Segunda-feira, Dezembro 6, 2021

“Amedeo Modigliani (Modí)”, por Massimo Esposito

Um dos artistas que mais gosto é Amedeo Modgliani, não tanto por ser famoso ou por ser um dos mais caros nas salas de leilões internacionais, mas pela “poesia” que sabe transmitir através das formas e cores.

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Ele era um jovem bonito e talentoso, nascido de uma rica família judia e recebeu uma boa educação. Nasceu em Livorno, Itália, no ano de 1884. Começou os estudos de arte clássica e renascentista ainda na sua cidade natal. No início como escultor e depois ganhou o mundo, mas… por pouco tempo. As drogas, a vida miserável e a tuberculose uniram-se para ceifar sua vida precocemente. Aos 36 anos de idade morreu em Paris, onde chegou com apenas 22 anos.

Amedeo Modigliani recebeu muitas influências de artistas da época, como Lautrec, Cézanne e Brancusi. Era um admirador das esculturas africanas e da arte clássica grega. Misturando tudo isto, o artista produziu uma obra cheia de sensualidade e beleza.

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No tempo em que viveu Modigliani o mundo era tomado por muitos movimentos que revolucionaram a arte, como o fauvismo, o cubismo, o dadaísmo e outros mais. Foi influenciado mas não segui nenhum. A perspectiva sob a qual Amedeo Modigliani olhou o mundo é peculiar. A deformação que produziu da realidade mostra uma beleza rara e especial. Através do alongamento das linhas o artista criou uma personalidade própria para os seus personagens.

Ele não pode ser inserido numa corrente artística (talvez em todas), nunca seguiu as pisadas dos outros mas reinventava-se continuamente e tinha um estilo único. Tão “único” que ainda agora, quando há uma exposição sua, milhares de interessados fazem filas de horas para entrar.

Mas porque falar de Modigliani que morreu há tanto tempo? Porque ele incarna o espírito artístico. Uma “alma” que sempre se reinventava, sempre procurava mas não se dobrava às elites das galerias e marchands que o incitavam a realizar obras “mais suaves”, mais comerciais. Ele não frequentava os partys artísticos como Picasso ou Dalí, mas vivia com a sua eterna namorada a pintar nas águas furtadas a pesquisar cores e formas.

E é isto o que eu entendo como vida e pesquisa de um artista: não continuar a querer expor, copiar outros e tentar ser ”famoso” (que não é errado) mas procurar, inventar, sofrer… ser “o próprio”… e ter a alegria nas cores e pinceladas.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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