- Publicidade -

- Publicidade -

Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
- Publicidade -
- Publicidade -

Alcanena | Verónica quer criar um Atelier de Biocosmética. E pede ajuda

Verónica Paiva tem 30 anos, é bióloga, e há anos que se divide entre várias atividades, entre elas os workshops de saboaria, biocosmética, detergentes ecológicos, alimentação saudável e terapias naturais. Produz os seus próprios cosméticos, mas tem evitado vender por não ter uma estrutura legalizada para o efeito. Este ano decidiu dar o passo em frente, abrindo uma página de crowdfunding para angariar parte do dinheiro necessário ao projeto. Natural de Alcanena, esta empreendedora dos produtos naturais e de uma vida saudável e sustentável não tem receio da interioridade e quer montar o seu negócio na terra que a viu nascer. É um dos projetos apoiados pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) de Terceira Geração (3G) do concelho.

- Publicidade -

O crowdfunding ou financiamento coletivo é uma forma de angariar capital para iniciativas diversas. Na internet são páginas criadas para financiar determinado tipo de projetos, por norma de causas sociais, mas também para apoiar iniciativas artísticas, pequenos negócios e empresas emergentes, filantropia, entre outras ideias com cariz inovador ou social. O financiador aposta na qualidade do projeto, sendo o dinheiro devolvido se não se atingir o valor pretendido.

No caso de Verónica Paiva a meta são os 3 mil euros necessários para legalizar a sua marca, a “BioVó”, junto do Infarmed e iniciar o processo necessário para criar o seu atelier de biocosmética. Um projeto que nasceu depois de vários anos a dar workshops na área e do interesse que recebeu da parte de quem os frequenta.

- Publicidade -

“Achei que podia ser uma boa ajuda”, explica Verónica Paiva ao mediotejo.net sobre o crowdfunding. Esta empreendedora já tinha apoiado alguns projetos, nomeadamente o de uma colega que foi estudar para Madagáscar. Decidiu tentar procurar também assim apoio para iniciar o seu projeto, que inclui o arrendamento de um espaço para fabrico da cosmética, a legalização no Infarmed e uma primeira fase dedicada sobretudo aos sabonetes e bálsamos, uma vez que os cremes, por precisarem de água, necessitam de outro tipo de procedimentos. Neste momento, admite Verónica, já recebe apoio de desconhecidos, inclusive anónimos, mas destaca que se o valor de 3 mil euros não for atingido o dinheiro será devolvido a estes pequenos “investidores”.

Alguns dos produtos usados no fabrico destes sabonetes e bálsamos são difíceis de encontrar no mercado. Foto: mediotejo.net

Verónica é uma filha da terra. Os pais possuíam uma ervanária na zona histórica de Alcanena e a jovem desenvolveu ao longo da infância o interesse pelos produtos naturais. Com 18 anos foi estudar Biologia para Lisboa e, admite, não pensava em voltar. Mas reconhece que se cansou do stress e do estilo de vida urbano e quis voltar para Alcanena, onde já nasceu o seu filho de três anos. Especializada em educação ambiental, ainda chegou a trabalhar na área, dividindo-se hoje, de forma independente, entre workshops e explicações.

Gosta de ensinar, admite. Nas aulas de educação ambiental descobriu o gosto pelos cosméticos biológicos e daí saltou para as formações. Foi na interação com os seus formandos que se apercebeu que a biocosmética poderia ser uma aposta de futuro. “Isto é um bocadinho como um vício”, constata, uma vez que rapidamente acabou a produzir todos os seus cosméticos e a passar esses ensinamentos. “Tenho sentido que as pessoas têm perguntado muito se vendo”, revela, pelo que a ideia começou a criar raízes.

Não vende e nunca tentou ter uma banca nas feiras, não se revendo a fazer esse percurso. Sabe que não há muita concorrência que esteja efetivamente certificada como biológica e é essa credibilidade quer quer oferecer aos seus clientes. Para além dos produtos biológicos com ingredientes naturais, também quer apostar em produtos vegan, sem uso de produto animal.

“São produtos que são simples, com ingredientes o mais naturais possíveis”, explica. Os químicos são sempre necessários, reconhece, mas é preciso saber identificá-los e escolher os que são mais naturais, admitindo que a formação em Biologia lhe é útil nesta processo de fabrico. “O grande forte é serem produtos que usam azeite”, destaca. “Não são agressivos para a pele, as pessoas vão logo sentir a diferença”.

“O meu público é variado: quem tem problemas de pele, quem está sensibilizado para a sustentabilidade, o vegetarianismo”, explica. Por tal, a loja que conseguir alugar não precisará de ser visível, uma vez que os clientes que procura chegam-lhe por outras vias, como os meios online. “Gostava de vender para outras lojas, gostava de ter uma linha personalizada para hotéis, mais natural”, refere. “As pessoas estão muito sensibilizadas para o que é nosso”, acredita.

O projeto “BioVó” está a ser apoiado pelo CLDS 3G de Alcanena, no seu gabinete de apoio ao empreendedorismo. Verónica não pensa em partir da vila, ainda que a temática dos maus cheiros também tenha passado pela conversa. “Sinto-me bem”, afirma diversas vezes, “sinto que aqui tenho mais tempo, mais qualidade de vida” e que a pode oferecer ao seu filho. Alcanena tem ainda uma boa localização, destaca, que lhe permite chegar rapidamente aos grandes centros.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome