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Ambiente | Cidadãos chamados a colaborar na identificação de mamíferos

Os registos destinam-se a integrar a nova versão do Livro Vermelho dos Mamíferos, que avalia o estatuto de conservação das espécies.

“O novo Livro Vermelho dos Mamíferos é uma base de dados que vai compilar informação de diversas fontes e que estão muito dispersas por museus, relatórios, trabalhos científicos de mestrado e doutoramento. Com o envolvimento da comunidade científica, técnicos e cidadãos, este projeto pretende colmatar lacunas de informação sobre os mamíferos de Portugal Continental e assim contribuir para o conhecimento do estado de conservação dos mamíferos do nosso país”, refere Maria da Luz Mathias, coordenadora geral do projeto.

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Até ao momento já foram contabilizados mais de 100 000 registos de 92 espécies de mamíferos terrestres e marinhos de Portugal. Esta informação integra a base de dados (SIMPOC) que está a ser desenvolvida para avaliar o estatuto de ameaça destas espécies e desta forma permitir a revisão e atualização do Livro Vermelho dos Mamíferos, bem como a avaliação do estado de conservação das espécies constantes dos anexos II, IV e V da Diretiva Habitats.

Para levar a cabo este objectivo, foi delineada uma estratégia que envolve uma alargada comunidade de cientistas de várias universidades com investigação em ecologia e conservação de mamíferos (Universidades de Lisboa, Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Aveiro e Évora), técnicos e vigilantes da natureza do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entidades públicas, sector privado e cidadãos na partilha de informação fiável sobre ocorrência de mamíferos e em torno das questões de conservação das espécies selvagens. Os cientistas e técnicos estão também a compilar dados de censos, publicações científicas, atividade cinegética, arrojamentos de mamíferos marinhos, relatórios, atlas, repositórios de plataformas digitais (ex.: GBIF, Biodiversity4all) e ainda dados dispersos de outros investigadores.

Os cidadãos interessados em participar no projeto com as suas observações pessoais podem fazê-lo através da plataforma de ciência cidadã disponível no site, onde encontram algumas dicas úteis sobre como participar e ser um naturalista.

A área de intervenção deste projeto abrange todo o território de Portugal Continental, sendo que os trabalhos de campo dão uma especial atenção à Rede Nacional de Áreas Protegidas e às Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000.

As equipas estão no terreno para a inventariação acústica, prospeção de abrigos e capturas de morcegos, inventariação de indícios de presença de pequenos mamíferos (ex: coelhos, toupeiras, musaranhos e ouriços) e também inventariação por armadilhagem fotográfica e deteção visual de indivíduos ou das suas marcas (pegadas ou dejetos) no que respeita aos carnívoros (ex. toirão, texugo e gato bravo) e aos ungulados (ex. cabra-montês, veados, gamos, corços e javalis). São também realizadas análises genéticas para confirmar ou resolver ambiguidades relativas a ocorrências de determinadas espécies.

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