Ambiente | Lamas do Tejo tratadas na Chamusca, ministro orgulhoso com processo

Ministro do Ambiente esteve em Torres Novas para a entrega das novas viaturas a vigilantes da natureza Foto: mediotejo.net

Cerca de 90% da carga orgânica depositada no fundo do Tejo junto a Vila Velha de Ródão já foi retirada, garantiu esta quarta-feira o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, à margem de uma sessão sobre o novo projeto de valorização do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios, em Torres Novas. Manifestando-se orgulhoso com todo o processo, o governante frisou que há agora novos meios de registo da qualidade da água que antes não existiam.

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As lamas estão a ser tratadas, por compostagem, na Chamusca, pela empresa Terra Fértil – Gestão e Valorização de Resíduos, que venceu o concurso, adiantou posteriormente ao mediotejo.net o Ministério do Ambiente.

Está a correr “muito bem” a fase final da operação de aspiração das lamas do fundo do Tejo, referiu o Ministro aos jornalistas em Torres Novas, face a uma questão do mediotejo.net.

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“Conseguimos retirar 90% da carga orgânica que havia naquelas dezenas de milhares de metros cúbicos de lamas que estavam no fundo do rio Tejo”, afirmou, manifestando-se “um ministro orgulhoso por aquilo que todos no meu Ministério fizeram”.

“Tudo é tecnologia portuguesa”, frisou, embora tenha sido necessário importar algum equipamento. O investimento “é perene”, ou seja, “boa parte do equipamento pode ser usado noutras circunstâncias”.

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Ministro do Ambiente questionou ainda Pedro Ferreira sobre o ponto de situação da providência cautelar da Fabrióleo Foto: mediotejo.net

“Foi absolutamente pioneiro aquilo que foi feito no nosso país”, afirmou, sublinhando que “a segurança ambiental da operação foi absoluta”. As lamas estão agora a ser encaminhadas para compostagem, nomeadamente para a Chamusca.

Sobre as medidas para o futuro a este nível, João Pedro Matos Fernandes salientou que “nós neste momento temos uma coisa que não tínhamos: informação”. “Há neste momento duas sondas que nos dão online informação”, adiantou, existindo já registos muito baixos dos níveis de oxigénio na água do Tejo, mas para os quais ainda não existem termos de comparação.

Questionado também sobre a empresa Fabrióleo, que o Ministério do Ambiente mandou encerrar em janeiro, tendo esta interposto em seguida uma providência cautelar contra a decisão, o responsável referiu que sabe apenas que se mantém a laborar. João Pedro Matos Fernandes admitiu que havia questionado o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, sobre o tema aquando a chegada ao município, tendo sido informado que “nestes últimos tempos não se têm registado quaisquer problemas ambientais”.

À saída da sessão o governante foi abordado por alguns habitantes do Carreiro da Areia.

Em comunicado de imprensa de dia 2 de outubro, o Ministério do Ambiente refere que os trabalhos de remoção de lamas, junto às Portas de Ródão, começaram em junho e foram concluídos no início de agosto, tendo sido retirados mais de 15 mil metros cúbicos de matéria orgânica.

ICNF tem mais 15 carros para os vigilantes da natureza e aumentou o número de profissionais, atingindo ao todo os 197 Foto: mediotejo.net

“O destino final a dar às lamas desidratas, cujo peso estimado é de 2.500 toneladas, será a compostagem e posterior aplicação na agricultura, como corretivo orgânico. O destino final destas lamas cumpre assim os princípios de economia circular”, lê-se no texto.

O Ministério do Ambiente adianta que as análises realizadas pela Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) evidenciam elevada sicidade (secura) das lamas, superior à inicialmente esperada, com médias consistentes superiores a 30%.

“As análises revelaram também uma reduzida percentagem de matéria volátil, o que indicia a elevada estabilização das lamas, e a ausência de substâncias perigosas, mantendo-se a classificação de resíduo não perigoso”, conclui o Governo.

c/LUSA

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