“Armadilha na rotunda do LIDL”, por Vasco Damas

Imagem ilustrativa. DR

Recupero uma crónica que escrevi num passado recente, retocando-a e atualizando-a em situações de pormenor porque o aumento de tráfego dos últimos dias relembrou-me um problema que continua a não ter respostas objetivas que me esclareçam ou que não me deixem margem para dúvidas. “Ao circular de automóvel na Avenida D. João I no sentido Abrantes-Alferrarede, sabemos entrar corretamente na rotunda que se encontra junto ao LIDL?

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Eu penso que sei, mas há muitas pessoas que também pensam que sabem e não pensam da mesma maneira que eu.

Esta realidade replica-se pelo menos em mais duas rotundas na cidade. Na que se encontra junto à Escola Dr. Manuel Fernandes e na rotunda de uma das entradas da cidade junto ao Quartel, se bem que aqui, devido à largura das faixas de rodagem, o problema não tenha o mesmo grau de complexidade nem de perigosidade.

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Vamos por partes e deixem-me voltar a recentrar na rotunda que dá título a esta crónica. Como sabemos, ao circular no sentido que refiro no primeiro parágrafo, a rotunda do LIDL tem duas entradas. De acordo com a lei que está em vigor, quem deve entrar na rotunda pela direita são os automobilistas que querem sair logo na primeira à direita em direção ao LIDL, devendo entrar pela esquerda todos os automobilistas que pretendam sair em todas as outras direções.

Curiosamente, ao questionar alguns agentes da autoridade já ouvi respostas diferentes. Mais curioso ainda, é ter visto viaturas das autoridades locais a circularem dentro da rotunda de forma diferente, e de acordo com informações que recolhi através de pessoas com responsabilidades na matéria, uma vez que a rotunda só tem uma faixa de circulação porque não tem marcas ao solo, todos os automobilistas devem entrar na rotunda pela faixa da direita.

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Ora, se é assim, porque é que a rotunda tem duas entradas? E se realmente é assim, porque é que não invertem o sentido, transformando duas entradas e uma saída numa entrada e duas saídas?

Aquilo que eu gostava realmente era de ouvir as autoridades locais, através do seu insubstituível papel pedagógico, emitirem um comunicado oficial onde explicitamente fosse referido sem margem para dúvidas a forma correta de entrar e circular dentro daquela rotunda.

Inclua-se nas autoridades locais, quem tem a responsabilidade de regulação do trânsito na Câmara Municipal de Abrantes, porque não podemos continuar a aceitar que, em caso de sinistro, as Companhias de Seguro que se entendam.

É pior em determinadas horas, mas quem lá passa diariamente sabe bem do que escrevo, principalmente dos sustos, buzinadelas e impropérios que estão a recuperar a sua frequência nesta época pós-covid e que tem tendência para se agravar na próxima semana depois do regresso às aulas. Mas tenho que ser honesto, com toda a confusão que me criaram, quando também eu lanço os meus impropérios não o faço com a segurança que devia se tivesse a certeza absoluta que a lei está do meu lado.

Bem sei que a comunicação social local aceitou o meu desafio e foi à procura de respostas e de esclarecimentos mas como não teve sucesso, volto a deixar o meu alerta em forma de convite. Se alguém com responsabilidade ao nível das autoridades locais estiver a ler esta crónica, que tenha a gentileza de dar uma resposta oficial às minhas dúvidas, que serão certamente as mesmas da maioria de vós. Além do mais, lei é lei e em momento algum pode ficar refém das interpretações de cada um.

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Termino deixando uma última sugestão. Talvez se abra uma janela de oportunidade para corrigir este problema se se souber aproveitar o transtorno que inevitavelmente será causado pelas obras de repavimentação da Avenida D. João I. Aproveite-se para se pintar informação pedagógica no chão ou inverta-se as duas entradas e uma saída para uma entrada e duas saídas. Assim haja vontade e perspicácia política!

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2 COMENTÁRIOS

  1. Quem queira confirmar o que o Sr. Vasco Damas afirma, basta consultar o Decreto Lei nº72/2013 artigo 13-A, nomeadamente o Ponto b) e c). Nota: Bem que o artigo poderia fazer referência aos mesmos.
    E já agora, aproveitem e leiam também o artigo-13 que é aplicável no sentido ascendente em frente ao Retail Park de Abrantes.
    Dentro das rotundas nunca me sinto com prioridade e segurança porque estou a cumprir o código. As seguradoras optam pelo 50/50 (pratica comum e muito recorrente), quem tenha seguro contra terceiros tem de pagar o próprio arranjo… mesmo com razão 🙁
    Bem haja pelo artigo, estou cansado de ouvir quem pensa que sabe mais que os outros (incluindo autoridades como referiu no texto).

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