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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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“Arlequim”, por Armando Fernandes

A esmagadora maioria das pessoas associa a palavra arlequim à figura do Arlequim vestido de retalhos multicolores cuja figura motiva pintores e ilustradores a representá-lo em várias poses, sendo o Arlequim de Picasso o mais célebre até porque foi roubado há seis anos e apareceu na Roménia.

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Ora, o arlequim no tocante às artes culinárias está associado a um preparo colorido tal como coloridos são as vestimentas dos Arlequins que desempenhavam as funções que hoje desempenham os apresentadores de programas televisivos e, nos circos, são os animadores de pista a preencherem os intervalos.

No século XIX as tascas e outras locandas aproveitavam os restos de comidas vindos dos restaurantes luxuosos ou casas ricas que prescindiam desses despojos. Muitas vezes o engenho era de tal forma eclatante que os aproveitadores de que hoje chamamos sobejos recebiam o saboroso epíteto de joalheiros. Estes sobejos vendiam-se a preço reduzido nos mercados e nos centros boémios da capital francesa.

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Nós por cá praticávamos outras modalidades cuja génese era a mesma, no entanto, as vitualhas não provinham da mesma forma, porém nas carvoarias e nas referidas locandas imperava o mesmo sentido de economia e comida a custo reduzido.

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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