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Domingo, Setembro 19, 2021

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Alunos do Porto e Vila Nova da Barquinha vencem concurso nacional de turismo militar

A criação de um centro interpretativo e um projeto que envolve desde desportos radicais ao lançamento de um bolo, da autoria de alunos do ensino superior e secundário, venceram o concurso nacional “Mentes Brilhantes para o Turismo Militar”.

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Os prémios, anunciados na terça-feira na reitoria da Universidade de Aveiro, no âmbito do Congresso Internacional do Turismo Militar, foram entregues à Escola Secundária D. Maria II, em Vila Nova da Barquinha (distrito de Santarém), e à Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Porto.

O prémio de 2.500 euros atribuído à equipa do ensino secundário (B-TEAM) refere-se a um projeto que promove a cultura templária, os desportos radicais e atividades de estratégia desenvolvidas nas três unidades militares instaladas em Vila Nova da Barquinha (Brigada Reação Rápida, Engenharia e Tropas Paraquedistas).

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A proposta envolve transposição de obstáculos, camuflagem e defesa pessoal, escalada, canoagem, saltos em paraquedas, viagens em balão de ar quente e recriações históricas medievais no castelo de Almourol, entre outras.

A coordenadora da equipa, Ana Santos, destacou à Lusa a criação de um novo produto gastronómico, o Genica Cake, feito à base de coco e café, e cujo invólucro é um camuflado das Forças Armadas.

“É um pequeno bolo que integra o pacote de ideias da equipa e que dá toda a energia e genica necessária para a realização das atividades propostas”, disse.

A professora referiu que a B-TEAM é “uma empresa no âmbito do projeto de empreendedorismo escolar” do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha, que “procura promover a riqueza da região, nomeadamente o turismo militar”.

“Houve muita dedicação e empenho de todos, professores e alunos, e investimos muito tempo em pesquisa histórica, na realização e nas filmagens de todas as atividades físicas e recriações medievais, pelo que o prémio é motivo de euforia, regozijo, e também de alento para continuar a fazer mais e melhor”, defendeu.

O presidente do município disse à Lusa que o projeto vai ser apresentado publicamente a toda a população.

“Certo é que tenho registado, no nosso território, um aumento significativo de cidadãos atraídos para práticas voltadas para o contacto com heranças culturais e históricas militares, pelo que continuo a defender que devemos valorizar e abrir as unidades aos visitantes, sem prejuízo das questões operacionais”, afirmou Fernando Freire.

O projeto vencedor da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (IPP) “Centro Interpretativo Militar” foi desenvolvido pelos alunos do 3.º ano da licenciatura de Gestão e Administração Hoteleira, no âmbito de uma unidade curricular.

Em declarações à Lusa, Filipa Brandão, coordenadora deste projeto, afirmou que o objetivo é “criar um centro de interpretação e apoio ao turismo militar, com base em novas tecnologias” que permitam “criar uma porta de entrada” a este tipo de turismo.

“O nosso objetivo foi passar o que é conhecimento adquirido em sala de aula para o território”, disse, acrescentando que o projeto dos alunos prevê a criação de raiz de um centro, “como se fosse um posto de turismo”, em Lisboa.

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do IPP venceu ainda o 2.º prémio neste concurso e categoria (ensino superior), bem como uma menção honrosa, com os projetos “Geocaching Militar” e “1142”, respetivamente.

“Todos os projetos são implementáveis”, concluiu.

O lançamento do concurso, promovido pelo Ministério da Defesa e pela Universidade de Aveiro, visava destacar o tema do turismo militar na agenda pública.

As estratégias “podiam passar por novas abordagens de gestão e de modelos económicos, mas também de novas formas de colocar o património militar ao serviço da comunidade, com recurso às tecnologias e a ações de ‘marketing'”, definia o regulamento.

 

Agência de Notícias de Portugal

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