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Sexta-feira, Agosto 6, 2021

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Alunos de Sardoal visitaram bairros problemáticos de Lisboa

No âmbito do tema “celebrando a diversidade”, os alunos do projeto/clube eTwinning de Sardoal realizaram no dia 26 de maio uma visita de estudo aos bairros sociais Cova da Moura (Amadora) e Quinta do Mocho (Loures), na grande Lisboa.

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A comitiva foi composta por 44 pessoas, nomeadamente 35 alunos de vários anos de escolaridade, desde o 7º ao 12º ano e com idades entre os 12 e os 18 anos de idade, para além de 3 professores e 6 encarregados de educação. Foi uma visita de estudo muito ambicionada e esperada pelos alunos do projeto e pode dizer-se que a mesma “não defraudou as expectativas, muito pelo contrário”, segundo a organização.

NEVESDe manhã, os alunos visitaram o Bairro Cova da Moura, com a ajuda da Associação Moinho da Juventude, através dos seus guias Silvino e Inês. Tiveram ocasião de visitar várias instalações da associação com as suas diversas valências e de conhecer o seu gigantesco trabalho em prol da comunidade, com particular relevo para o seu projeto turístico “Sabura” cujo objetivo passa pela tentativa de mudança da imagem do próprio bairro junto da comunicação social.

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Em declarações ao mediotejo.net, os professores coordenadores do clube eTwinning de Sardoal, Pedro Neves e Carmina Nascimento, disseram que os alunos “passearam pelas ruas, contactaram com a população local, e observaram um pequeno mercado de vendedoras ambulantes”, tendo destacado que “o ponto alto da visita foi a atuação dos “Black Lyrics”, um grupo de rap local que atuou gratuitamente no Estúdio Cova M, dando um cheirinho da música e cultura cabo-verdiana e que muito foi do agrado dos alunos”.

NEVES2Depois do almoço, seguiu-se a visita ao Bairro Quinta do Mocho que, à semelhança do primeiro, vive com o estigma social da criminalidade e violência.

A visita foi organizada pela CM Loures, com a ajuda de guias locais do próprio bairro.

Segundo Pedro Neves, o objetivo desta visita prendeu-se essencialmente com a visita ao GAP (Galeria de Arte Pública), que é atualmente considerada a maior galeria de arte pública da Europa com 51 graffitis, que impressionam pelo seu tamanho e realismo e retratam vários aspetos que marcam o quotidiano da vida do bairro.

NEVES3“Artistas como Vhils, Nomen, Odeith, Bordalo II, Violant e Vespa (só para citar alguns) deixaram as suas obras nas paredes do bairro e com isso conseguiram chamar a atenção da sociedade para os problemas sociais do bairro, para o abandono e isolamento a que foi votado durante anos e conseguiram-no. Hoje em dia, os seus habitantes têm orgulho do seu bairro e a visita de centenas de pessoas por dia melhorou muito a auto-estima e o sentimento de pertença dos seus habitantes e foi também essa realidade que quisemos mostrar aos jovens alunos de Sardoal”, concluiu o professor Neves.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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