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Sexta-feira, Dezembro 3, 2021
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Associação ambientalista usa dados oficiais para reafirmar que Espanha não cumpre caudais de rios

A associação ambientalista Zero reiterou que Espanha não respeitou os caudais acordados com Portugal nos rios internacionais, divulgando dados do Ministério do Ambiente, que diz que os espanhóis cumpriram.

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Num comunicado divulgado na quarta-feira, a Zero usa “dados retirados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos da responsabilidade do Ministério do Ambiente de Portugal que confirmam inequivocamente tudo aquilo que foi afirmado pela associação em comunicado difundido na passada segunda-feira”.

No comunicado, a Zero defendia a revisão e melhoria da Convenção de Albufeira entre Portugal e Espanha, alertando que o país vizinho não tem assegurado todos os caudais acordados.

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No entanto, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, disse na quarta-feira que Espanha cumpriu a Convenção de Albufeira entre Portugal e Espanha, tendo assegurado todos os caudais acordados para o Douro, Tejo e Guadiana com “pequeníssimas exceções”.

João Pedro Matos Fernandes explicou que, no que diz respeito ao Guadiana e ao Douro, Espanha cumpriu a 100% os parâmetros, enquanto no Tejo, onde há obrigações de caudais semanais, trimestrais e anuais, houve “uma única” semana, na qual o débito de água não foi o esperado, devido a obras numa barragem, tendo sido “compensado largamente” na semana seguinte.

A ZERO analisou os caudais dos três rios, e identificou que no rio Douro, Espanha não assegurou o caudal integral anual de 3.500 hectómetros cúbicos no último ano hidrológico, entre 01 de outubro de 2016 e 30 de setembro de 2017, como previsto no regime de caudais convencionado.

Nos dados agora divulgados, lidos nos caudais que afluem à barragem de Miranda, lê-se que o caudal medido foi apenas de 3.192 hectómetros cúbicos.

A ZERO defende que o acordo entre Portugal e Espanha “deve ser revisto e melhorado”, aplicado de forma transparente, e mais fiscalizado.

Pela análise que a associação ambientalista fez dos dados dos caudais integrais afluentes diários de cada um dos rios, concluiu ainda que “Espanha não faz uma gestão equilibrada à escala semanal, com dias quase sem água a passar para Portugal, compensados por dias com volumes muito maiores para atingir os mínimos acordados”.

Agência de Notícias de Portugal

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