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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“Aliança(s)”, por Vasco Damas

Ainda sou do tempo em que o nome Aliança remetia o meu pensamento para o meio-seco ou para o bruto que pediam meças aos “Murganheiras” numa competição saudável pelos troféus nacionais na degustação de melhores do ano. E para acompanhar leitão, não havia dúvidas, era inquestionavelmente o seu tinto bruto.

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Nos dias que correm aliança remete-me para outras esferas da realidade que há bem pouco tempo nem com muita criatividade me passavam pelo imaginário.

Alianças antinaturais, forjadas em latitudes sombrias com o objetivo de retirar brilho aos sucessos alheios, onde se paga pelo ilícito e onde se mata por desporto. Nas latitudes, entenda-se, porque no resto, ainda não chegámos tão longe, apesar de para lá caminharmos de forma assustadora e demasiado vertiginosa.

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Aliança igualmente como capricho ou obsessão, dentro de uma lógica de oportunidade escondida por trás de um oportunismo egoísta e onde se prova que se não há capacidade para roubar a bola do jogo, rouba-se o jogo e alteram-se as regras à “sua” medida acreditando que atrás de si virão umas dezenas de centenas ou milhares de carreiristas mais preocupados com o seu futuro do que com o futuro daquilo que importa.

Alianças que misturam cores que anteriormente não se misturavam e que dão origem a novas nuances, longe, demasiado longe da beleza, da pureza, da identidade e da idiossincrasia original.

Alianças que não podem nem devem ser comemoradas com “Aliança” mas que podem perfeitamente ter o seu alto patrocínio, permitindo que as suas “borbulhas” subam à cabeça e transformem a sobriedade que se desejava num estado completamente ébrio e que ajuda a justificar a irracional fuga para a frente sem olhar a meios para se chegar ao seu, ou aos seus fins.

Alianças que destroem quando precisamos de alianças que construam. Alianças que funcionam como muros quando precisamos de alianças que sejam pontes. Alianças que servem minorias quando precisamos de alianças que sirvam maiorias. Alianças que no fundo funcionam como paradigmas dos tempos modernos… eu no centro de nós, ou dizendo de forma que todos percebam, eu infinitamente mais importante que nós.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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