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Sábado, Julho 24, 2021

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“Arte realista má e a arte conceitual”, por Massimo Esposito

Já é algum tempo que nas redes sociais se encontram artigos e vídeos de prezados críticos e artistas que atacam a arte conceitual. Mas o que é arte conceitual? É uma expressão artística que começou para dar aos artistas mais liberdade sobre a fotografia. O CONCEITO de arte expandiu os seus limites e chegou a uma “tristeza” infinita. Agora tudo se pode considerar arte “Conceitual” porque, como as elites dos críticos dizem …”se poderia entender que artista quis dizer…” ou “ o conceito intrínseco mas não expresso da obra…” e colocam uma pedra de 38 toneladas numa rua, rasgam uma tela, ou vomitam sobre telas e fazem passar tudo isto por …”arte”. NÃO! ISTO NÃO ACEITO!

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Pessoalmente não frequento exposições conceituais para não me enervar e talvez dizer coisas que melhor seriam não dizer, estou contra este tipo de expressão artística, e não entendo como possam pretender-me de ignorante, por não gostar delas. Afinal, eu sou um profissional da arte, e para mim o Rei vai nu!

Mas escrevendo as minhas ideias, um outro artista e amigo corrigiu-me em relação a arte “realista” que nem sempre é boa. Temos sempre de ter um conceito equilibrado nas coisas.

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Ele disse (transcrevo literalmente):  No entanto é necessário esclarecer aqui algumas coisas, nomeadamente o facto de atualmente – muito a reboque desta tendência de que a arte do séc. XX não presta – proliferar muita arte figurativa sem qualidade nenhuma.

Negar praticamente toda a arte não figurativa achando à partida que não presta porque não representa o “real” é um erro tremendo num país onde o conhecimento e a cultura artística sempre foi pobre.

Este facto tem vindo a fazer ressurgir os artistas e a arte figurativa, e ainda bem, mas com ela tem aparecido muita arte figurativa má na esteira de que “se é figurativo é bom”.

E aqui concordo com Renato M. Luis de que tantos “artistas caseiros” estão ocupando galerias e espaços expositivos em detrimento dum bom programa com bons profissionais. Festivais e exposições coletivas de reformados e semi-artistas estão “dar cabo” da qualidade artística que existe no nosso país.

Deveria ser feita uma seleção. Sim! Eu realizo exposições dos meus alunos dos vários laboratórios mas sempre declarando que são principiantes, coisa que não vejo em muitas “senhoras ou senhores” que pretendem realizar exposições pessoais em galerias com quadros copiados (e as vezes mal) fazendo-se passar por “artistas” e, sobretudo, temos de estar atentos à lei do plágio que manda declarar que, se o quadro não é da nossa autoria intelectual, devemos declara-lo na própria obra, para evitar de andar enganar os outros.

Por isto, sabendo que o horizonte da arte não tem confins, nós operadores artísticos, devemos certificar-nos de apresentar o melhor do nosso intelecto e técnica e os visitantes e colecionadores procurar adquirir obras de profissionais certificados.

Uma iniciativa deste tipo existe em Seia ,o festival ARTIS, onde a qualidade artística é elevada e são apresentados profissionais dedicados inteiramente à produção artística.

Espero que outros sigam o exemplo.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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