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Terça-feira, Setembro 28, 2021

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Alentejo e Ribatejo vão ter rede de apoio ao autocaravanismo

Uma rede de apoio ao autocaravanismo, constituída por 39 estações de serviço localizadas em 27 concelhos do Alentejo e do Ribatejo, vai começar a “nascer” este ano, fruto de um investimento de cinco milhões de euros.

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Promovido pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, em parceria com 27 municípios das duas regiões, o projeto foi apresentado hoje em Évora, numa cerimónia que contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

“É um projeto marcante” que mostra que “o Alentejo e o Ribatejo estão a dar cartas”, afirmou a governante, após a assinatura dos contratos de financiamento da Linha de Apoio à Valorização do Turismo Interior, do Turismo de Portugal.

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O projeto, que envolve a criação e requalificação de 39 estações de serviço, tem um prazo de execução de 17 meses e envolve um investimento global de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 2,1 milhões de euros são comparticipados pelo Turismo de Portugal.

Nas declarações aos jornalistas, a secretária de Estado referiu que o projeto resultou de “um desafio” lançado por si “há um ano” à ERT do Alentejo e Ribatejo e aos municípios, realçando que será “o primeiro projeto do género no país”.

“Identificámos a necessidade de temos oferta de estações de autocaravanas para que possam estacionar em segurança e em condições, sem termos problemas de estacionamento irregular e selvagem”, realçou.

Ana Mendes Godinho assinalou que o projeto foi desenvolvido “não de uma forma isolada”, mas sim numa “lógica articulada para garantir que tinha uma distribuição pelo território racional e que respondia às necessidades dos próprios autocaravanistas”.

O projeto “abre também uma oportunidade enorme” para o Alentejo e o Ribatejo se posicionarem nesta área e se “promover o destino até internacionalmente” para gerar “mais fluxo e procura por parte deste tipo de mercado”, disse.

“É um mercado que gosta de viajar ao longo de todo o ano e, essencialmente, na época baixa, compra muito no território e valoriza muito o descobrir o território e não se concentra apenas em alguns sítios. Portanto, ajuda-nos na desconcentração da procura ao longo de todo o território”, acrescentou.

A secretaria de Estado considerou também que “não vale a pena só proibir” a circulação de autocaravanas, como já acontece, por exemplo, no centro de Porto Covo, no concelho de Sines, distrito de Setúbal, ou aumentar a fiscalização dos estacionamento “se não houver uma oferta estruturada”.

O presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, indicou que os municípios vão lançar as empreitadas de construção das estações de serviço, indicando que a entidade que lidera vai ficar responsável pela “criação da rede, materiais promocionais e digitalização”.

A rede integra os municípios de Alandroal, Almeirim, Almodôvar, Alter do Chão, Alvito, Avis, Beja, Borba, Cartaxo, Castelo de Vide, Coruche, Crato, Ferreira do Alentejo, Gavião, Grândola, Mértola, Monforte, Moura, Mourão, Odemira, Ponte de Sor, Portalegre, Rio Maior, Serpa, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vila Viçosa.

Ainda em Évora, a secretária de Estado do Turismo participou na cerimónia de entrega de certificados “Biosphere” a 38 hotéis do Alentejo e do Ribatejo e na inauguração do projeto de acessibilidades do Colégio do Espírito Santo, o principal edifício da Universidade de Évora.

Agência de Notícias de Portugal

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1 COMENTÁRIO

  1. Os autocaravanistas devem regozijar-se com a implementação de todos os apoios que se venham a criar, sejam eles Parques de Campismo, Parques de Campismo exclusivos para autocaravanas (Portaria 1320/2008 de 17 de Novembro), Áreas de Serviço de Autocaravanas (ASAs construídas enquanto equipamentos municipais) ou ASAs construídas em terrenos de Supermercados e Restaurantes no âmbito de serviços de apoio a clientes desses mesmos Supermercados e Restaurantes.

    Devemos bater muitas palmas sempre que se construírem esses apoios com ou sem o dinheiro da União Europeia, pagos ou gratuitos, enquadrados ou não naquilo a que chamam Redes de Apoio ao Autocaravanismo. Contudo, devem estar atentos, para que se não venha a verificar uma situação idêntica à que se verifica no Algarve, onde, com o apoio do Turismo, também está em curso a constituição de uma Rede de Apoio ao Autocaravanismo e simultaneamente as autocaravanas estão a ser discriminadas negativamente, impedindo-as de estacionar onde outros veículos de semelhante gabarito o podem fazer. Até já há localidades (Porto Covo) em que se vai além das proibições de estacionamento apenas a autocaravanas para proibir a circulação destes veículos. Não por causa das dimensões dos veículos, mas apenas por serem autocaravanas.

    Aplaudir os apoios às autocaravanas, mas repudiando que esses apoios possam ser a contrapartida que no futuro venha a justificar a discriminação negativa dos veículos autocaravanas

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