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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Aquapolis/Abrantes: Encontro Entre Margens por um Tejo vivo

Ao longo deste sábado aconteceu o seminário «Tejo é Vida 2016», desde as 10h00, na sala multiusos do Parque Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, com apresentação de temáticas preponderantes aos desafios de sustentabilidade, nomeadamente no que respeita às zonas ribeirinhas do concelho de Abrantes e respetivas freguesias à beira-rio.

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Luís Alves, presidente da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, responsável pela organização deste 1º Encontro Entre Margens, disse ao mediotejo.net que o evento “é organizado e conta com a participação de todas as freguesias ribeirinhas, pretende divulgar não só o rio Tejo e os seus problemas, mas também toda a indústria emergente, a cultura e a tradição das gentes que habitam e contactam com as margens do rio”.

Para o presidente, antigo guarda-rios, esta é uma forma de pensar “todas as coisas que se estão a fazer nas zonas ribeirinhas, dar-lhe sentido e apoio, mostrando o que de melhor se faz nas nossas freguesias e mostrar que é possível melhorar”, acrescentou.

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“Se nos unirmos em torno desta causa, temos mais força e temos muito mais possibilidade de ser ouvidos. Nós temos de nos juntar, temos de pensar em conjunto e dar uma oportunidade não só ao Tejo, mas também a outros rios, ribeiras e afluentes”. Luís Alves fez ainda notar que se devem procurar caminhos futuros “baseados no passado recente” onde o Tejo “era pensado como fonte de vida, como um bem a preservar”.

Ao longo da manhã foram apresentados contributos dentro desta temática, seguindo a linha de pensamento do encontro, contando com a participação de Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, que apresentou ‘O papel da Comunidade Internacional no desenvolvimento regional’, refletindo sobre o Tejo enquanto “rio que é vida, que nos identifica e que nos une”, onde toda a comunidade tem uma “parte ativa” e onde “todos somos intervenientes”.

A autarca abrantina frisou o papel relevante do rio e a importância de um “desígnio nacional e internacional”, pois o projeto em torno da preservação do rio Tejo “não é exclusivamente de Abrantes”.

Maria do Céu Albuquerque salientou ainda que o Tejo esteve de costas voltadas para as pessoas, mas felizmente esse paradigma mudou.

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O Parque Tejo, na margem sul do Aquapolis, foi o local que acolheu o seminário deste 1º Encontro Entre Margens, em Abrantes. Foto: mediotejo.net

Também Carlos Lopes Bento trouxe o seu contributo, desta feita associado à freguesia de Mouriscas e ao papel do rio Tejo na evolução das atividades económicas e cultura de Mouriscas.

A fechar a manhã Pedro Teiga, doutorado em Engenharia do Ambiente, investigador na FEUP e Coordenador Nacional do Projecto Rios, colocou em discussão algumas ideias e exemplos práticos a fim de se estabelecerem projetos de Proteção e Valorização das margens do Tejo. “Os rios são um espelho social e espaços de novas oportunidades”, salientou durante a sua intervenção.

Durante a tarde, a encerrar o programa do seminário, aconteceram os painéis ‘Ideias-chave para o desenvolvimento comunitário’, de Roque Amaro, apresentação de ‘Fundamentos para o desenvolvimento ribeirinho sustentável: economia, cultura e o meio ambiente” da parte da Confraria Ibérica do Tejo e ainda a conclusão dos trabalhos por Carvalho Rodrigues.

Para os intervenientes este é um evento que deverá ter continuidade. Luís Alves acredita que “nós, povo ribeirinho, temos de nos fazer ouvir para que possamos ter uma palavra a dizer e ser ouvidos nas decisões. Não basta fazer conferências sobre o Tejo em Castelo Branco ou Lisboa. Tem de se ir junto das pessoas e explicar o que é importante para que as coisas aconteçam e corram bem”.

“Este encontro Entre Margens é um alerta, é um contributo que já vem no seguimento de outros encontros. Mas temos de continuar a alertar que estamos a perder muito tempo. Perdemos oportunidades, e quando isso acontece, de nada vale encontrar ótimas soluções, uma vez que se tornam inúteis se não forem devidamente implementadas”, concluiu Luís Alves.

O evento decorre até este domingo, dia 18 de setembro, privilegiando as áreas de património, cultura e sustentabilidade, artesanato e gastronomia, lazer e desporto.

Na margem norte a manhã de hoje foi dedicada ao desporto, com jogos no ringue, ateliês de gastronomia, uma oficina de doçaria com o Chef Fernando Correia e uma Oficina de Show Cooking de peixe do rio.

Às 15h00 atua o Rancho Folclórico ‘Os Moleiros’ da Casa do Povo de Rio de Moinhos.

De volta à margem sul, o Grupo de Danças Rítmicas da Concavada atuará por volta das 17h00, seguindo-se o espetáculo “Música do Nosso Tempo”, concerto de comemoração dos 100 anos de Abrantes.

Às 19h00 há espaço para uma aula de yoga com instrumentação, terminando o dia com o Sun Set ‘Musicam’ a partir das 20h00.

Fique com alguns registos fotográficos deste seminário e da envolvência do Entre Margens, na margem sul do Aquapolis, em Abrantes.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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