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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Trincanela

Alunos de fotografia do Politécnico de Tomar em protesto por falta de professores

Os alunos da licenciatura em Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) iniciaram hoje um protesto contra a falta de professores no curso com uma greve às aulas e uma “instalação artística” num dos jardins do edifício.

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Diego Veríssimo, aluno do 3.º ano da licenciatura em Fotografia do IPT, disse à Lusa que os alunos decidiram avançar com esta forma de protesto dada a ausência de respostas da direção da Escola Superior de Tecnologia (EST) do IPT, mesmo depois de uma greve dos professores que decorreu entre os dias 24 e 30 de novembro.

O principal motivo de descontentamento dos alunos prende-se com o facto de estarem desde o início do ano letivo sem aulas em duas disciplinas que consideram fundamentais na sua formação – Emulsões e Processos de Impressão com Ouro, Platina e Pigmento – lecionadas por um docente cuja contratação para o presente ano letivo não foi assegurada.

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Diego Veríssimo afirmou que muitos alunos se matricularam no curso do IPT por ser o único do ensino superior público em Portugal e por facultar formação com uma componente em processos históricos que tem atraído igualmente muitos alunos de Erasmus.

“Em setembro puxaram-nos o tapete”, disse, salientando que os alunos não aceitam que seja atribuído às quatro unidades curriculares em causa (duas do primeiro semestre e duas do segundo) um docente que não seja desta área científica “só para dizerem que está assegurada”.

Além de não ter sido renovado o contrato com o docente responsável há 13 anos pela área técnico-científica de Materiais e Processos Históricos em Fotografia, Luís Pavão, também o contrato com a docente responsável há oito anos pelas aulas práticas terminou na segunda-feira.

“Se estava mau, ficou pior”, disse, adiantando que os alunos não vão aceitar que se queira “manter a aparência de que tudo está bem”.

Além da decisão de fazer greve às aulas até ao final da semana, com a presença de uma instalação com trabalhos realizados no âmbito do curso num dos jardins do edifício do IPT, os alunos estão a preparar uma manifestação de desagrado para o dia da abertura solene do ano letivo, “aproveitando a presença de gente de fora”, disse.

O protesto dos alunos segue-se à greve dos docentes da licenciatura em Fotografia, que a semana passada não chegaram a acordo com os órgãos dirigentes da escola e do IPT.

O presidente do IPT, Eugénio Pina de Almeida, disse na sexta-feira à Lusa ter ficado “surpreendido” com a manutenção do protesto por parte dos professores por ter saído, das várias reuniões realizadas ao longo da semana, um memorando que estaria pronto para ser assinado.

Pina de Almeida disse que solicitou à direção da EST que sejam ouvidos todos os docentes da licenciatura para um levantamento exaustivo de todas as situações e averiguação das anomalias referidas pelos professores em greve, a apresentar no prazo de 15 dias, para que os órgãos competentes da escola possam tomar decisões.

Num comunicado enviado sexta-feira à Lusa, o Sindicato do Ensino Superior (SNESup) afirmava que as propostas de acordo apresentadas nas reuniões com a presidência e a vice-presidência do IPT, o diretor da EST e o chefe do gabinete jurídico “não garantem a qualidade de ensino que é reconhecida e que os alunos continuam a esperar” dos docentes deste curso.

 

Agência de Notícias de Portugal

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