Alerta | Risco máximo de incêndio obriga até a proibição de fumar em 4 concelhos da região

Créditos: Unsplash

O calor tórrido veio para ficar e, com as altas temperaturas e trovoadas previstas para hoje sobe também a preocupação das autoridades de proteção civil. Mação, Vila de Rei, Sardoal e Gavião são 4 dos 14 concelhos que estão hoje a nível nacional no nível máximo de alerta para risco de incêndio. Os níveis de ozono estão também acima do normal, fazendo aumentar as complicações respiratórias. 

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Além da proibição de utilizar máquinas (motoserras, destroçadores de mato, etc.), neste nível máximo de alerta é proibido utilizar fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural e é proibido fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais.

Segundo as previsões do IPMA, a situação deverá manter-se ao longo de toda a semana, pelo menos até quinta-feira, 16 de julho, e os concelhos de Abrantes, Ferreira do Zêzere e Sertã passam também ao nível máximo de risco de incêndio a partir de segunda e terça-feira.

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O risco determinado pelo IPMA tem cinco níveis, de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

A concentração de ozono está também com valores acima dos normais na região Centro, o que pode provocar “danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)”, alertou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Na estação de Viseu, por exemplo, foi verificada a 10 de julho uma concentração média horária de 203 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³), registo superior aos 180 µg/m3 definidos como “valor limiar de informação da população”.

Nestas circunstâncias deve reduzir-se ao mínimo a atividade física no exterior e evitar outros fatores de risco, como fumar ou contactar com produtos irritantes contendo solventes, como, por exemplo, gasolina, tintas e vernizes.

É também aconselhável que os habitantes desta região “respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso” e que “recorram a cuidados médicos em caso de agravamento de eventuais sintomas”, avisa a CCDRC.

A exposição a maiores concentrações de ozono afeta sobretudo as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares.

*Com Lusa

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