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Arqueólogos de Mação recriam tribo pré-histórica em documentário rodado em Espanha

Uma equipa de três arqueólogos portugueses, ligados ao Instituto Terra e Memória (ITM) de Mação, recriaram, durante uma semana, os comportamentos de uma tribo pré-histórica em Espanha, no âmbito das filmagens de um documentário científico.

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A equipa do ITM, liderada por Pedro Cura, Sara Garcês e Luiz Oosterbeek, que chegou hoje a Portugal, foi a responsável pela criação de vários cenários como, por exemplo, um acampamento ao ar livre com cerca de 35.000 anos, onde cabanas, roupas, adornos, armas e fogueiras foram alguns dos elementos incorporados.

“A nossa experiência ao nível do estudo da arqueologia pré-histórica e conhecimentos dos factos e realidades de então, levou a que nos convidassem para recriar o modo de vida de uma tribo, no seu dia-a-dia, onde montámos um acampamento ao ar livre, recriámos um ritual xamânico e cenas de pintura nas paredes dentro de uma gruta, com um grupo de pessoas pertencentes à mesma tribo”, disse hoje, à agência Lusa, a arqueóloga Sara Garcês, do ITM.

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“Esta tribo foi composta por seis adultos, entre homens, mulheres e uma criança, colegas portugueses e espanhóis que se esforçaram por tentar recriar a vida na Pré-História durante alguns dias, sendo que a nossa contribuição para a filmagem deste documentário era precisamente a componente da recriação cenográfica da vida daquele tempo”, destacou Sara Garcês.

Os arqueólogos do ITM de Mação participaram, desde o dia 06 de abril e até segunda-feira, dia 11, nas gravações de um documentário científico na localidade de Fuentes de León (Extremadura Espanhola), sobre as representações de mãos na arte rupestre pré-histórica, no âmbito do projeto europeu “HandPas – Hands from the Past – Mãos do Passado”, projeto do qual o ITM é parceiro.

Realizado pela produtora estremenha “Libre Producciones”, o documentário é “rodado em localizações da Península Ibérica, França, Itália e Inglaterra”, no âmbito do programa europeu “Europa Creativa”, destinado a promover ações de investigação e divulgação científica.

O documentário científico tem como objetivo fazer um ponto de situação sobre como, quando, onde e quem realizou as mãos na arte paleolítica europeia (num período de tempo entre os 45.000 e 35.000 anos), e levantar questões sobre a sua conservação, datação, técnicas e interpretação, com entrevistas especializadas a diversos investigadores.

Sara Garcês disse ainda à Lusa que o documentário científico, que terá cerca de 30 minutos e versões em inglês e castelhano, deverá passar em festivais de cinema de documentários científicos até ao final do presente ano 2016, sendo da responsabilidade do Serviço de Património Cultural, Museus e Arquivos Históricos da Junta de Extremadura, de Espanha, encabeçado pelo investigador Hipólito Collado.

Participam, como parceiros, no projeto, a Secretaria Geral de Cultura Estremenha, o Centro de Estudos e Museu de Arte Pré-Histórico de Pinerolo (CesMap), de Itália, e o Instituto Terra e Memória de Mação, Portugal.

As gravações decorreram na localidade de Fuentes de León, onde se localizam as Cuevas de Fuentes de León, conjunto de grutas com ocupações pré-históricas.

Agência de Notícias de Portugal

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