“Arte é comunicação”, por Massimo Esposito

Desde sempre que a Arte…aquela com A grande, existe pela sua própria vontade de comunicar. É verdade que o homem sempre usou e abusou da arte para se embelezar a si próprio, às suas casas e castelos e até às cidades onde viveu, mas a Arte também foi uma ferramenta para comunicar o poder e o orgulho étnico, a ideia de beleza, o mau estar da sociedade, um estilo de vida. E hoje pode comunicar com imagens por vezes vezes chocantes, como a poluição, o bullying, as diferenças raciais, a violência familiar, o vazio e a corrupção no mercado da arte, o terrorismo, e assim por diante.

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Os Egípcios, os Babilónios, os Gregos e os Romanos, através das esculturas e arquitectura publicas, vangloriavam o seu poder e sucessos militares. A Igreja, com as suas enormes catedrais e esculturas da Idade Média afirmava o seu poder. O David, de Michelangelo, sublinhou de maneira excelente a chegada do humanismo e a Academia Francesa catalogou a ideia do belo e o que se tinha de representar, ideia logo recusada pelos impressionistas.

E no século XX explodiu a vertente de condenação à sociedade e às ideias assentes há séculos sobre a beleza e sociedade. Picasso, com Guérnica e o cubismo, gritou alto o descontentamento que se vivia na altura, Salvador Dalí, com “Guerra Civil Espanhola”, profetizou esta fratricida guerra Ibérica, Oskar Kokoschka denunciou firmemente as maldades do nazismo, e poderíamos continuar até à “Banana de Catellan”, que ironiza sobre o comércio internacional da arte.

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No nosso contexto de Portugal e Médio Tejo actual não conheço artistas deste género, mas há muitos que gostavam de ter uma possibilidade de falar, de pôr-se em dúvida, trocar ideias e experiências, talvez chatear-se e zangar-se mas estou certo que se houvesse esta possibilidade haveria uma mudança de rumo no estilo e temas dos artistas residentes nesta região.

Aqui falta, e não só aqui naturalmente, espaços de discussão, de encontro, umas galerias alternativas, com participação activa de artistas e publico. Não ricas fundações que ditam os seus padrões e impõem os seus artistas, não galerias municipais que promovem artistas sem haver objectivos e público, mas algo que “mexe” com arte e consciências, algo estimulante e que incentive a produção e idealização de novos rumos para dar vida à “ARTE” e assim ela poder comunicar connosco.

Espero vivamente que quando este artigo for publicado não receba muitos “Likes”  mas sim respostas concretas e que, quem tem autoridade e poder, possa avançar e fazer este..algo!

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