Quarta-feira, Março 3, 2021
- Publicidade -

“Artistas de rua”, por Massimo Esposito

Para começar, vamos identificar o que é a arte de rua. Ela abrange inúmeros tipos de expressão, como música, circo, teatro, dança, estátua viva e graffiti, realizados em espaços abertos, urbanos ou não.

- Publicidade -

Boa parte da população ainda os vê como artistas de segunda, pedintes e até vândalos, mas eles procuram demonstrar o seu valor como trabalhadores sérios e profissionais. Duas faces da mesma moeda? Talvez. Trata-se de um fenómeno dinâmico e complexo, que pode encontrar respostas em aspetos históricos, culturais e políticos.

Para fazer isto, podemos investigar essa questão com um olhar minucioso, orientado para as particularidades e para o cotidiano dos artistas de rua. Quem são eles? Como se apresentam? Em que lugares trabalham? Para quem? Como se relacionam com o público? Como o público se relaciona e avalia as atuações deles?

- Publicidade -

Estas perguntas são muito importantes para ter respostas verdadeiras. Por exemplo: alguns artistas de rua de circo e teatro juntaram-se e criaram há alguns anos o “Cirque de Soleil”. Quem não fica fascinado ao ver as atuações destes grandes funâmbulos, cantores e malabaristas? Não são artistas maravilhosos e profissionais?

Ou os artistas do graffiti (pintura mural)? Em Portugal temos dois exemplos, como Vhils e Bordalo Pinheiro 2 (com encomendas no mundo inteiro). A nível global, Banksy (o mais caro), Kobra (fez o maior mural do mundo no Brasil), Blu (que destruiu as obras dos últimos 20 anos para não serem vendidas no circuito mundial da arte), Mr BrainWash (presente em muitos leilões mundiais), como também o Belga Roa, para elencar alguns.

Isto demostra que o artista de rua e o artista de atelier são iguais, o que faz a diferença é como cada um se prepara como profissional, qual o seu objetivo e como se relaciona com o cliente. Quer dizer que não há diferença, quer seja uma tela ou um muro, a atitude deveria ser a mesma, apresentar algo novo e tecnicamente bem feito.

Para finalizar, se um jovem quer começar a sua carreira artística (e muitas vezes não se sabe se irá continuar e em que direção), deve preparar-se com afinco, com estudo e iniciativa. Só assim pode realmente viver da sua arte.

Bom trabalho então!

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
O seu nome

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).