta-feira pela Associação de Futebol de Lisboa, que anunciou o regresso dos distritais para o dia 02 de maio.

O cenário que venha a ser aprovado pela Associação de Futebol de Santarém, apesar de alguns clubes poderem entender não participar, é de caráter obrigatório, e visa terminar a primeira fase competitiva para a AFS poder, assim, homologar a classificação de cada um dos campeonatos, e definir subidas e descidas de divisão. Não se sabe se os clubes que não queiram retomar atividade serão penalizados pela eventual decisão ou se a AFS abre uma exceção aos estatutos, num contexto muito particular, e evitará castigar desportiva e financeiramente os clubes que entendam não ter condições para o regresso competitivo.

Na reunião de segunda-feira, Francisco Jerónimo deu ainda conta que a AFS disponibilizou um plano de ajuda financeira aos clubes na ordem dos 100 mil euros, um terço dos quais a fundo perdido, sendo atribuída uma verba de 1.500 euros aos escalões seniores da 1ª divisão distrital, 1.250 euros para os sub-21 e para os clubes das 2ª divisão distrital, e 1.000 euros para os clubes de futsal, ou seja, 33% desta verba será a fundo perdido e a restante quantia é paga em 4 prestações a partir de junho de 2022, a quem entender aceder a este apoio. Além deste montante, a AFS vai reforçar o apoio às taxas de jogos, cujo desconto atual passará de 30% para 50%.

Campeonatos distritais, suspensos desde janeiro, poderão ser retomados a 02 de maio. Foto arquivo: mediotejo.net

Com as competições distritais paradas desde janeiro e na sequência da mais recente declaração de Estado de Emergência, a direção da Associação de Futebol de Santarém (AFS) reuniu a 15 de março para avaliação da atual situação, analisar as alternativas possíveis face os dados disponíveis, e discutir a retoma das competições. A decisão final será anunciada muito em breve, havendo a indicação de uma retoma competitiva a 02 de maio, sob pena de anulação das provas desta época desportiva.

A ideia passa por retomar as competições distritais com reformulação das competições porque, “se não forem retomadas, as provas são anuladas”, face à legislação em vigor, deu conta Francisco Jerónimo ao nosso jornal. “Isso implicaria deitar fora mais de 200 e tal jogos já realizados”, disse o dirigente, tendo feito notar que a decisão final foi avaliada com os clubes, que manifestaram as suas posições, uns defendendo o regresso, outros o seu contrário.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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