Alto Alentejo quer atrair portugueses no mundo e cria Gabinetes de Apoio ao Emigrante

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) reuniu com a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, no dia 5 de novembro, por teleconferência. O encontro, que reuniu diversos presidentes de Câmara dos 15 concelhos da CIMAA, teve como objetivo a criação, na região, dos Gabinetes de Apoio aos Emigrantes (GAE). Os protocolos de constituição destes gabinetes com as Câmaras Municipais serão assinados em cerimónia pública assim que for oportuno, dado a atual situação pandémica.

Os Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE) resultam de Acordos de Cooperação entre a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP) e as Câmaras Municipais e prestar apoio aos cidadãos portugueses que estão emigrados, aos que regressam a Portugal e aos que pretendam iniciar um processo migratório. Têm como objetivo apoiá-los na área social, jurídica, económica e empresarial – são uma estrutura essencial para o Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora – bem como na educação, emprego, na formação profissional, entre outras, orientando-os para serviços especializados.

Esta será uma primeira reunião com vista à criação destas estruturas locais, à qual se seguirá a sua constituição formal, atendendo a que a lei prevê a transferência de competências de constituição e de gestão do governo nesta matéria para as autarquias locais e entidades intermunicipais. A articulação no terreno será feita através da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas que apoiará no desenvolvimento dos GAE com formação, apoio técnico, materiais informativos para distribuição e toda a colaboração para o desenvolvimento da atividade desta unidade.

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A necessidade da criação destas estruturas decorre da identificação e referenciação das múltiplas formas de empreendedorismo dos portugueses no mundo. Para a CIMAA “é fundamental encontrar mais pontos de apoio na politica de desenvolvimento e revitalização do interior, que já tem contado, no caso do Alto Alentejo, com relevantes investimentos de emigrantes portugueses que escolhem a nossa região por a considerarem atrativa. Exemplo disso são a Entogenex Europe, que pretende implementar um centro de investigação, desenvolvimento e produção de inseticidas biodegradáveis e não tóxicos, e a FINAO Biotech, que irá construir uma unidade industrial para a produção de dispositivos médicos”, refere o presidente da CIMAA, Hugo Hilário.

Recentemente foi tornado público que o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto e a Desaer irão desenvolver a primeira aeronave portuguesa, entre Évora, Beja e Ponte de Sor. Também a nova empresa de satélites do espaço, a Magellan Orbital, terá a sua sede aqui, fruto do investimento do Estado Português, através da IdD – Portugal Defence, e de privados (CEiiA, Efacec, Omnidea, e Tekever). Ao nível das infraestruturas, avançam as obras do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de fins múltiplos do Crato – barragem do Pisão, e está prevista conclusão do IC9, que fará a ligação de Abrantes a Ponte de Sor, e que inclui a construção de uma nova travessia sobre o rio Tejo.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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